Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 1
Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
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Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
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1 O que  mito? Histria I e II 8
2 Para que serve a escola? Ed. e Trabalho I 9
cio e negcio Histria II 10
Make or Do? Ingls II 11
Bingo da ortografia Portugus I e II 12
3 Poluio das guas Cincias I e II 13
Aes da gua Cincias I e II 14
Ciclo das guas Cincias I 15
Tempo, tempo, tempo... Rei Ed. e Trabalho II 16
Minha histria no tempo Matemtica I e II 17
Formao de palavras Portugus I 18
4 Caractersticas do texto literrio Portugus II 19
5 Saudao de violeiro Artes I e II 20
Vamos danar? Ed. Fsica I e II 21
Cultura popular Ed. e Trabalho I e II 22
O xodo rural Geografia II 23
Trabalho e festa Histria I e II 24
Produo de textos: cheques e recibos Portugus I 25
6 El trabajo no debe alejarnos
de la convivencia familiar Espanhol II 26
7 Peixes Cincias II 27
Peixes e suas partes Cincias I e II 28
Histria contempornea Ed. e Trabalho II 29
Currency Exchange Bureau Ingls II 30
"Por que uso o porqu? Por qu?" Portugus I 31
4  Caderno do professor / Tempo Livre e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Tempo Livre e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
8 Fogos de artifcio Cincias I e II 32
Medindo o tempo Matemtica I e II 33
Medidas de tempo Matemtica I 34
Uso de fazer indicando tempo Portugus I e II 35
9 Em portugus Ingls II 36
10 Meios de transporte Cincias I 37
Como voc usa o seu tempo livre? Ed. Fsica I e II 38
Parque de diverses Ed. e Trabalho I e II 39
O lazer de cada um Ed. e Trabalho I e II 40
Horas felizes Matemtica I 41
Estrutura do pargrafo: a nfase Portugus I e II 42
11 Dia de cio Artes I e II 43
O tempo que sobra e a falta de liberdade Geografia II 44
Histrias do lazer Histria II 45
Mapa do lazer Matemtica II 46
Produo de textos: convites Portugus I 47
12 O batente no lazer e vice-versa Artes I e II 48
O que voce tem feito com o seu lazer? Ed. Fsica I e II 49
13 Prazer e tortura: duas faces
de uma mesma moeda? Ed. e Trabalho I 50
15 Carnavais Artes I e II 51
Relaxamento em grupo por brincadeiras Ed. Fsica I e II 52
Samba, cerveja e muito trabalho! Ed. e Trabalho I 53
Los carnavales en Brasil Espanhol II 54
Carnaval: tempo de liberdade Geografia II 55
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6  Caderno do professor / Tempo Livre e Trabalho
15 Trabalho em grupo: formar palavras Portugus I e II 56
16 Os trabalhadores do turismo Ed. e Trabalho I 57
Oito horas de trabalho, oito horas
de repouso e oito horas de prazer... Histria I e II 58
Viagens e turismo: So Paulo
mostrada por nmeros Matemtica I 59
O gnero panfleto Portugus I 60
17 La siesta est de moda en el mundo? Espanhol II 61
Hasta la vista, siesta! Histria II 62
18 Trabalho, sade e economia solidria Econ. Solidria I e II 63
Horas extras x qualidade de vida Ed. Fsica I e II 64
Las horas extraordinarias perjudican
a la salud de los trajadores? Espanhol II 65
Trabalho a mais, lazer a menos Geografia I e II 66
Horas extras afetam a saude do trabalhador? Matemtica I e II 67
20 Malandragem Artes I e II 68
Malandros-trabalhadores e outros malandros Ed. e Trabalho I 69
Quem  o malandro? Histria II 70
Deu zebra?  Atividades com homnimos Portugus I e II 71
22 Escola de samba Artes I e II 72
Carnaval: festa, barulho e trabalho Matemtica I e II 73
23 Abrindo os ouvidos Artes I e II 74
Lugar e movimento Geografia I e II 75
Mecanismos de transformao
textual: o foco narrativo Portugus I e II 76
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Tempo Livre e Trabalho  7
24 Vitral Artes I e II 77
O homem e seu tempo Geografia II 78
Histrias de diferentes formas de medir o tempo Geografia I e II 79
Construindo uma ampulheta Matemtica I e II 80
25 Roda de conversa e leitura Portugus II 81
28 Trocando as bolas Artes I e II 82
Tempo livre  cio criativo? Histria II 83
If I have more free time Ingls II 84
Jogo: Pode sentar na mesa?  regncia verbal Portugus I e II 85
29 Quantos so os voluntrios Matemtica I e II 86
Propondo um trabalho voluntrio Matemtica I e II 87
30 Portadores de deficincia Ed. Fsica I e II 88
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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8  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Debater com os alunos o que eles entendem
por mito. Qual o conceito de mito mais
comum no mundo de hoje. Organizar suas
hipteses.
2. Propor que pesquisem no dicionrio e enciclopdias
o que significa mito. Organizar o que
encontraram e confrontar com as hipteses
anteriores.
3. Questionar se eles conhecem algum mito. Pedir
para contarem mitos que conhecem.
4. Debater novamente o que entendem por mito.
Solicitar que pesquisem informaes sobre a
mitologia grega. Debater a relao entre a cultura
grega e seus mitos.
5. Realizar com eles, ento, a leitura coletiva do
mito de Ssifo, parando para questionar como
esto entendendo.
Descrio da atividade
Atividade P O que  mito?
1
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito do que  um mito.
Introduo
Geralmente, as pessoas questionam sobre a sua
origem e o sentido de sua existncia. Perguntam
sobre as razes dos fenmenos da natureza, o
porqu dos acontecimentos e dos comportamentos
de seus semelhantes. Indagam sobre a origem
do mundo e sobre o futuro. No existe, porm,
uma s maneira de obter respostas e, nem mesmo,
de garantir que elas sejam definitivas. Explicaes
diferentes so formuladas em momentos
distintos da vida, assim como as sociedades organizam
para si variados esclarecimentos. Em milhares
de anos, a humanidade tem construdo
muitas respostas para perguntas desse gnero. Algumas
tm sido propostas atravs da arte, outras
por meio de mitos, de formulaes religiosas, filosficas
e cientficas. No caso do mito, geralmente
encontramos nele respostas que remetem ao
incio dos tempos. Ningum sabe quando os mitos
foram criados, s que so contados pelos mais
velhos, sendo preservados na memria, ao longo
de geraes, em forma de poemas cantados, lendas
ou de textos sagrados. Se os mitos gregos forem
assim entendidos, como o de Ssifo, podemos
ento questionar: o que eles procuram explicar?
Contexto no mundo do trabalho: Entre as inmeras
perguntas que as pessoas tm formulado ao longo da
existncia humana, uma  por que trabalhamos. Nesse
sentido, discutir mitos relacionados ao trabalho contribui
para debater o conceito de trabalho na perspectiva das
particularidades das diferentes culturas.
6. Debater o significado do mito de Ssifo para
os gregos e debater o que esse mito pode significar
para as pessoas atualmente. Identificar
a concepo de trabalho presente nesse mito.
7. Solicitar que escrevam frases que expliquem o
significado desse mito:
a) para os gregos;
b) para as pessoas de hoje em dia. Propor que
organizem um mural com as frases que escreveram.
Tempo sugerido: 4 horas
Resultados esperados: Espera-se que os alunos
reflitam a respeito do que  um mito e compreendam
o papel dos mitos na sociedade antiga
e atual. Espera-se, ainda, que relacionem a concepo
de trabalho expressa nesse mito com os
tipos de trabalho realizados nos dias atuais.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  9
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Ler e discutir o texto: Para os romanos, qual o
significado do cio? Como os filhos da classe
dominante ocupavam o tempo livre? Nas
sociedades pr-capitalistas, para que servia a
escola?
2. Explicar como surgiu a escola de massas.
3. Discutir em pequenos grupos: Por que estamos
na escola? O que queremos dela? Por que
tivemos que parar de estudar? A escola  realmente
para todos? Qual a relao entre escola
e trabalho?
4. Aps a discusso, os alunos devem confeccionar
cartazes, escrevendo o que sabem e o que
pensam sobre Trabalho, escola e vida.
5. Aps apresentao de cada grupo, os cartazes
devem ser afixados nos murais da escola.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P papel pardo;
P caneta pilot.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Para que serve a escola?
Resultados esperados:
Tendo em conta as condies de vida dos estudantes
de EJA, que eles possam refletir sobre as
relaes entre trabalho e escola.
2
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as relaes entre trabalho e escola,
considerando as condies de vida da classe
trabalhadora.
Introduo
Quando a escola, em vez de lugar de cio, tornase
escola de massas, ou seja, um espao que deve
ser freqentado tambm pelos trabalhadores
e seus filhos? Sabemos que a Revoluo Industrial,
ocorrida no sculo XVIII, provocou mudanas
profundas no processo de trabalho, passando
a cincia a ser potncia material da indstria.
Com o predomnio da cidade sobre o campo, o
acesso  cultura letrada passa a ser um prrequisito
para que o indivduo possa tornar-se
cidado. Assim, com o apoio do proletariado, a
burguesia hasteia a bandeira pela universalizao
e obrigatoriedade da escola. Na perspectiva
do capital, esta passa a ser um lugar para formao
de mo-de-obra e disciplinamento e habituao
do trabalhador s novas exigncias do processo
de produo. Na atual fase do capitalismo,
em que vivemos a crise estrutural do emprego,
como podemos analisar o pensamento de Antonio
Lettieri? Para ele, a escola se tornou uma
instituio cuja funo  absorver a fora de trabalho
excedente, esterilizar as energias produtivas
que o sistema capitalista no poderia utilizar
() A escola abre-se a crescentes massas de jovens
em suas estruturas deformadas; ela tem de
fato uma funo de estabilizao do sistema. O
que os alunos de EJA pensam disto? A escola 
tempo de espera ou ela pode ser diferente?
Dicas do professor:
1. O captulo 4 do livro A face oculta da escola, de Mariano
Enguita (Ed. Artes Mdicas), trata da gnese da escola de
massas;
2. Leia o artigo A fbrica e a escola, de Antonio Lettieri, publicado
no livro Crtica da diviso do trabalho, organizado
por Andr Gorz (Ed. Martins Fontes);
3. Leia A educao para alm do capital, de Istvn Mszaros
(Ed. Boitempo)
4. O filme Nenhum a menos, dirigido por Zhang Yimou,
trata da histria de um menino que abandona a escola
para trabalhar na cidade.
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10  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Levantar os conhecimentos prvios sobre os
tipos de trabalhos e os trabalhadores que na
atualidade desenvolvem atividades que podem
ser classificadas como: trabalho manual ou trabalho
intelectual: Quem faz o qu? Por exemplo,
professor: ensina; a merendeira da escola:
cozinha. Em seguida, levantar e discutir as diferenas
entre os tipos de trabalhos identificados.
H uma hierarquia de valores entre os
diferentes tipos de trabalhos realizados na
sociedade? Sim? No? Por qu? Voc concorda?
2. Ler o texto com o grupo, destacando as idias
principais e o significado das palavras desconhecidas.
3. Discutir os significados das palavras cio e negcio
para os povos romanos na Antigidade
e no mundo atual.
4. Discutir o papel da escola e da educao para
o trabalho e para o lazer em nossa sociedade.
5. A autora nos diz que na Antigidade a escola
era o lugar do cio para as crianas das classes
abastadas. E hoje, na opinio do grupo, a es-
Descrio da atividade
cola, a educao, continua sendo o lugar do
cio?  ainda privilgio de uma classe? Sim
ou no? Por qu? Discutir: Qual o papel da escola
na nossa sociedade atual?
6. Produzir uma carta endereada ao gestor da
escola e/ou  comunidade em geral, expressando
a opinio do grupo sobre o papel da
escola para a conquista do direito ao trabalho
e ao lazer. Esta ltima atividade pode ser integrada
 disciplina de Portugus.
Materiais indicados:
P Texto da Constituio
Federal de 1988.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P cio e negcio
Resultados esperados:
a) Compreenso do processo de diviso do trabalho
ao longo do tempo e do significado de cio/
lazer em diferentes momentos da Histria.
b) Elaborao de uma carta expressando a sntese
das opinies sobre o papel da escola na
conquista do direito ao trabalho e ao lazer na
sociedade atual.
2
Te x t o
Objetivos
 Analisar a diviso social do trabalho, relacionando-
a aos significados de cio e negcio nas
sociedades antigas e atuais.
 Discutir o papel da escola na conquista do direito
ao trabalho e ao lazer.
Introduo
O texto proposto aborda, historicamente, as relaes
sociais de trabalho e o papel da educao
como um dos instrumentos de reproduo da diviso
social e da manuteno do status quo. A
temtica cio e negcio, lazer e trabalho  focalizada
relacionada  separao entre traba-lho intelectual
e trabalho manual. A partir dos conhecimentos
prvios dos alunos, da leitura e interpretao
crtica do texto, sugerimos debater o papel
da escola, da educao, na atualidade, no mais
como mero espao de reproduo das desigualdades
sociais, mas como espao de conquista dos direitos
de cidadania, como o direito ao trabalho e
ao lazer. Propomos uma releitura crtica do texto,
relacionando-o s demandas da sociedade na
atualidade, redimensionando o papel da escola
atual numa perspectiva construtiva e cidad.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  11
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Explique aos alunos que os verbos Make e Do
so traduzidos para o portugus como sendo
o mesmo verbo  FAZER. No entanto, eles no
significam exatamente a mesma coisa em ingls.
Os falantes da lngua inglesa entendem
Make como Fazer no sentido de criar manualmente,
construir, montar, realizar, fazer acontecer.
J o verbo Do  o verbo Fazer no sentido
de trabalho intelectual, produzir idias, ou
realizar algo que no  tangvel, material.
Exemplos:
Do a favor  fazer um favor (favor no  algo
tangvel).
Make the bed  arrumar a cama ( um trabalho
de resultado fsico).
No entanto, essa explicao tambm deixa
margem a excees:
Do the dishes  lavar os pratos (apesar de ser
um trabalho de resultados fsicos, usa-se Do
porque Make seria usado para o ato de fazer
o prato  a partir de porcelana, por exemplo).
 seguro ento memorizar algumas expresses
tpicas com Make e Do:
Make
Make a mistake  cometer um erro
Make a phone call  fazer um telefonema
Make a deal  fazer um acordo/ negcio
Make an appointment  marcar uma reunio/
consulta
Descrio da atividade Make a mess  fazer uma baguna
Make money  fazer dinheiro (trabalhar/produzir
para ter dinheiro)
Make a decision  tomar uma deciso
Make a face  fazer careta
Do
Do a favor  fazer um favor
Do exercises  fazer exerccios
Do a test/ an exam  fazer uma prova/ exame
Do the homework  fazer a lio de casa
Do the cleaning  fazer a limpeza
Do the right thing  fazer a coisa certa
2. Para praticar o vocabulrio aprendido, fazer
um jogo da velha. Em cada quadrado coloque
apenas o final da expresso, sem o verbo. A
classe deve ser dividida em 2 times, um representado
pelo Xis e outro pelo Crculo. O
primeiro time escolhe um quadrado e diz qual
 o verbo correto para aquela expresso. Se
estiver certo marca seu smbolo; se no, d
ponto ao adversrio.
Atividade P Make or Do?
Resultado esperado: Que os alunos compreendam
a diferena entre Make e Do.
2
Te x t o
Objetivo
 Ensinar a diferena entre os verbos Make e Do
em ingls.
Introduo
O texto trata dos termos cio e negcio, que,
apesar de serem da mesma origem, significam
opostos. Neste sentido, podemos apresentar os
verbos Make e Do que, apesar de em portugus
significarem a mesma coisa, tm sentidos e aplicaes
diferentes em ingls.
Tempo sugerido: 1 hora
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12  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
Atividades de leitura: Discutir o texto com os
alunos. 1) Lanar as perguntas da introduo (A
sociedade em classes acompanha os modos de
produo dominantes). 2) Solicitar aos alunos
que tentem, pela experincia, classificar os seguintes
profissionais em suas respectivas classes
sociais (Fonte: revista Veja, 13 maio 1999): Profissionais
ps-graduados, empresrios e altos
administradores (elite); Pequenos proprietrios,
tcnicos com especializao e gerentes de empresas
de grande porte (classe mdia alta); Pequenos
fazendeiros, auxiliares de escritrio e
profissionais com pouca especializao (classe
mdia mdia); motoristas, pedreiros, pintores,
auxiliares de servios gerais, mecnicos, etc.
(classe mdia baixa); Vigias, serventes de pedreiros,
ambulantes e outros trabalhadores sem qualificao
(pobres); Trabalhadores rurais, biasfrias,
pescadores, pees de fazendas, catadores
urbanos (muito pobres). Existem no Brasil
(1996) 1.894.000 de domiclios pertencentes 
famlias da chamada classe A (menos de 5% da
populao total), que ganham acima de 20 salrios
mnimos. 3) Perguntar: Quando se diz que
algum  de classe A? Quanto, aproximadamente,
ganham os indivduos dessa classe? (Fonte:
Caminhos do III milnio, abril 2000: A1 
R$ 5.894,00; A2  R$ 3.473,00; B1: R$
2.444,00; B2: R$ 1.614,00; C  R$ 844,00; D 
R$ 435,00; E  R$ 229,00). 4) Perguntar como
consideram as diferenas individuais e que
peso isso tem na escala social.
Descrio da atividade Bingo dos sinnimos e da ortografia
1. Pedir aos alunos que desenhem uma cartela
de bingo com 16 retngulos (5 linhas verticais
e 5 horizontais).
2. Ditar 18 palavras do texto. Os alunos devero
colocar cada palavra em um retngulo, em
qualquer ordem. Duas palavras quaisquer sero
desprezadas por eles.
3. Sugestes: existe, executam, inventam, lazer,
reflexo, desprezveis, civilizao, classe, manuteno,
privilgio, cio, segmentos, tendncias,
aprendizagem, ofcio, intelectual, excludas
(ou outras).
4. Iniciar o jogo: falar, em qualquer ordem, a definio
do dicionrio dessas palavras ou fazer
referncias ao significado. Os alunos devero
identificar qual  a palavra a que o professor
se refere e marcar o retngulo correspondente.
O aluno que assinalar, corretamente, quatro
palavras na horizontal ou na vertical,
dever anunciar que terminou o jogo. Ir ao
quadro, escrever as palavras e, se fizer isso
corretamente, ser o ganhador. Se errar, o
jogo continua.
5. Sugestes para ditado: palavra honnima
de sala de aula (classe); palavra sinnima de
retirada (excluda).
Materiais indicados:
P Cartelas de bingo.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Bingo da ortografia
Resultado esperado: Desenvolvimento da capacidade
de observao da grafia de alguns
vocbulos.
2
Te x t o
Objetivo
 Praticar a grafia de algumas palavras que, normalmente,
oferecem dificuldades.
Introduo
O cio  bom negcio? A escola  uma divisora de
guas? Como surgem as classes sociais? Qual o
valor da individualidade na separao de classes?
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  13
rea: Cincias Nvel I e II
1. Dividir a turma em dois grupos.
2. Um dos grupos deve fazer uma tabela extensiva
de todos os problemas ambientais relacionados
ao uso correto ou ao mau uso dos recursos
hdricos em suas casas.
3. O outro grupo deve fazer uma tabela extensiva
de todos os problemas ambientais relacionados
ao uso correto ou ao mau uso dos
recursos hdricos na sua cidade.
4. Uma segunda coluna deve ser acrescentada
em cada tabela, contendo informaes sobre a
origem de cada um dos problemas ambientais
relacionados.
5. Reunir os dois grupos e, em um trabalho
conjunto, pedir que proponham medidas de
Descrio da atividade
Atividade P Poluio das guas
Resultados esperados: Reflexo sobre as variadas
formas de poluio da gua e as possveis
estratgias de preveno dessa poluio.
3
Te x t o
Objetivos
 Identificar fontes de poluio das guas.
 Identificar meios de preveno da poluio.
Introduo
Na letra da msica Tempo Rei, o compositor Gilberto
Gil fala, no sentido figurado, sobre as
guas ficarem sujas. Na vida real h diversas maneiras,
ou seja, fontes de poluio de guas superficiais,
isto , de rios, lagos, lagoas e igaraps.
A maior parte das cidades nasce prxima de fontes
de gua.  medida que elas se desenvolvem,
com o aumento do nmero de habitantes e a presena
de diversos tipos de atividades produtivas
 como indstrias, estabelecimentos comerciais,
agricultura , pode-se identificar uma deteriorao
da qualidade de gua disponvel. Outros
fatores comprometedores so a presena de ruas
pavimentadas com asfalto, que impede a recarga
dos lenis freticos, e a falta de saneamento
bsico, especialmente de redes coletoras de esgoto.
Ressalte-se ainda que, em geral no h planejamento
urbano para as cidades, identificamos a
presena de moradores em reas prximas s
cabeceiras de rios e nascentes, o que significa
um comprometimento desse recurso. A preveno
dessa deteriorao deve considerar tanto a
quantidade de gua utilizada nas mais diversas
atividades, que necessita ser minimizada, quanto
a qualidade das guas que retornam aos corpos
hdricos, que deve ser a melhor possvel. Cidades
de grande porte j contam com estaes de
tratamento de esgoto, mas a sociedade ainda
precisa incorporar mudanas de hbitos dirios:
usar menos gua em todas as atividades, usar o
mnimo de produtos qumicos para limpeza e
higiene, proteger os mananciais, evitar vazamentos,
evitar o uso excessivo de insumos e
defensivos agrcolas, lanar menos resduos
industriais nos rios, etc.
Dicas do professor: Existem gastos de gua em residncias
que podem ser facilmente minimizados: reduzindo o tempo
de chuveiro para cerca de 5 minutos, podemos economizar
cerca de 90 litros de gua por banho; a escovao de
dentes tambm pode ser feita mantendo-se a torneira
fechada e abrindo-a apenas durante os enxges; vlvulas
de descargas de vasos sanitrios precisam estar reguladas.
Tempo sugerido: 1 hora
preveno para os problemas ambientais relativos
aos recursos hdricos usados tanto para
as residncias quanto para a cidade.
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14  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Usando um martelo e um prego, fazer furos
numa lata, em duas alturas. Os dois furos devem
estar alinhados, um acima da metade da
lata e o outro a 5 cm da base da lata;
2. Usando rolhas, tapar os dois buracos;
3. Encher a lata com gua at o topo;
4. Pedir a dois alunos que retirem as duas rolhas
simultaneamente;
5. Os alunos devem descrever o que observam. Em
qual dos dois orifcios a gua jorra mais longe?
6. Pedir aos alunos que proponham uma justificativa
para o que foi observado, fundamentandose
nas diversas aes que a gua exerce.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Uma lata grande vazia
(latas mais altas so mais
adequadas), gua, prego,
martelo e rolhas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Aes da gua
Resultados esperados: Que os alunos conheam
outras utilizaes da gua no dia-a-dia.
3
Te x t o
Objetivo
 Identificar a importncia da gua em nosso cotidiano
por meio do reconhecimento de algumas
de suas aes.
Introduo
Na letra da msica Tempo Rei, o compositor Gilberto
Gil fala vrias vezes sobre o tema gua. A
gua exerce vrias aes em nosso cotidiano. Por
exemplo, ao abrirmos a torneira de uma pia, a
gua sai com presso. Isso significa que ela exerce
presso quando escoa de cima para baixo, como
ocorre com as caixas-dgua que so colocadas no
telhado das residncias. A presso de uma coluna
de gua tambm  o mecanismo que faz uma turbina
de hidreltrica funcionar  quanto maior a
coluna de gua, maior  a energia potencial que
ser posteriormente transformada em energia eltrica.
A gua  tambm um solvente muito importante,
sendo capaz de dissolver muitas substncias,
principalmente as substncias minerais.  o
caso da gua mole em pedra dura, tanto bate at
que fura do ditado popular, que nada mais  do
que um exemplo do poder dissolvente da gua.
Em seu trajeto pelos rios, lagos e superfcies, a
gua vai dissolvendo substncias e arrancando pedaos
de rocha, modificando drasticamente o relevo
ao longo dos anos. Portanto, pode-se afirmar
que as duas aes poderosas da gua so o seu poder
de eroso, quando desgasta as superfcies; e o
de sedimentao, quando h deposio desse material.
Qual o poder da fora da gua? A gua pode
cortar o ao? A gua pode gerar energia? Quais
os trabalhos que conhecemos em que a gua  utilizada
no como solvente, mas como instrumento
de gerao de energia, de corte, etc.?
Dicas do professor: A gua muda de fase por causa de diferenas
na estrutura de suas partculas, causadas pela absoro
ou liberao de energia. Quanto menos energia essas
partculas ganham, menos movimento elas possuem.  o caso
do gelo, que possui forma e volume definidos. Quando o
gelo ganha um pouco mais de energia, as partculas da gua
comeam a se movimentar mais, tornando a gua lquida,
que possui volume definido, mas no a forma. Finalmente,
mais energia transforma a gua lquida em vapor, no qual as
partculas esto em intenso movimento. Neste caso, o vapor
dgua no possui nem forma nem movimento definidos.
Contexto no mundo do trabalho: A gua como solvente
universal est presente em toda indstria e em praticamente
todos os campos de trabalho.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  15
rea: Cincias Nvel I
1. Pedir aos alunos para fazerem um diagrama
esquemtico, em forma de ciclo, do ciclo da
gua.
2. Solicitar que utilizem uma representao de
cor diferente para cada um dos estados fsicos
da gua no seu ciclo: azul para a gua lquida;
cinza-claro para o gelo; e vermelho para o vapor
dgua.
3. Usando setas grossas, os alunos devem reconhecer
no ciclo da gua as transformaes entre
os estados da matria, ou seja, as mudanas
de fases: fuso, solidificao, evaporao
e condensao.
4. Pedir aos alunos que apresentem o seu diagrama
do ciclo da gua para os colegas, buscando
identificar se o nvel de detalhamento
utilizado foi similar.
Descrio da atividade
Atividade P Ciclo das guas
Resultados esperados: Reflexo sobre a importncia
da gua na vida do homem e o conhecimento
dos aspectos fsicos e processos de
transformao da gua.
3
Te x t o
Objetivos
 Identificar a existncia de um ciclo de guas na
natureza.
 Identificar os trs estados fsicos da gua: slido,
lquido e vapor e o nome das transformaes
entre as fases.
Introduo
Na letra da msica Tempo Rei, o compositor
Gilberto Gil mostra a passagem do tempo do
ponto de vista das montanhas que so fustigadas
pela chuva e pelo vento. A chuva  parte importante
do ciclo das guas. O calor do sol esquenta
a gua dos rios, mares, oceanos, plantas, solo, levando-
a a sofrer uma transformao, passando
da fase lquida para a de vapor   a evaporao.
Chegando s camadas mais elevadas da atmosfera,
o vapor dgua sofre resfriamento e passa para
o estado lquido. Este fenmeno  a condensao.
Nas regies frias, presentes nos plos e nas
montanhas de grande altitude, a gua lquida sofre
resfriamento e vira slida (gelo)   a solidificao.
O gelo assim formado pode depois ser derretido,
quando da chegada da primavera e do
vero. A gua passa ento do estado slido para
o lquido   a fuso. Este conjunto de fenmenos
tornam possvel a reciclagem da gua em nosso
planeta. E a reciclagem da gua feita pelos homens?
Isso ocorre? Por qu? Para qu?
Contexto no mundo do trabalho: O uso da gua na indstria
(trabalho)  excessivo e constante. A atividade
proporciona uma reflexo sobre o tempo em que o planeta
faz naturalmente essa reciclagem (complexo e moroso)
e o descuido do homem com relao a esse processo
pela utilizao indiscriminada (poluidora) da gua,
que  a base da vida.
Materiais indicados:
P Cartolina e lpis de cor.
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: A gua muda de fase por causa de diferenas
na estrutura de suas partculas, causadas pela absoro
ou liberao de energia. Quanto menos energia essas
partculas ganham, menos movimento elas possuem. 
o caso do gelo, que possui forma e volume definidos. Quando
o gelo ganha um pouco mais de energia, as partculas
da gua comeam a se movimentar mais, tornando a gua
lquida, que possui volume definido, mas no a forma. Finalmente,
mais energia transforma a gua lquida em vapor,
no qual as partculas esto em intenso movimento. Neste
caso, o vapor dgua no possui nem forma nem movimento
definidos.
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16  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Se possvel, ouvir a msica Tempo Rei com
os alunos.
2. Conversar com eles sobre o ttulo da msica;
3. Fazer um debate com base nas seguintes
questes:
a) O tempo  rei em suas vidas? Por qu?
b) Como vocs vivem o tempo?
c) Como  o tempo do trabalho? E em casa?
d) E o tempo livre?
e) Qual desses exige mais de vocs?
f) Vocs tm que fazer alguma coisa para driblar
o tempo?
4. Ler a letra da msica e discutir com eles os
versos: Tudo permanecer do jeito que tem
sido, Tempo rei, , tempo rei, , tempo rei/
Transformai as velhas formas do viver.
Descrio da atividade
Atividade P Tempo, tempo, tempo... Rei
Resultado esperado: Reflexo sobre a interferncia
do tempo em nossa vida cotidiana: em
casa, no trabalho, na sociedade.
3
Te x t o
Objetivo
 Compreender que o tempo  um dos principais
fatores que interferem na vida cotidiana de todos
ns.
Introduo
Tempo, tempo, mano tempo. A preocupao
com a categoria tempo entre os homens no 
recente. Ela remonta  filosofia antiga, dos hebreus
at os gregos, passa pela filosofia crist,
pela moderna e vem at os dias atuais. Ultimamente,
ela desperta o interesse de pesquisadores
e de outros setores preocupados em explicar a
problemtica do tempo relacionado  vida cotidiana.
A teoria cientfica do tempo e a teoria filosfica
do tempo tm sido objeto de reflexes
de muitos cientistas e filsofos. No entanto, o
que mais tem se manifestado como campo de
interesse, atualmente, por amplos setores,  o
modo como o tempo est sendo vivido no atual
momento histrico. So os elementos culturais e
sociais que constituem o conceito de tempo.
Tempo rei, , tempo rei, , tempo rei/Transformai
as velhas formas do viver/ Ensinai-me, ,
pai, o que eu ainda no sei. Qual a importncia
do tempo no trabalho? O que significa produzir
em menor tempo? O que significa reduzir o tempo
trabalhado?
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Sites  Texto da introduo retirado de
Quanto tempo o tempo tem!, de Olinda Maria Noronha
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73
302003000400019;
www.sbfisica.org.br/ fne/Vol6/Num2/a05.pdf;
www.pucsp.br/nucleodesubjetividade/Textos/peter/naudo
temporei.pdf.
Msica  Sobre o tempo, veja:
www.lyricsdownload.com/pato-fu-sobre-o-tempo-lyrics.html
5. Propor aos alunos que faam, coletivamente
ou em pequenos grupos, a reescrita da letra da
msica Tempo Rei relacionando-a ao mundo
do trabalho ou  profisso de cada aluno.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  17
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Pedir aos seus alunos que tragam para a aula
fotos suas de infncia, de seus pais, avs, fotos
antigas da cidade, do bairro, de edifcios,
de monumentos, praas, de pessoas pblicas
conhecidas.
2. Sobre um papel pardo de cerca de 3 metros,
desenhar com os alunos uma linha reta numerada,
cujo incio deve ser a dcada da foto
mais antiga que os alunos trouxerem. A partir
dela, defina um intervalo qualquer para
separar as dcadas seguintes at a dcada
atual. Chamar a ateno para unidade de medida
de tempo que est sendo usada: dcada
ou 10 anos.
3. Ao longo do papel, orientar os alunos para ir
colando as imagens nas dcadas correspondentes
(aproximadamente). Pedir a eles que
escrevam seus nomes no painel, na dcada em
que nasceram.
Descrio da atividade 4. Finalizado o painel, pedir a eles para observarem
o painel enquanto ouvem a msica de
Gilberto Gil, respondendo: No perodo registrado
no painel, o que permanece? O que mudou?
O que cada um deles conheceu? Que
tempos so estes?
Materiais indicados:
P Papel pardo, fotos, revistas,
jornais antigos, etc.,
tesoura, cola.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Minha histria no tempo
Resultado esperado: Painel representativo de
um perodo histrico referenciado na vida dos
alunos. Percepo do tempo histrico tendo como
referncia a prpria historia de vida.
3
Te x t o
Objetivo
 Localizar o tempo na Histria tendo a histria
de vida como referncia. Construir uma linha
numerada simulando uma linha de tempo,
com intervalos representativos de uma dcada.
Introduo
A letra da msica de Gilberto Gil mostra como
a vida pode ser ao mesmo tempo perene e fugaz,
regular e surpreendente. Assim  o tempo
rei: tempo do relgio, do calendrio, tempo da
natureza, do ciclo da vida, do dia, da noite, das
eras, do batimento do corao. Alm de aprender
a medir o tempo, aprendemos a perceb-lo
nas transformaes do corpo, da paisagem, da
cidade. Tempos singulares e tempos coletivos.
Perceber as permanncias, as mudanas, as continui-
dades e descontinuidades, o que  mais
antigo, o mais atual, a simultaneidade, enfim,
os diferentes sentidos do tempo  a inteno da
linha de tempo que propomos construir na atividade
a seguir.
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18  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Portugus Nvel I
I  Atividades de leitura: Por meio de perguntas,
permitir que os alunos concluam que a mutabilidade
 a constante no transcorrer do tempo e, por isso,
tudo continuar do jeito que tem sido. Ressaltar
como o poeta usa livremente os provrbios.
Discutir se o texto assume, em algum momento,
forma de orao. Perguntar: Por que o poeta recorre
a Nossa Senhora do Perptuo Socorro? Destacar
a efemeridade do homem e o processo de mutao
da natureza, que se perpetua.
II  Atividades lingsticas:
1. Escrever no quadro: No me iludo e ser humano.
Perguntar qual  o antnimo de iludir
(desiludir) e de humano (desumano).
2. Mostrar que novas palavras foram formadas
pelo acrscimo do prefixo -des. Informar
que esse processo se chama derivao prefixal.
3. Perguntar qual  o significado do prefixo latino
-des (separao, ao contrria).
4. Pedir aos alunos que encontrem mais uma
palavra do texto que admita o prefixo -des
(desguas).
5. Escrever, no quadro, os versos trs e quatro:
Transcorrendo/Transformando. Pedir que
identifiquem se h a um prefixo e, em caso
positivo, qual  ele e o que significa (-trans:
prefixo latino que significa movimento para
alm de; posio alm de).
6. Informar que -de  tambm um prefixo latino
que significa movimento de cima para
Descrio da atividade
baixo. Pedir que encontrem no texto uma palavra
que admita o -de para formar novo vocbulo
(debater). Discutir o sentido do prefixo
na palavra.
7. Dividir a sala em grupos. Pedir que relacionem:
a) O maior nmero possvel de palavras, em
portugus, formadas pelo prefixo -trans.
b) O maior nmero possvel de palavras, em
portugus, formadas pelo prefixo -de +
verbo.
c) O maior nmero possvel de palavras, em
portugus, formadas por -des + verbo. (Sugestes
de respostas: -trans: transao,
transamaznico, transbordamento, transcendncia,
transcrever, transeunte, transfigurar,
transformao, transformista, transfuso,
transportar, transatlntico, transtornar, transcorrer,
transpassar, transmutar, transitar.
-de + verbo: deformar, decair, decrescer,
decompor, decalcar, debilitar, decantar, decifrar,
declamar, decodificar, decrescer, etc.)
-des + verbo: descansar, desgastar, desabafar,
desabilitar, desabonar, desacatar,
descansar, desacomodar, desaconselhar,
desacostumar, desafinar, desafogar, desagradar,
desajustar, etc.).
Atividade P Formao de palavras
Resultado esperado: Reconhecimento de
alguns prefixos formadores de palavras em
portugus.
3
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer possibilidades de formao de
novas palavras em portugus: a derivao
prefixal.
Introduo
Conhecer as possibilidades de formao de novas
palavras em portugus  fundamental, pois permite
a ampliao do repertrio lexical do educando.
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  19
rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de pr-leitura: Sugere-se ao professor
colocar, no aparelho de som, uma msica
erudita ou uma msica orquestrada e pedir
aos alunos para que digam o que a msica
lhes transmite. Por certo, eles enumeraro
vrias sensaes. Comentar que a msica 
obra de arte, feita para atingir mais a sensibilidade
do que a razo e, por isso, nunca tem
um mesmo significado para todos.
2. Atividades de leitura: Macunama, o heri sem
nenhum carter, de Mrio de Andrade,  uma
das obras pilares da cultura brasileira. A narrativa,
fantstica e picaresca, tem um tom
bem-humorado, em que o autor com inventividade
narrativa e lingstica, reelabora literariamente
temas de mitologia indgena e vises
folclricas da Amaznia e do resto do pas e
cria uma obra saborosamente brasileira. As
estripulias sucessivas de Macunama so vividas
num espao mgico, prprio da atmosfera
fantstica. O protagonista  o anti-heri, forada-
lei, na medida em que se contrape a uma
sociedade moderna, organizada em um sistema
racional, frio e tecnolgico. O tempo 
tambm totalmente subvertido na narrativa.
Lanar perguntas:
a) Quando algum escreve um cheque ou um
recibo, o objetivo do emissor  atingir a sensibilidade
do receptor ou espera que compreenda
lgica e racionalmente a mensagem?
Descrio da atividade
Atividade P Caractersticas do texto literrio
Resultados esperados: Compreenso, interpretao
e criao de textos com inteno artstica,
literria.
4
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer as distins entre o texto literrio
e o no-literrio.
Introduo
Escrever  uma atitude frente ao mundo? Quando
podemos, na escrita, deixar nosso corao
falar? Quando a razo deve predominar? O que
seus alunos tm a dizer?
Dicas do professor: H vrios sites na Internet sobre Macunama
e a obra de Mrio de Andrade. Vale a pena consult-
los.
Tempo sugerido: 3 horas
b) Uma notcia de jornal pretende mais informar
ou mais comover?
c) H textos neste caderno que tenham um
carter mais utilitrio, que pretendam aliar
a compreenso da mensagem a uma ao
prtica? O autor de Macunama tinha a
mesma inteno? (No. O texto literrio 
plurvoco, busca atingir a sensibilidade do
receptor, exige uma percepo sensorial e,
ainda que o leitor no compreenda tudo o
que se diz, a mensagem tem um sentido esttico,
no racional. Mrio de Andrade lida
com uma para-realidade: pauta-se na realidade,
mas permite-se inventar, criar uma
supra-realidade. Macunama, por exemplo,
viaja de um estado para outro sem qualquer
meio de transporte.
3. Atividades de produo de textos: Pedir que,
em linguagem coloquial, criem uma histria
com intenes literrias, um conto maravilhoso
em que realidade e irrealidade se misturem
harmonicamente, de modo verossmil.
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20  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Discutir com a classe o papel da dana na vida
de cada um. Se eles danam ou no. Quais
so as danas prediletas, o que sentem quando
danam, se conhecem as danas citadas no
texto etc.
2. Dividir a classe em trs grupos.
3. Cada grupo ficar responsvel pela pesquisa
de uma das danas citadas no texto: catira,
congo e folia de reis, privilegiando origem,
estrutura, movimentos coreogrficos caractersticos,
msica e figurino.
4. Os grupos apresentaro e discutiro os resultados
da pesquisa.
5. A seguir, ser proposta para a classe a criao
de um catira sobre o tema do caderno.
6. A classe dever se organizar segundo as necessidades
prprias da dana para a execuo
da tarefa.
Descrio da atividade 7. A apresentao ser iniciada pela saudao do
violeiro seguida do catira.
8. Posteriormente, haver discusso da experincia
e dos conhecimentos adquiridos.
Atividade P Saudao de violeiro
Resultados esperados:
a) Que o aluno perceba a riqueza e a importncia
das danas populares tambm como fonte
de informao e conhecimento.
b) Que o aluno reflita sobre as diversas influncias
presentes na cultura brasileira e como
elas influenciam as crenas, os hbitos, enfim,
o modo de vida de uma coletividade.
5
Te x t o
Objetivos
 Pesquisar danas folclricas brasileiras.
 Criar um catira sobre o tema do caderno.
Introduo
O texto cita algumas danas populares, manifestaes
folclricas, transmitidas de gerao em
gerao e que contribuem para a construo da
identidade de um povo, e que no texto ajudam
tambm a caracterizar a personagem.
O catira  uma dana de origem indgena (cateret),
realizada s por homens. Pelas mos do padre
Jos de Anchieta teria sido introduzida nos festejos
religiosos com fins de catequizao dos povos
da terra.  significativa a fala de Benedito: Nunca
deixei de danar, no, que danar o catira, o
congo, a folia de Reis,  uma devoo. A gente
canta e dana sempre em homenagem ao Santo. 
uma maneira que o povo tem de rezar, e eu acho
que agrada mais ao Santo que muito palavrrio.
A fala nos remete a um s tempo  origem brasileira
da dana, como  funo desta na origem
do homem: estabelecer uma comunicao com o
sagrado.
O catira, considerado uma dana caipira,  ainda
hoje executado em sua grande maioria s por homens,
embora em muitas regies se permita a
participao das mulheres. Caracterizada pelo
ritmo marcado por palmas e batidas de ps, em
sincronismo, a dana  acompanhada por violas.
Tempo sugerido: 5 horas divididas em trs dias
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  21
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Promover uma discusso com os alunos, perguntando-
lhes se j ouviram falar em danas
populares e se eles conhecem o catira.
2. Incentiv-los a realizar a seguinte atividade:
a) a classe deve ser dividida em duas turmas;
b) uma turma dever ficar em fileira (um ao
lado do outro) de frente para a outra turma
(fileira);
c) cada aluno dever ficar em p, na fileira,
com os braos estendidos para trs e as
mos entrelaadas.
3. Demonstrar como danar o catira, da seguinte
forma: com os braos estendidos para trs e as
mos entrelaadas, bater os ps no cho cinco
vezes, primeiro o esquerdo, depois o direito,
depois o esquerdo, o direito e o esquerdo.
4. Pedir aos alunos de ambas as fileiras que imitem
os seus movimentos.
5. Depois de executarem, perguntar-lhes se notaram
o ritmo cadenciado dos movimentos.
6. Repetir os mesmos movimentos com os ps,
dessa vez acompanhando o som e o ritmo de-
Descrio da atividade
les com uma palma para cada batida dos ps
(cinco palmas).
7. Pedir-lhes que imitem novamente seus movimentos.
8. Propor um desafio entre as fileiras:
a) os alunos de cada grupo devero se reunir
por dez minutos e montar uma seqncia de
batidas rtmicas dos ps;
b) aps esse tempo uma fileira demonstra os
movimentos para a outra, que deve imitar a
seqncia;
c) a fileira que imitou deve agora apresentar a
sua seqncia para que a outra imite. O desafio
continua, com intervalos de dez minutos
entre eles para que as duas equipes possam
combinar os passos.
19. Depois de duas ou trs seqncias de cada
grupo, pea-lhes que introduzam as palmas
junto com os movimentos dos ps.
Atividade P Vamos danar?
5
Te x t o
Objetivo
 Discutir a importncia do tempo livre a partir
da linguagem da dana.
Introduo
Voc gosta de danar? A dana  uma tima atividade
para aliviar as tenses de um dia de trabalho.
Alm disso, ela  um tipo de linguagem corporal
que expressa diferentes culturas, crenas,
histrias de pases, de regies e de grupo de pessoas.
Entre outras podemos citar o funk, a dana
de rua, o forr, hoje muito comuns entre os jovens.
O catira, citado pela personagem de Benedito,
era muito comum em festas realizadas no campo.
Voc j assistiu a um grupo danando catira?
Nessa dana h uma seqncia de movimentos
que envolvem batidas com os ps e palmas, em
um ritmo cadenciado. Geralmente, ela era realizada
sobre tablados de madeira que aumentavam o
som das batidas dos ps. Pergunte aos seus alunos:
Vocs conhecem ou j ouviram falar de outros
tipos de danas populares? J participaram de
algum grupo desses tipos de danas? J pensaram
em praticar algum tipo de dana no tempo livre?
Tempo sugerido: 4 horas
Resultado esperado: Reflexo sobre a linguagem
da dana como alvio das tenses dirias
do trabalho.
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22  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Iniciar a atividade lendo para os alunos o texto
Benedito do Catira.
2. Perguntar aos alunos se eles conhecem alguma
histria semelhante. Em caso afirmativo,
pedir que contem a histria para seus colegas.
3. Fazer um levantamento com os alunos a respeito
das manifestaes da cultura popular existentes
em sua comunidade e entre os alunos.
4. Pedir que relatem histrias, cantem msicas,
danas, anedotas... que fazem parte do imaginrio
popular.
5. Propor aos alunos que, em pequenos grupos,
elaborem um material com ilustraes contendo
elementos de seus relatos e de outras
pessoas da sua comunidade.
6. Organizar este material em forma de um livro
ou lbum e pedir que entreguem para a biblioteca.
Se possvel, pedir tambm que faam
Descrio da atividade
Atividade P Cultura popular
Resultados esperados: Elaborao de material
com ilustraes e organizao em forma de um livro
ou lbum. Reflexo acerca do termo cultura.
5
Te x t o
Objetivo
 Compreender e valorizar as manifestaes populares
como componentes do vasto campo da
cultura popular.
Introduo
No texto Benedito do Catira, Murilo nos apresenta
um senhor de seus 49 anos que trabalha,
canta e dana como se tudo fosse uma coisa s.
A sua relao com o trabalho, tempo livre e a cultura
popular caminha harmoniosamente, tudo
tem sabor de festa. Ele traz no corpo, na mente,
marcas de seus antepassados de forma consciente:
a cultura popular, que  a expresso mais legtima
e espontnea de um povo. Ao mesmo tempo
em que carrega em si elementos fundadores
de sua cultura  a dana, a msica, a religiosidade
, carrega tambm a dor de uma viuvez e a
dura luta no trabalho para a criao de seus sete
filhos. Na sua luta, em seu servio de carroceiro
 sbio quando se contrape ao tempo do caminho,
pois ainda encontra lugar para a sua carroa.
E termina o seu falar de maneira brilhante:
O servio  livre,  da gente, num tem patro,
essas coisas. Eu at essa idade de hoje, regulei
minha vida pela minha mo mesmo. Que outras
profisses ainda desafiam o tempo, a tecnologia
e as mudanas da sociedade?
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Livros  Lazer e Cultura Popular, de Joffre
Dumazedier (Ed. Perspectiva), 2001.
Sites  Cultura popular: Revisitando um conceito historiogrfico,
R. Chartier  Estudos Histricos,1995: www.cpdoc.fgv.br
Ncleo de Antropologia Urbana:
www.n-au.org/AntropologiaUrbanadesafiosmetropole.html;
Folclore brasileiro: www.ifolclore.com.br;
Msica: www.rubinhodovale.com.br/
um lanamento deste material junto s crianas
com danas, contao de histria, regadas
com muita msica.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  23
rea: Geografia Nvel II
1. Promover a leitura do texto em grupo e solicitar
aos alunos que faam uma apresentao de sua
compreenso, identificando as idias principais.
2. Solicitar que apontem quem  a personagem
principal, os nomes pelos quais  conhecida e
por qu, seu trabalho e a atividade cultural de
que mais gosta.
3. Identificar a origem da personagem principal
e os motivos de sua migrao para a cidade.
4. Solicitar aos alunos que extraiam do texto
segmentos que mostrem seus hbitos simples
e sua cultura interiorana.
5. Levantar com os alunos hbitos e costumes
prprios da vida no campo que permanecem
ainda em muitos espaos urbanos;
6. Levantar entre os alunos quem  migrante, ou
tem essa histria em sua famlia, identificando
o local de origem (cidade e estado) e os
motivos da mudana. Algum motivo semelhante
ao da personagem?
7. Debater com a classe que a cidade contm a estrutura
necessria para o desenvolvimento do
Descrio da atividade
capitalismo: mo-de-obra e mercado consumidor
concentrados, acesso  tecnologia, entre outros
recursos que a vida no campo no oferece.
8. Produzir um pequeno texto coletivo que sintetize
o resultado das discusses sobre o xodo
rural e as mudanas e permanncias no modo
de vida do migrante.
Atividade P O xodo rural
Resultados esperados: Capacidade para
compreender a migrao do campo para a cidade
como o resultado da estruturao de um espao
capaz de atender as necessidades humanas e as
demandas por educao, sade, saneamento, emprego,
entre outros recursos que o campo no oferece.
Capacidade para entender que, embora a vida
urbana exija do migrante uma adaptao ao seu
ritmo, no elimina, por completo, traos culturais
prprios da vida no campo.
5
Te x t o
Objetivo
 Assimilar a existncia do xodo rural como subproduto
da industrializao e da urbanizao do
mundo. Entender que a migrao campocidade
no elimina o passado na roa e os hbitos da
vida simples e prxima  natureza. Contextualizar
a figura do interiorano migrante neste processo
de urbanizao da sociedade.
Introduo
O xodo rural  uma caracterstica da sociedade
capitalista, que tem seu centro de produo e circulao
na cidade. Produo esta em larga escala
e caracterizada pela velocidade do escoamento,
que torna a cidade um espao de vida corrida
e de tempo escasso, transformando, muitas vezes,
hbitos e costumes. O interiorano migrante
enfrenta o cho-que das diferenas entre o espao
rural e o urbano e se v obrigado a adaptar-se na
luta pela sobrevivncia. Por possurem em geral
mo-de-obra pouco qualificada, empregam-se
nos trabalhos de menor remunerao, ou como
prestadores de servios.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: O Ipea possui uma anlise, em seu texto
para discusso 621, sobre a relao campocidade, os
efeitos deste processo na chamada desruralizao e na
composio da populao (www.ipea.gov.br/pub/td/
td0621.pdf#search=%22exodo%20rural%22).
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24  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Debater com os alunos as profisses que permitem
ao trabalhador ser dono de seu prprio
tempo. Listar essas profisses.
2. Debater sobre os trabalhadores que vendem
seu tempo de trabalho e precisam se submeter
ao controle de relgios de ponto. Listar profisses
classificando-as pelo critrio de quem
controla o tempo do trabalhador.
3. Debater vantagens e desvantagens de uma e
de outra.
4. Debater as atividades de diverses presentes
na vida dos trabalhadores controlados pelo
tempo da fbrica.
5. Apresentar o texto Benedito do Catira. Ler o
texto coletivamente, fazendo pausas para verificar
opinies e entendimentos.
6. Debater no final se h relao entre o local
onde mora, a profisso do Senhor Benedito e
o fato de ele ser tambm violeiro e danar freqentemente
o catira.
Descrio da atividade 7. Registrar as concluses. Montar um quadro
comparativo entre as atividades realizadas pelos
alunos e as vividas pelo Senhor Benedito.
8. Propor uma pesquisa sobre a dana do catira,
para, se possvel, um dia dan-la na sala de
aula ou trazer para a escola a apresentao de
um grupo de pessoas que dancem o catira.
Atividade P Trabalho e festa
Resultados esperados: Espera-se que os
alunos reflitam a respeito de tipos de trabalho
que possibilitam ao trabalhador dispor de maneira
autnoma do seu tempo e de mais lazer.
5
Te x t o
Objetivo
 O objetivo  refletir a respeito de tipos de trabalho
que possibilitam dispor de maneira autnoma
do tempo e de mais lazer.
Introduo
Muitas das profisses de antigamente tm seu
nmero reduzido gradativamente. Antes existiam
mais carroceiros, aguadeiros, amoladores
de faca, vendedores ambulantes, ferreiros, sapateiros,
alfaiates. Eram trabalhadores que trabalhavam
para si mesmos, podendo dispor do tempo
como lhes conviesse. Hoje, um operrio de fbrica
tem que passar carto e cumprir todas as
horas estipuladas pelo contrato que assinou com
a empresa. Quando so liberados das fbricas,
geralmente esto to cansados que no conseguem
bater papo com os amigos ou jogar futebol
de fim de semana. Mas em grandes e pequenas
cidades do Brasil h ainda os trabalhadores que
so donos de seu tempo e podem ser tambm
violeiros, tocadores de sanfona ou danarem o
catira, o congo, a folia de reis e participar de uma
roda de samba.
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  25
rea: Portugus Nvel I
Atividades de pr-leitura: Perguntar aos alunos se
conhecem a catira, se  uma dana comum em sua
regio. Pedir que coletem informaes sobre a dana.
Se possvel, convide um catireiro para contar a
origem da manifestao folclrica e ensaiar um
grupo. Ampliar o tema: relacionar a dana  histria
da localidade e a costumes surgidos na poca
de sua chegada e que ainda se mantm.
Atividades de produo de textos
1. Depois de ler o texto com os alunos e coment-
lo, sugere-se mostrar que alm de catireiro,
Benedito presta servios para a comunidade.
Como recebe pelo trabalho, provavelmente 
pago em dinheiro ou cheque.
2. Pedir aos alunos que imaginem que Benedito
fez um carreto e recebeu, em cheque, a quantia
de R$ 60,00. Deu um recibo ao contratante
no mesmo valor. Pedir aos alunos que preencham
o cheque e o recibo dado. Simule outras
situaes e utilize nmeros que podem oferecer
dificuldade na escrita: seiscentos, catorze
ou quatorze, cinqenta, sessenta.
3. Informar que o cheque equivale a dinheiro.
Para ter valor, no pode ter rasuras, precisa
estar preenchido corretamente, estar datado,
assinado e ter fundos. Portanto, s pode emitir
cheques quem tem conta num banco.
(mostrar, detalhadamente, as diversas partes
de um cheque e explicar suas funes: nmero
do banco, agncia, nmero da conta, nmero
do cheque, valor declarado em nme-
Descrio da atividade
ros, valor declarado por extenso, nome da
pessoa a quem se destina o cheque ou ao portador,
espao para colocar data e assinatura).
4. Na compra de determinados objetos, na prestao
de servios, prestaes ou pagamentos,
a pessoa que recebe d em troca um recibo.
Discutir o sentido da palavra com os alunos.
Informar que o recibo  um documento que
comprova que o valor nele contido foi realmente
pago.  importante que o recibo no tenha
rasuras, esteja todo preenchido e com os
eventuais espaos vazios anulados com traos,
esteja datado, assinado (pois recibos sem assinatura
no tm nenhum valor). Se no houver
impresso, pode-se escrever um: Recebi do
senhor X a quantia X relativa ao pagamento de
X. Local, data, assinatura.
5. Simule, com os alunos, vrias situaes de compra
e venda ou aluguel de objetos, imveis, servios,
etc. Entregue, em cpia, vrios cheques e
recibos para que os alunos preencham, de acordo
com a simulao. Se o professor quiser, pode
fazer um bazar com objetos trazidos pelos prprios
alunos ou simul-lo. Cada compra ser paga
com cheque, e o vendedor fornecer um recibo
de pagamento.
Atividade P Produo de textos: cheques e recibos
5
Te x t o
Objetivo
 Preencher, corretamente, cheques e recibos.
Introduo
Catira  uma dana comum em sua regio?
Quais seriam suas origens?
O preenchimento de cheques  prtica comum
no comrcio, mas todos praticam essa atividade
com correo e segurana? E quanto ao recibo de
pagamento? Ser que todos os alunos sabem como
preench-los?
Materiais indicados:
P Cpias de cheques e recibos.
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados: Segurana e correo
no preenchimento de cheques e recibos na vida
real.
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26  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Desenvolver uma atividade de interpretao
livre da tira. Comentar uma a uma e esclarecer
dvidas do lxico espanhol, por exemplo,
salgo, presente de indicativo de salir.
2. Promover um debate a respeito da charge
lida, orientando os alunos para que percebam
o tipo de linguagem escolhida e que deu o
efeito humo-rstico ao texto. No caso, o uso do
artculo indeterminante UNOS. O artigo usado,
por ser indefinido, mostra o grau de conhecimento
que o empresrio tem sobre seus filhos.
Quantos pais, hoje, no devem viver uma situao
parecida com a do empresrio da charge?
3. Nessa aula  possvel conhecer melhor as famlias
dos alunos, dirigindo-lhes perguntas e
introduzindo vocabulrio especfico sobre a
famlia como:
a) Tienes hijos? Cuntos?
b) Conoces bien, a tus hijos? Tienes hijo o
hija?
Descrio da atividade
c) Cmo se llama El primero? Y?El/La segundo/
a...?
d) Cules son los ms obedientes, Los hijos, o Las
hijas?...
4. Introduzir o quadro dos artculos determinantes
e indeterminantes.
Artculos Determinantes / Indeterminantes
Singular-Plural / Singular-Plural
Masculino EL-Los / Un-Unos
Femenino La-Las / Una-Unas
Atividade P El trabajo no debe alejarnos de la convivencia familiar
Resultados esperados:
Por meio das imagens e da linguagem, espera-se
que os alunos possam identificar com clareza o
uso dos artigos em espanhol e como tambm
usar o vocabulrio referente a famlia.
6
Te x t o
Objetivo
 Desenvolver a habilidade de ler imagens e criticlas;
Conhecer os artigos indefinidos em espanhol,
pela observao do efeito humorstico do uso de
unos na charge.
Introduo
A economia capitalista continua no sculo XXI,
exigindo extrema dedicao ao trabalho, j que a
concorrncia por uma vaga de emprego est
cada dia mais acirrada. Nos tempos atuais, trabalhadores
e trabalhadoras, pais e mes, exercem
suas funes de forma escrava, para conseguir
atender ao que  exigido pela empresa empregadora.
Esforar-se para manter um emprego, nem
sempre satisfatrio ao que se idealiza, no ,
para muitos, uma questo de escolha, mas a
nica possibilidade de continuar garantindo o
direito  sobrevivncia prpria e a da famlia. No
entanto, a relao familiar e a ateno aos filhos
deve ser priorizada, mesmo dentro dos escassos
momentos livres. Como coordenar o trabalho
com o tempo livre? Qual  o papel das empresas
nessa relao?
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Se tiver outras charges em espanhol,
aproveitar para apresent-las aos alunos.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  27
rea: Cincias Nvel II
1. Pedir aos alunos para trazerem exemplares de
peixes sseos e cartilaginosos.
2. Os alunos devem abrir os peixes, procurando
identificar a presena de esqueleto apenas
cartilaginoso ou de esqueleto sseo contendo
apenas alguma cartilagem.
3. Pedir aos alunos para desenharem as diferenas
observadas nos dois tipos de peixes
avaliados.
Descrio da atividade
Atividade P Peixes
Resultados esperados:
Identificao da classificao de tipos de peixes.
7
Te x t o
Objetivo
 Identificar a classificao de tipos de peixes.
Introduo
O texto apresenta um pescador descansando,
aps ter conseguido a sua cota de peixe para
aquele dia. Existem diversos tipos de peixes na
natureza. Eles se constituem no maior grupo de
vertebrados, com mais de 20 mil espcies, 50%
delas marinhas. Os peixes so classificados em
dois grupos principais: os de esqueleto apenas
cartilaginoso e os de esqueleto sseo, contendo
apenas algumas partes com cartilagem. H pouqussimas
espcies de peixes de esqueleto apenas
cartilaginosos, menos de 5% do total. Alguns
exemplos de peixes desse tipo so os tubares e
as raias. J os peixes de esqueleto sseo so a
grande maioria, cerca de 95% do total. A maior
parte desses peixes possui uma bolsa cheia de
gases acima do estmago  a chamada bexiga
natatria. O peixe pode controlar o volume dessa
bexiga, permitindo assim que ele afunde ou flutue
na gua, conforme deseje. Os peixes sseos
podem ser marinhos ou de gua doce. Os representantes
dessa categoria mais consumidos pelo
ser humano como alimento so: marinhos (sardinha,
pescada, anchova, tainha, cavala, bacalhau,
atum, linguado, manjuba, robalo, namorado e
garoupa) e de gua doce (dourado, pintado, carpa,
truta e pirarucu). Os alunos sabem algo a respeito
da indstria pesqueira no Brasil? Com nosso
grande litoral e nossa hidrografia, ser que
nossa indstria pesqueira  avanada, usa tecnologia,
ou ainda estamos nos desenvolvendo?
Dicas do professor: Um dos maiores peixes de gua doce
do mundo  o pirarucu, conhecido tambm como o bacalhau
brasileiro. Este peixe de esqueleto sseo chega a medir
2m de comprimento e a pesar mais de 100 kg. A sua lngua,
quando seca, pode ser utilizada como lixa, podendo
ser facilmente encontrada nos mercados tpicos da regio
norte, sendo sua carne tambm bastante apreciada. J os
tubares so exemplos de peixes cartilaginosos. Eles chegam
a ter 7m de comprimento e mostram vrias adaptaes
que lhes garantem a sua conhecida eficincia na caa:
a boca  ampla, deixando visveis cinco a sete pares de fendas
branquiais nas pores laterais. Esses peixes no possuem
bexiga natatria, portanto necessitam ficar em constante
movimento, j que tendem a afundar quando no
esto exercendo nenhuma atividade muscular. Curiosamente,
os dentes pontiagudos e dilacerantes dos tubares
podem ser sempre substitudos por outros, isto , podem
ser repostos.
Materiais indicados:
P Peixes diversos, facas afiadas,
toalha de plstico e
uma mesa para suporte.
Tempo sugerido: 2 horas
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28  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Pedir aos alunos para trazerem exemplares de
peixes sseos e cartilaginosos.
2. Os alunos devem abrir os peixes, procurando
identificar neles a presena de estruturas anatmicas
para adaptao  vida aqutica: nadadeiras,
a bexiga natatria, a linha lateral, as
brnquias e caractersticas da pele.
3. Pedir aos alunos para desenharem as estruturas
observadas em cada tipo de peixe (sseo e
cartilaginoso), buscando fazer um diagrama
esquemtico dessas estruturas.
Descrio da atividade
4. Os alunos devem apontar se diferenas significativas
foram observadas nas estruturas examinadas
dos dois tipos de peixes.
Materiais indicados:
P Peixes diversos, facas afiadas,
toalha de plstico e
uma mesa para suporte.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Peixes e suas partes
Resultado esperado: Identificao das partes
componentes de peixes sseos e cartilaginosos.
7
Te x t o
Objetivo
 Identificar as partes componentes de peixes
sseos e cartilaginosos.
Introduo
O texto apresenta um pescador descansando, aps
ter conseguido a sua cota de peixe para aquele dia.
O corpo de um peixe possui vrias estruturas anatmicas
para adaptao  vida aqutica: nadadeiras,
a bexiga natatria, a linha lateral, as brnquias
e a pele. As nadadeiras so rgos locomotores,
podendo alguns peixes possuir adaptaes especficas,
como alguns raios das nadadeiras fortes e
pontiagudos ferres que liberam veneno, como  o
caso do bagre e da raia. As nadadeiras podem ser
em pares  peitorais e plvicas; ou mpares  dorsal,
caudal e anal. A bexiga natatria  um rgo
que acumula gases, principalmente os gases nitrognio
e oxignio do meio ou do sangue.  ela
que permite que o peixe fique estabilizado em profundidades
diversas da coluna de gua, sem gastar
energia. A linha lateral  formada por diversos
poros e se estende ao longo dos dois lados do corpo.
 capaz de detectar a direo e a velocidade
das correntes de gua. As brnquias so rgos especializados
na troca de gases entre o sangue e a
gua que circunda o peixe. Para garantir uma troca
eficiente de gases entre o sangue o meio, elas
possuem grande superfcie de contato, so irrigadas
por inmeros capilares e esto localizadas
em um ponto do corpo no qual  fcil receber um
bom fluxo de gua. A pele dos peixes possui uma
epiderme com camadas e com glndulas. Essas
glndulas secretam mucosas que protegem e lubrificam
o peixe, reduzindo o seu atrito com a gua.
Vocs j ouviram falar de pesca predatria? Existe
uma relao dessa pesca com o turismo? O peixe 
o sustento de quem?
Contexto no mundo do trabalho: A fabricao de redes,
barcos, navios; a utilizao de equipamentos tecnolgicos
como o sonar, para localizar os grandes cardumes de peixes;
o fenmeno da piracema e as leis de proibio da
pesca, dentre outros, so fatos que passamos a refletir a
partir desta atividade, cuja figura central  o peixe.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  29
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Iniciar a aula com uma leitura silenciosa do
texto pelos alunos.
2. Em seguida, abrir uma discusso procurando
detalhar a posio do industrial e a do pescador
abordando os seguintes pontos de vista,
entre outros:
a) O texto apresenta dois modos diferentes de
entender o trabalho. Qual  o modo do rico
industrial? Qual  o modo do pescador?
b) O que vocs acham do modo de gozar a vida
do pescador? E do industrial?
c) O que h de diferente entre estes dois modos?
3. Procurar trazer a discusso para a maneira como
a sociedade capitalista organiza e valoriza
o trabalho;
4. Falar sobre os dois modos de valorizar o trabalho
na nossa sociedade e explique por que o
modo do capitalista de conceber o trabalho 
o que tem valor;
Descrio da atividade 5. Falar ainda que esse modo s interessa a uns
poucos e que a grande maioria da populao
do planeta no leva vantagem nisso.
6. Em seguida, dividir a classe em dois grupos e
pedir  turma para realizar um jri simulado.
Um grupo defender a posio do industrial,
o outro, a do pescador.
Atividade P Histria contempornea
Resultados esperados: Reflexo sobre o valor
do trabalho na sociedade capitalista. Realizao
do jri simulado.
7
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer que a sociedade capitalista s valoriza
o trabalho que permite a sua reproduo
contnua.
Introduo
Na sociedade capitalista, o valor do trabalho  medido
de duas maneiras: 1) pela produo de mercadorias,
isto , pelos produtos que depois de fabricados
e consumidos so capazes de gerar um
excedente, que  acumulado pelo capitalista e cria
as condies de produzir novas mercadorias, sucessivamente;
2) pelos produtos teis, neces-srios
 vida dos seres humanos. Embora essas duas maneiras
de medir o valor do trabalho estejam presentes
na sociedade capitalista, a que prevalece  a
primeira. A segunda maneira fica totalmente apagada.
A sociedade capitalista s existe e continuar
existindo se produzir mercadorias e de um modo
tal que gere excedentes que sero acumulados
por poucos, criando assim as condies da reproduo
contnua do capitalismo. Qual a conseqncia
disso? Na sociedade em que vivemos, o trabalho
s tem valor porque produz mercadorias que
no necessariamente esto relacionadas s nossas
reais necessidades, por exemplo, de ter uma vida
digna, saudvel, inteligente, prazerosa, solidria,
responsvel. O que vale mesmo  produzir mercadorias
sem levar em conta valores teis a todos os
seres humanos e  sobrevivncia do nosso planeta.
 esta dinmica perversa que expressa o texto que
vamos trabalhar.
Dicas do professor: Livro: O capital, de Karl Marx. Rio de
Janeiro: Civilizao Brasileira, 1968.
Site: www.fae.ufmg.br/trabalhoeeducacao
Dicionrio da Educao Profissional, de Fidalgo (NETE), 2000.
Tempo sugerido: 4 horas
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30  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Antes da aula, o professor deve verificar as cotaes
da libra esterlina, do dlar e do euro.
2. Colocar ento na lousa as informaes como
se fosse um cartaz de um guich de cmbio
(para troca de moeda). Como no exemplo:
Libra esterlina  Pound (? 4.50  four pounds
and fifty pence)
Dlar  Dollar ($ 3.15  three dollars and
fifteen cents)
Euro  Euro (-7.20  seven euros and
twenty cents)
Real  Real (R$ 2.70  two reais and seventy
cents)
Enfatizar para os alunos que os centavos de libra
esterlina chamam-se PENCE, ou PI, e no
tm forma plural. Tambm lembrar os alunos
de que no Brasil usamos vrgula para separar
as casas decimais, mas que nesses pases adota-
se o ponto.
O professor deve providenciar uma pilha de
dinheiro (tiras de papel com o smbolo da
moeda que representa e um valor). Se tiver
condies, imprimir uma imagem das notas
em questo, o suficiente para que cada aluno
fique com umas 3 ou 4 notas. Ento, depois
de ter distribudo o dinheiro (cada um s
deve receber um tipo de dinheiro), pedir a
eles que imaginem que esto todos numa casa
de cmbio e que devem tentar trocar seu
dinheiro pelo equivalente em outra moeda
Descrio da atividade em ingls. Eles devem conversar tudo em ingls.
Exemplo: O aluno que tem reais e quer
euros, supondo que o Euro est custando R$
2.70, aborda outro aluno com euros:
 Do you have euros?
 Yes.
 I want 2 euros.
 Ok!
 How much is it?
 Its R$ 5.20.
 Here you are.
 Ok, thank you.
Os alunos no tero moedas para os centavos,
o que significa que vo ter de arredondar os
valores para cima ou para baixo, negociando
(recebendo descontos ou pagando a mais).
3. Dar a eles de 15 a 20 minutos de negociao,
auxiliando-os quando tiverem dificuldades
para falar as frases em ingls.
Materiais indicados:
P Quantidades iguais de tiras
de papel representando
euro, libra, dlar e real.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Currency Exchange Bureau
Resultados esperados: Saber o nome das
moedas em ingls e criar maior desenvoltura para
o uso dessa lngua em situaes de conversa.
7
Te x t o
Objetivo
 Ensinar os nomes e smbolos de dlar, euro e libra
esterlina em ingls.
Introduo
O texto trata da importncia diferente que cada
pessoa d ao dinheiro. Essa  uma oportunidade
para os alunos terem contato com os nomes, em
ingls, do dinheiro de outros pases.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  31
rea: Portugus Nvel I
Atividades de leitura
1. Ler o texto e perguntar para os alunos quais
so os valores que o tema explora, discutindo
a idia de viver bem e viver com bens.
2. Pedir que retirem do texto as frases com por
que e porque. Perguntar se entendem o
porqu de estarem grafadas de modo diferente.
Depois da discusso, observar que o por
que (separado, sem acento) encontra-se no
incio de frase interrogativa. O porque (junto,
sem acento) encontra-se na resposta  pergunta
iniciada por por que.
3. Perguntar aos alunos se na orao Mas por
que voc no est pescando? o por que poderia
ir para o final da frase. (Mostrar que 
possvel. Nesse caso, porm, deve ser grafado
separado e com acento: Mas voc no est
pescando por qu?.
4. Pedir que escrevam, ento, as regras de uso
dos porqus: (por que  separado, sem acento:
no incio de frases interrogativas; por qu
 separado, com acento: no final de frases interrogativas;
porque  junto, sem acento: nas
respostas s perguntas.)
5. Explicar que qualquer palavra precedida de
artigo em portugus  substantivo. s vezes,
Descrio da atividade
porque significa motivo. Nesse caso, se vier
precedido de artigo, ser substantivo e deve
ser grafado porqu (junto, com acento).
Quero saber o porqu de tanta confuso.
6. Pedir que criem perguntas e completem as
respostas com por que, por qu, porque
ou porqu, com base nos dados do texto:
a) O industrial ficou horrorizado com o pescador.
b) O pescador no estava pescando.
c) O pescador deveria consertar o motor do
barco. (Ampliar o exerccio livremente.)
Atividade P Por que uso o porqu? Por qu?
Resultado esperado: Identificao de aspectos
de uso dos porqus em portugus.
7
Te x t o
Objetivo
 Ampliao da capacidade de usar , com desenvoltura,
as palavras por que, por qu, porque
e porqu.
Introduo
O correto emprego da ortografia se faz tambm
pela ampliao da habilidade de observao. 
importante, pois, que, atravs da anlise do emprego
de algumas palavras nos textos, os alunos
depreendam a forma correta de escrever alguns
vocbulos.
Tempo sugerido: 2 horas
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32  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
5. Pedir aos alunos para identificarem as cores
observadas, procurando explicar o mecanismo
de produo da cor.
Materiais indicados:
P Sal, sonrisal e sal de frutas.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Fogos de artifcio
Resultados esperados: Entendimento dos
mecanismos utilizados na fabricao dos fogos;
relacionamento dos seus componentes com outras
modalidades de uso.
8
Te x t o
Objetivo
 Compreender como funcionam os fogos de
artifcio.
Introduo
O autor fala em fazer pedidos e votos, durante o
reveillon, sob fogos de artifcio. Vamos entender
como os fogos de artifcio funcionam? O material
utilizado nos fogos  constitudo basicamente de
plvora e de uma substncia qumica determinada,
que  responsvel pela cor da luz que se produz
durante a exploso. As cores so originadas
pelos metais presentes nas substncias qumicas,
estando cada metal relacionado a uma cor ou
tom dos fogos de artifcio. O fenmeno associado
 cor chama-se emisso de luz. O metal contido
na substncia, quando aquecido pelo calor
da exploso,  excitado para um nvel de energia
mais elevado. Quando ele retorna ao nvel de
energia no qual estava anteriormente, emite de
volta a energia absorvida. Cada metal  capaz de
absorver uma certa quantidade de energia e, portanto,
a energia emitida est relacionada  energia
absorvida, sendo caracterstica do metal em
questo, funcionando a cor da energia como uma
espcie de impresso digital do metal. Como os
metais puros so geralmente muito reativos,
usam-se sais desses metais nos fogos. Assim, sais
de sdio, ao ser aquecidos, emitem luz amarela;
sais de estrncio e ltio, luz vermelha; e sais de
brio, luz verde. Os fogos contm ainda uma
substncia para aumentar a claridade observada
nos cus quando de sua exploso: so os sais
explosivos de potssio. Este fenmeno chama-se
incandescncia, e est associado  emisso de
energia visvel na cor branca. Voc j ouviu falar
da indstria blica? Da pirotecnia? Da imploso
de edifcios? Da minerao? Quantas profisses
ainda poderamos relacionar com o uso da plvora
e dos componentes acima?
1. Pedir aos alunos para fazerem o seguinte
experimento em casa: acender a chama de um
fogo, no modo baixo.
2. Colocar uma pitada de sal de cozinha na chama.
CUIDADO!, o aluno no deve se aproximar
muito da chama: a pitada de sal deve ser
lanada de uma distncia de pelo menos
15 cm. Observar a cor que aparece quando o
sal entra em contato com a chama.
3. Repetir o experimento lanando  chama uma
borrifada de salmoura. Novamente deve ser
observada a cor que aparece quando o sal
entra em contato com a chama.
4. Repetir o experimento lanando  chama uma
pitada de sal de frutas ou de p de sonrisal.
Descrio da atividade
Dicas do professor: O fenmeno da incandescncia pode
ser observado nas lmpadas incandescentes convencionais.
Este tipo de lmpada possui um filamento de tungstnio,
que  aquecido por meio da passagem de corrente eltrica
e passando a a produzir luz que ilumina os ambientes. As
lmpadas de sdio, que iluminam ruas, possuem a cor
amarela caracterstica da emisso deste metal.
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1. Ler o poema Contra o tempo e pedir aos alunos
responderem: O que  o tempo? Voc
deve registrar as principais idias na lousa.
2. Pedir ento que relatem como fazem para
marcar/controlar o tempo. (Organize as respostas
em trs colunas: numa delas devem ser
anotados os instrumentos formais ou artefatos
mecnicos (relgios, calendrios), em outra
as unidades de medida de tempo (horas, dias,
meses), e numa terceira os modos informais
(pr-do-sol, fases da Lua, fome, sono, etc.).
3. Organizar a turma em grupos e pedir que estabeleam
relaes entre as trs colunas, isto ,
entre artefatos mecnicos, suas respectivas unidades
e as regularidades da natureza. Ex.:
calendrio  dias/ano  movimento da terra/
sol; ou calendrio  meses  fases da lua.
4. Pedir que o grupo liste atividades que eles
fazem em que o tempo parece passar rpido
e outras em que o tempo demora a passar.
Descrio da atividade
Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  33
rea: Matemtica Nvel I e II
Atividade P Medindo o tempo
Resultados esperados: Que os alunos sejam
capazes de fazer uma lista relacionando artefatos
de medidas de tempo com suas respectivas unidades
e referncias na natureza. Percepo de
sentido histrico do tempo.
8
Te x t o
Objetivo
 Relacionar artefatos mecnicos de medida de
tempo com suas respectivas unidades e referncias
na natureza. Perceber que o sentido e
as medidas de tempo so histricos e culturais.
Introduo
As noes de tempo so bsicas para a construo
do tempo histrico e localizao do sujeito no
mundo. Predomina a idia de que o tempo existe
a priori e que nasce inscrito na sociedade e nas
pessoas. Como se aprende as noes de tempo?
De modo geral, ensina-se a leitura do relgio, do
calendrio sem pontuar que eles so artefatos
construdos historicamente. Em que momento e
sob quais necessidades eles foram criados? Temos
vrios exemplos de sociedades que ainda hoje
tm na natureza a referncia direta para seus sentidos
de tempo: ciclos de trabalho, fases da lua,
tempo de cozimento do arroz, amanhecer, entardecer,
etc. Desejamos nesta atividade abordar o
tempo histrico, que assume sentidos diferentes
em cada poca e lugar de acordo com a cultura,
bem como constatar que a sociedade moderna
capitalista nos separa da natureza para referncia
no tempo. Ou seja, somos dependentes do relgio.
Quem consegue escapar desta lgica? Que
mecanismos usa?
5. Finalizar a atividade mediando uma discusso
sobre as formas de viver/sentir/pensar o tempo,
que no so homogneas. Elas variam de
acordo com as concepes e modos predominantes
de organizar a vida, sempre uma construo
cultural. Retomar os registros do item 1
e perguntar se algum alteraria seu conceito de
tempo depois da discusso.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Organize os alunos para que entrevistem
pessoas idosas com o objetivo de saber como elas
vivenciavam o tempo na sua infncia e depois na sala de
aula, faa comparaes com as vivncias dos alunos.
Filme: Narradores de Jav, 2003, dirigido por Eliane Caff,
roteiro de Luiz Alberto de Abreu e Eliane Caff. Produo:
Vnia Catani e Bananeira Filmes.
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34  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
A linha do tempo da sociedade ocidental determina
que o sculo I iniciou no ano 1 e terminou
no ano 100. Com base neste dado, pedir aos alunos
que:
1. Escrevam em que sculo vivemos hoje e qual
 o perodo de anos em que ele se insere.
2. Encontrem os sculos que pertencem aos
anos: 46, 1550, 1989 e 2007.
3. Determinem em nmeros indo-arbicos o ano
em que comeam e terminam os sculos: V, X,
XV e XIX.
4. Verifiquem quantos segundos tem um minuto,
quantos dias tem um ano e meio, quantos
anos tem trs sculos e quantos sculos tem
um milnio.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Relgios com numerao e
digital, calendrios, ampulheta
(mede o tempo pela
passagem da areia de um
recipiente para outro).
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Medidas de tempo
Resultados esperados: Utilizao de clculos
e linguagem matemtica adequados para registrar
diferentes medidas de tempo.
8
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer diferentes medidas de tempo que a
sociedade ocidental usou e usa.
 Estabelecer relaes entre tempos e medidas
diferentes, utilizando-se da linguagem matemtica.
Introduo
O texto Contra o tempo nos faz pensar nas diferentes
formas que o tempo tem de se manifestar. O
tempo de vida, o que passou, aquele que vem e
traz esperanas, o de agora que  presena. Como
medir o tempo? Medimos o tempo usando noes
de intensidade ou distncia.  possvel medi-lo em
horas, minutos e segundos. Semanas, meses e anos
so medidas usadas para tempos maiores. H
ainda outras medidas: dcadas, sculos, milnios,
milhes ou at bilhes de anos. Dialogue com seus
alunos: Por que temos sensao de que o tempo
passa correndo? Pea que dem exemplos que
indiquem que o tempo passa. O que significa no
temos tempo a perder? De acordo com a natureza,
 possvel medir o tempo?
Dicas do professor: Ouvir os CDs de msica de Marisa
Monte e Nando Reis, Enquanto isso, e de Renato Russo,
Tempo perdido.
Por volta do sculo XIV, o relgio mecnico foi inventado. O
mais antigo instrumento de medio de tempo foi inventado
pelos antigos egpcios e recebeu o nome de gnmon.
Sugira aos alunos uma pesquisa a respeito.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  35
rea: Portugus Nvel I e II
I  Atividades de leitura:
Linguagem Figurada: A anfora e uso de fazer
1. Pedir aos alunos que observem os primeiros
versos do poema. O que pretende o poeta com
a repetio dos vocbulos? (Intensificar o sentido
da expresso Quanto Tempo).
2. Explicar que a esse recurso d-se o nome de
anfora (repetio de uma mesma palavra ou
expresso no incio de frases ou versos). Pedir
que observem se h anforas em outros textos
deste caderno.
II  Atividades lingsticas:
1. Escrever o segundo verso do poema no
quadro: Quanto tempo faz e lanar perguntas
livremente (Quanto tempo faz que voc
nasceu? Quanto tempo faz que se casou?
Quanto tempo faz que no dorme de chupeta?).
Os alunos, daro respostas livremente.
2. Informar que, no padro culto da linguagem,
fazer indicando tempo transcorrido ou a
transcorrer  impessoal, fica sempre na terceira
pessoa do singular: (Faz vinte anos, faz
quarenta anos, faz um ms...).
3. Da mesma maneira que o verbo haver, o
verbo fazer transmite sua impessoalidade
Descrio da atividade para o verbo auxiliar: Hoje faz seis meses que
estudo aqui. Domingo vai fazer trs semanas
que a beijei.
4. Pedir aos alunos que criem um poema com
anfora e verbo fazer referindo-se a tempo para
contar quanto tempo faz que no realizam
coisas que gostavam de realizar no passado.
Atividade P Uso de fazer indicando tempo
8
Te x t o
Objetivo
 Utilizar, corretamente, o verbo fazer no
padro culto da linguagem. Entender a anfora
como recurso de nfase.
Introduo
Escrever  um ato que exige ateno, e a ortografia
 uma conveno necessria  comunicao
escrita.
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados: Que os alunos possam
avaliar a importncia da linguagem figurada
e utilizar corretamente o verbo fazer como impessoal
em comunicaes formais.
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36  Caderno do professor / Diversidades e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
QUADRO: Famlia, trabalho, carreira, frias,
a fazer, sade, alimentao, higiene, dormir,
romance, feriados.
DOGBERT: Vocs tm tempo para trs coisas.
Trabalho e feriados so duas. Vocs podem
escolher a terceira.
Materiais indicados:
P Dicionrios de ingls/portugus.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Em portugus
Resultados esperados: Que os alunos possam
melhorar o entendimento da lngua inglesa
e a compreenso de textos em ingls.
9
Te x t o
Objetivo
 Treinar os alunos para compreender textos
escritos em ingls.
Introduo
Trata-se de charge em ingls ironizando a situao
de cio, ou de excesso de trabalho nas
empresas. Por tratar-se de uma tirinha cmica, 
comum que a linguagem seja mais irnica e, portanto,
de significado mais elaborado.  uma boa
oportunidade para praticar a leitura em outro
idioma e sua compreenso.
1. Apresentar a charge como um desafio. Primeiramente,
pedir aos alunos que formem grupos
de quatro pessoas e que procurem ler a charge.
Eles no devem usar nenhum tipo de consulta,
apenas sua intuio. Devero traduzir
para o portugus tudo o que conseguirem
compreender. Nesta etapa, dar a eles cerca de
quinze minutos. Ento oferecer um dicionrio
ingls/portugus para cada grupo (caso no
haja, os grupos tero de se revezar, de modo
que todos possam ter acesso ao dicionrio).
Agora com os dicionrios eles devero, em
grupo, traduzir a charge (o que falta compreender).
Nesta etapa, permitir mais quinze
minutos.
2. Ento escolher trs grupos aleatoriamente,
cada um para interpretar sua charge em portugus
para os colegas.
3. Em seguida, apresentar a traduo correta e
pedir aos alunos para, ainda em grupos, verificarem
seus erros de traduo, corrigirem
suas charges e tirarem possveis dvidas.
Charge 1  DOGBERT: Bem-vindos ao seminrio
Dogbert sobre o equilbrio trabalhovida
pessoal. Primeiro. Revise sua lista de prioridades.
Descrio da atividade
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  37
rea: Cincias Nvel I
1. Com o auxlio dos alunos, identificar os diversos
meios de transporte utilizados por eles no
dia-a-dia  fluvial (barcos e balsas), nibus,
trem, metr, carro, bicicleta, etc.
2. Pedir aos alunos que identifiquem potenciais
impactos ambientais e de sade de cada um
dos meios utilizados: poluio do ar, poluio
da gua, contaminao do solo, bronquite,
asma, etc.
3. Pedir que construam um diagrama para cada
um dos meios de transporte identificados,
mostrando a sua utilizao pelos alunos, os
Descrio da atividade
Atividade P Meios de transporte
Resultados esperados:
a) Compreenso da diversidade existente de
meios de transporte.
b) Identificao de alguns impactos ambientais e
de sade que podem ser causados pelos meios
de transporte em nosso pas.
10
Te x t o
Objetivos
 Compreender a diversidade existente de meios
de transporte.
 Identificar alguns impactos ambientais e de sade
causados pelos meios de transporte em nosso pas.
Introduo
O texto fala sobre um passeio no qual as personagens
utilizam trem e nibus como meios de
transporte. Nosso mundo no funciona sem a utilizao
plena de diversos meios de transporte.
Eles fornecem servios variados, que dependem
de sua capacidade de carga, da existncia de
condies naturais adequadas  no caso de hidrovias,
por exemplo , do consumo de energia,
dos impactos ambientais causados, dos custos e
benefcios associados ao transporte, etc. O sistema
de transportes no Brasil  calcado em rodovias,
em ignorncia  nossa disponibilidade de
rios navegveis e do menor custo de ferrovias
para transporte de cargas. As rodovias so responsveis
pelo transporte de cerca de 65% da
carga do pas, com consumo de 90% de todo o
diesel aqui produzido. O transporte por rodovias
 bem mais caro do que o transporte ferrovirio
(cerca de trs vezes mais caro) e o fluvial (cerca
de nove vezes). O uso de transporte rodovirio
tem implicaes srias do ponto de vista ambiental.
O congestionamento das grandes cidades
contribui para a poluio do ar, com conseqente
aumento de doenas respiratrias. O transporte
de cargas por vias rodovirias interiores tambm
polui o ar, por meio de xidos de enxofre e
nitrognio e pela liberao de dixido de carbono,
um dos gases do efeito estufa. Esse modelo
de transporte dever ser revisto, a fim de reduzirmos
os custos sociais e ambientais dos transportes
em nosso pas. Os especialistas recomendam
a utilizao de diversos meios de transporte
em associaes variadas, cada um deles sendo
usado para aquilo que  mais benfico. Esta associao
 conhecida como transporte multimodal.
Quantas vezes seus alunos utilizam um meio de
transporte ao dia? Quais as profisses que conhecemos
que se relacionam com os transportes?
Tempo sugerido: 1 hora
seus impactos ambientais e de sade e a
importncia socioeconmica daquele meio
para os alunos.
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38  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Promover uma discusso com os alunos sobre
quais atividades eles fazem nos momentos
que no esto trabalhando. No vale citar
assistir  televiso.
2. Fazer uma lista na lousa sobre as atividades
que eles citarem e relacione a elas o que  preciso:
por exemplo, para jogar futebol, so necessrios
dois times, uma bola e um espao.
3. Dividir a classe em grupos de quatro pessoas.
4. Cada grupo dever fazer um levantamento de
cinco atividades de lazer, pensando nas possibilidades
que a cidade oferece, mesmo que
eles ainda no tenham feito tais atividades.
5. Depois cada grupo dever escrever na lousa
suas atividades.
6. Todos os alunos devero analisar as atividades
de cada grupo, avaliando as facilidades e dificuldades
de realiz-las.
Descrio da atividade 7. Sugerir que no prximo fim de semana cada
aluno tente realizar pelo menos uma atividade
de lazer discutida pela classe. Na aula seguinte
ao final de semana, levantem quantos alunos
conseguiram realizar alguma atividade.
8. Utilizando a mesma diviso de grupos, propor
uma brincadeira de mmica da seguinte forma:
a) Escolha com os alunos o assunto, por
exemplo, nomes de filmes, de duplas sertanejas,
de msicas, etc. b) Cada grupo dever
fazer a mmica para os outros adivinharem.
No final, avaliar com a classe se gostaram de
fazer a atividade, como se sentiram, se proporcionou
relaxamento.
Atividade P Como voc usa o seu tempo livre?
10
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as diferentes formas de utilizar o
tempo livre.
Introduo
O texto nos incentiva a pensar sobre o que temos
feito de nosso tempo livre. Nos dias atuais o
assunto que envolve lazer, tempo livre e cio tem
se tornado de fundamental importncia para a
melhoria da qualidade de vida. A crescente competitividade
no mundo do trabalho e as exigncias
de especializao impostas a todo trabalhador,
decorrentes dessa competitividade, invariavelmente,
nos impedem de realizar atividades de
lazer. Quais tipos de atividades de lazer voc costuma
ter no seu tempo livre? O texto nos instiga
a refletir sobre o fato de que as atividades de
nosso tempo livre no precisam ser sofisticadas e
caras; pelo contrrio, qualquer atividade que
proporcione prazer, relaxamento e que seja diferente
de nosso trabalho dirio so consideradas
lazer. Elas so importantes para evitar o stresse e
melhorar a qualidade de vida, preparando nosso
corpo para mais um dia de trabalho. Que tal pensar
sobre isso? Levante do sof em frente  TV e
programe com sua famlia, amigos, ou at sozinho,
uma forma diferente de ocupar o seu tempo
livre. Vale a pena tentar! V visitar aquela fazenda
que sempre lhe falaram que vendia verduras
fresquinhas, ou sentar na praa central da cidade
para observar as pessoas, ou, ainda, apenas apreciar
aquele pr-de-sol maravilhoso que sempre
voc perde e no dia seguinte comentar com seus
colegas de trabalho.
Tempo sugerido: 1 hora
Resultado esperado: Reflexo sobre a
importncia de utilizar o tempo livre de diferentes
formas.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  39
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Pedir a um de seus alunos que faa a leitura
do texto em voz alta, para toda a turma;
2. Em seguida, em grupos e auxiliados pelo
texto, pedir a eles que respondam s seguintes
questes, registrando os resultados: a) Voc
acha que o pai das crianas  um trabalhador?
Justifique. b) Onde voc imagina que  o
local de habitao desta famlia? Justifique. c)
Por que voc acha que o pai est levando as
crianas neste dia e para este passeio? d) Que
local  este onde esto as escadas rolantes,
visitado pela famlia, em sua interpretao? e)
O que voc acha do tipo de lazer desfrutado
pela famlia e sugerido pelo texto?
3. Em seguida, apresentar os resultados em plenria
e conversar com o grupo sobre eles.
4. Introduzir informaes acerca do debate atual
em torno do tema do cio e do lazer.
5. Realar o fato de que os segmentos sociais
mais abastados tm, e tiveram historicamente,
maiores possibilidades de usufruir do cio
e do lazer.
6. Perguntar aos seus alunos se eles acreditam
que os setores menos favorecidos tm sido
Descrio da atividade beneficiados ultimamente quanto s possibilidades
de, tambm, usufrurem do cio e do
lazer.
7. Em grupos, novamente, pedir a eles que elaborem
um texto que expresse uma situao
vivida por uma famlia, durante uma semana,
que articule o trabalho com o lazer.
8. Expor esse material no mural da sala e pedir
 turma para dar um ttulo a ele.
Atividade P Parque de diverses
10
Te x t o
Objetivo
 Conhecer e discutir as possibilidades de lazer
dos trabalhadores e suas famlias.
Introduo
O tema do cio e do lazer tem ocupado espao
cada vez maior nas pesquisas, na imprensa, nos
circuitos de empresrios e trabalhadores, na
sociedade de modo geral. Apesar de ser abordado
sob diversos ngulos, o que est em questo  um
questionamento sobre a maneira como o cio e o
lazer se articulam com a organizao do trabalho
em nossa sociedade e, conseqentemente, como
os trabalhadores vivem essa articulao. De um
modo geral, as discusses sobre o tema indicam
que os segmentos sociais mais abastados tm, e
tiveram historicamente, maiores possibilidades de
usufruir do cio e do lazer. Voc acredita que essas
possibilidades tm se estendido, atualmente, aos
segmentos menos favorecidos?
Tempo sugerido: 4 horas
Resultado esperado: Elaborao de um texto
que expresse uma situao vivida por uma famlia,
durante uma semana, que articule o trabalho
com o lazer. Exposio desse material no mural
da sala.
Dicas do professor: Livros: Perspectivas para o trabalho e o
tempo livre, de D. de Masi. In: Lazer numa sociedade globalizada,
de Brivelto B. Garcia; Francis Lobo (Ed. Sesc). Lazer e
Cultura Popular, de Joffre Dumazedier (Ed. Perspectiva), So
Paulo, 2001. O Lazer aps a Revoluo Industrial:
www.faculdade.nobel.br/?action=revista&id;
Sculo XXI: www.multirio.rj.gov.br/seculo21/texto_link. as
p?-cod_link=29&cod_chave=1&letra=c;
De frias & estressado: www.terra.com.br/istoe/1634/
comportamento/1634_de_ferias_estressado.htm
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40  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Procurar ser o mais especfico/detalhado possvel.
2. Requisitar a leitura do texto em sala, coletivamente.
3. Solicitar aos alunos que reproduzam a histria
relatada no texto.
4. Identificar os elementos que apontem para o
lazer realizado pela famlia.
5. Identificar ainda passagens que apontem para
as condies financeiras da famlia.
6. Debater em sala se o lazer estava num determinado
lugar ou na viagem em si, na realizao
daquele quase ritual.
7. Debater ainda, com base nas respostas obtidas
no item anterior, se o lazer da famlia era
um local caracterizado normalmente como
turstico.
8. Discutir o tema do lazer a partir do local visitado,
do ritual da viagem, e se o local visitado
 objeto de visitao e aproveitamento para
lazer de alguns e no de outros.
Descrio da atividade
9. Propor a produo de um pequeno texto, em
prosa ou poesia, em que o aluno fale sobre
seus momentos de lazer e o que isso representa
na vida dele.
Atividade P O lazer de cada um
Resultados esperados:
a) Reavaliao das suas atitudes e posturas
diante do lazer;
b) Capacidade de repensar o significado do lazer
na sociedade atual;
c) Reflexo sobre se o valor subjetivo do lazer
tem relao com a condio social e financeira
do grupo que o pratica.
10
Te x t o
Objetivos
 Pensar na prtica do lazer como o exerccio do
convvio, do relaxamento, da ausncia de compromisso.
 Avaliar se o lazer  uma prtica que depende
diretamente da classe social a que a pessoa
pertence e compreender a sua dimenso subjetiva.
Introduo
Na evoluo da sociedade da produo e do consumo,
o lazer passou a ser um tempo caracterizado
pelo tempo do no trabalho. Trabalho e descanso
passaram a andar separados em funo da
necessidade de se produzir ininterruptamente para
o abastecimento do consumo. A extensa jornada
de trabalho e a m remunerao de boa parte dos
trabalhadores colocam as possibilidades de lazer
em patamares restritos. Apesar da aplicao crescente
de novas tecnologias no processo produtivo,
o que se observa  a reduo dos empregos e no
o aumento do tempo livre pela reduo da jornada
de trabalho. E mais: o prprio lazer passou a ser
objeto de consumo.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: O site EFDeportes aborda a questo do
lazer e sua relao com a natureza
(www.efdeportes.com/efd89/ativ.htm) e pode colaborar no
desenvolvimento da atividade.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  41
rea: Matemtica Nvel I
1. Calcular quanto o pai das crianas, mencionado
no texto, gastaria em um ms se comprasse
um sonho a R$ 1,60 e um refrigerante a
R$ 2,70 para cada criana, todos os domingos
que fossem andar de escada rolante.
2. Pedir que faam uma estimativa considerando o
tempo relatado no texto, gasto para ir ao passeio
e voltar dele.
3. Pedir que coloquem os tempos em ordem crescente:
meia hora, um quarto de hora, uma
hora, 45 minutos. Pedir que utilizem a notao
numrica para escrever esses tempos.
4. Solicitar que encontrem a altura do edifcio
onde as crianas andam de escada rolante,
considerando que cada andar tem 3,2 m de
altura e que o prdio possui 18 andares.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Relgios com nmeros.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Horas felizes
Resultados esperados:
a) Que os alunos saibam representar por meio da
escrita da lngua materna e da linguagem matemtica,
tempos diferentes usando horas e
minutos.
b) Que eles sejam capazes de resolver diferentes
situaes-problema envolvendo multiplicaes,
adies, estimativas, medidas e fraes.
10
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar reflexes que mostram que a posio
social no define nem garante felicidade.
 Realizar estimativas e clculos mentais.
Introduo
O texto revela que alegria e horas de felicidade
no esto necessariamente vinculadas ao poder
econmico. Seus alunos concordam com isso?
Descubra junto a eles se na cidade ou regio
onde vivem existem parques de diverses e se
acham caro ou barato o ingresso; pergunte se
existem outros tipos de parque com entrada franca,
e que tipo de lazer eles gostariam que fosse
gratuito. Como eles proporcionam divertimento
a suas crianas?
Dicas do professor: Livro: Seja lder de si mesmo, de Augusto
J. Cury (Ed. Sextante), Rio de Janeiro 2004.
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42  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Ler o texto com os alunos. Lanar perguntas
sobre prazeres simples da vida e sua importncia.
Sugerimos fazer uma relao dos prazeres
de final de semana que a classe considera
impagveis. Eles podero relacion-los
na lousa.
2. Pedir que observem o primeiro pargrafo e
depois alterem, livremente, a ordem de aes
do primeiro perodo. (Sugestes: Com o filho
menor no colo e de mos dadas com o maior,
ele saiu com sua melhor roupa.). Estudar as
variaes possveis e observar o uso da vrgula.
3. Pedir que, livremente, alterem a ordem de
aes do segundo perodo. (Sugesto: A mulher
foi para a porta de sada, sorriu, enxugou
as mos na barra da saia, recebeu um beijo do
marido e viu a sada alegre da famlia.)
Estudar as variaes possveis e observar o
uso das vrgulas.
4. Escrever na lousa: Todos os domingos... e
em seguida pedir que os alunos reescrevam
todo o pargrafo a partir dessas palavras.
5. Reescrever, com os alunos, o segundo pargrafo
em outra ordem. Observar que no h
dependncia sinttica entre as oraes; so-
Descrio da atividade
mente dependncia semntica (ir do bairro
para a cidade).
6. Dependendo do nvel da classe, mostrar que
as oraes so coordenadas e no subordinadas.
As oraes coordenadas no dependem
sintaticamente uma das outras, pois tm sentido
completo. Por isso, permitem  dentro
dos limites do efeito pretendido  algumas
inverses, alteraes de ordem.
7. Observar que h, no texto, muitos perodos
simples. Perguntar que efeito provocam no
leitor (Ampliam o ritmo do texto, do dinamicidade
s aes.).
8. Pedir que reescrevam o texto, agora com inverso
de aes. Iniciar pelo entardecer,
contar a volta at chegar ao lar. Reforar a
idia de que podero imitar o autor no uso
de frases curtas, terminadas em ponto.
Atividade P Estrutura do pargrafo: a nfase
Resultado esperado: Reflexo crtica sobre a
importncia da ordem das oraes no texto.
3
Te x t o
Objetivo
 Selecionar idias para coloc-las no corpo do
pargrafo.
Introduo
Como se consegue nfase em portugus? A
ordem das oraes no perodo contribui para a
nfase?  possvel reordenar um pargrafo
inteiro para destacar uma ao e no outra?
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  43
rea: Artes Nvel I e II
1. Reler o texto grifando as idias que cada um
considera mais condizentes com sua interpretao
do cio.
2. Apresentar as idias e discutir o espao que o
cio ocupa na vida de cada um.
3. Organizar duas listas: uma com as coisas que
os alunos fazem em seu tempo livre e outra
com as coisas que eles gostariam de fazer.
4. Compartilhar o contedo das listas com toda
a classe.
5. A partir da apresentao e discusso das listas,
a classe dever organizar um dia de cio,
que poder ser realizado na escola ou em um
outro espao que seja de consenso.
6. Realizao do dia de cio. Obs.: No deve
haver um fechamento formal da atividade.
Descrio da atividade
Atividade P Dia de cio
11
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre a presena ou ausncia do cio
na vida do aluno.
 Criar um dia dedicado ao cio.
Introduo
Como o prprio texto diz, o cio pode ser entendido
de vrias formas, e culturas diferentes
deram-lhe status e interpretaes diversos. No
entanto, todos convergem para o entendimento
do cio como um tempo que o ser humano dedica
a si mesmo. Num mundo em que somos dominados
pela supervalorizao do trabalho, o cio
parece,  primeira vista, sinal de vagabundagem.
Quantas vezes no nos sentimos constrangidos
quando dizemos que no fizemos nada, como se
tivssemos que ininterruptamente fazer algo produtivo
para o outro ou para o mundo. Quando
dizemos que no fizemos nada, esse nada no
significa necessariamente ausncia de atividade,
mas que essa atividade  qual nos dedicamos
durante determinado perodo  nossa e fonte
geradora de prazer. Historicamente o trabalho
est ligado ao esforo, ao sacrifcio, e o prazer, ao
cio. Na cultura ocidental o artista muitas vezes
 visto como um ser ocioso, primeiro porque o
trabalho que realiza causa-lhe prazer e porque
para criar passa um tempo considervel em
situao de cio, refletindo sobre sua criao. A
fbula da cigarra e da formiga  um bom exemplo
dessa viso.
Tempo sugerido: Etapas 1 a 5  2 horas
Resultados esperados:
a) Que o aluno desfrute de momentos de cio.
b) Que o aluno perceba a importncia do cio
como parte essencial da manuteno da sade
fsica e mental.
c) Que o aluno possa refletir sobre a presena do
cio na realizao de atividades profissionais.
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44  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Geografia Nvel II
1. Realizar a leitura do texto coletivamente em sala
de aula.
2. Identificar como funcionava a sociedade grega na
Antigidade, destacando os gregos em si e os
escravos.
3. Registrar na lousa e depois no caderno as diferenas
sociais entre um e outros.
4. Destacar ainda o significado e conceito de
escola, cidadania e liberdade na Grcia antiga.
5. Debater em classe, com base nas consideraes
nos itens anteriores, como se sustentava
economicamente a sociedade grega, tendo, de
um lado, os que desfrutavam da vida livre e,
de outro, os escravos, que produziam os bens
e gneros de primeira necessidade para a
outra parcela da populao grega.
6. Localizar para a classe no mapa a civilizao
grega antiga, sua posio geogrfica e suas
principais cidades.
7. Realizar um trabalho de associao e comparao
da Grcia antiga com os dias atuais,
Descrio da atividade
destacando o que as sociedades tm de semelhanas
e diferenas.
8. Registrar num cartaz as concluses desta comparao.
Atividade P O tempo que sobra e a falta de liberdade
11
Te x t o
Objetivos
 Compreender a importncia do trabalho escravo
na Grcia antiga.
 Refletir sobe uma socie-dade dividida entre os
que produziam  fora e os que desfrutavam
do tempo livre para exercer sua liberdade.
Introduo
O escravismo, na Grcia antiga, se constitua na
base da produo de bens necessrios ao desenvolvimento
da nao e ao exerccio da cidadania
de uma classe. Se de um lado os gregos podiam
se dedicar s artes, ao debate cientfico e filosfico,
 prtica de esportes e ao cio em geral, de
outro lado os escravos experimentavam uma
vida sem descanso e de trabalho rduo, donde
saam os bens que eram consumidos pelos gregos
em contemplao.
Contexto no mundo do trabalho: O escravismo  uma
forma de explorao do trabalho utilizada em vrias
sociedades em tempos distintos. O baixo custo da mode-
obra e a sua subordinao total aos feitores se constituam
num atrativo  sua utilizao.
Materiais indicados:
P Mapa da Grcia antiga.
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
a) Desenvolvimento da criticidade dos alunos
contra qualquer forma humilhante e degradante
de trabalho.
b) Que eles sejam capazes de associar o desfrute
de tempo livre e vida ociosa por uma classe, de
um lado, com a opresso e a explorao dos trabalhadores
escravos, de outro, transpondo essa
associao aos dias atuais.
Dicas do professor: O site Historianet (www.historianet.
com.br/conteudo/default.aspx?codigo=27) possui vrios
textos que auxiliariam no aprofundamento dos conhecimentos
acerca da sociedade grega na Antigidade. O site
Aprendiz tambm oferece informaes interessantes sobre
o perodo (www2.uol.com.br/aprendiz/n_simulado/revisao/
revisao10/his.htm).
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  45
rea: Histria Nvel II
Solicitar aos alunos, motiv-los e ajud-los nas
seguintes atividades:
1. Ler coletivamente o texto;
2. Procurar o significado das palavras desconhecidas;
3. Grifar as idias principais;
4. Reler, discutir, retirar do texto e registrar os
conceitos de: cio, ociosidade, descanso, lazer
e tempo livre;
5. Elaborar, em folhas de sulfite ou em papel
pardo grande, uma linha do tempo registrando,
de acordo com o texto, os diferentes significados
de lazer:
a) Na Grcia antiga: Esparta, Atenas;
b) Na Idade Mdia;
c) Na atualidade.
Descrio da atividade
Atividade P Histrias do lazer
11
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre os significados do lazer em diferentes
pocas da Histria.
Introduo
Quando falamos em lazer, na atualidade, falamos
de um direito de cidadania das pessoas. Mas
nem sempre foi assim. At bem pouco tempo era
comum ouvirmos ditados populares como
mente vazia, oficina do diabo ou preguia 
pecado, e assim por diante. A ideologia do trabalho
inculcada pelas instituies condenava o
tempo livre dos trabalhadores. Apenas os patres,
as pessoas da classe dominante tinham o direito
ao lazer. Ficar  toa era sinnimo de malandragem,
algo pejorativo, negativo. Na atualidade,
como o texto afirma, o tempo livre  conceituado
como um conjunto de ocupaes s quais o
indivduo pode entregar-se de livre vontade, seja
para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e
entreter-se ou, ainda, para desenvolver sua informao
ou formao desinteressada, sua participao
social voluntria ou sua livre capacidade
criadora, aps livrar-se ou desembaraar-se das
obrigaes profissionais, familiares e sociais.
Desta forma, o lazer, o tempo livre, o cio so
vistos como algo positivo, necessrio, importante
para a qualidade de vida das pessoas e para a
sociedade em geral. Vamos explorar o texto,
fazendo um percurso por diferentes perodos da
Histria, identificando, comparando, analisando
mudanas e permanncias, diferenas e semelhanas.
Bom trabalho!
Resultado esperado: Produo de uma linha
do tempo sobre a histria do lazer e compreenso
do lazer como algo essencial  qualidade de
vida do trabalhador.
Dicas do professor: Consultar os livros Tempo livre e recreao,
de P. A.Waichman (Ed. Papirus), Campinas, 2000; e
Lazer e educao, de N. C. Marcellino (Org.) (Ed. Papirus),
Campinas, 2003.
Materiais indicados:
P Papel, rgua, pincis,
gravuras, cola.
Tempo sugerido: 2 horas
A linha do tempo poder ser ilustrada para
que o grupo perceba melhor as diferenas e
semelhanas, as mudanas e permanncias na
histria do lazer.
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46  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Fazer um a leitura em voz alta do texto e perguntar:
Quem organiza na sua vida cotidiana
um tempo livre diariamente? Semanalmente?.
2. Aps breve discusso procurando perceber como
ocupamos nosso tempo, pedir que cada
aluno liste no seu caderno todas as atividades
que costuma fazer durante a semana que se
caracterizariam, segundo o texto, como tempo
livre.
3. A seguir, pedir para desenharem um retngulo
(21 cm x 9 cm, p. ex.) dividido no sentido
vertical em 7 (sete) partes iguais para representar
os sete dias da semana, e dividir cada
parte (um dia), na horizontal, em trs partes
iguais: manh (das 6 s 12 h), tarde (das 12
s 18 h) e noite (das 18 s 24 h). O resultado
ser um retngulo dividido em 21 partes.
4. Pedir ento que marquem, pintando proporcionalmente
no retngulo construdo, as
horas/minutos de lazer e descanso que listaram
no item 1.
5. Ao final, pedir para somarem (estimativamente)
o total de horas livres em cada dia, e na
semana. Orientar o clculo em porcentagem
das horas livres e trabalhadas na semana.
Descrio da atividade
6. Organizar os alunos em grupos para analisarem
suas jornadas semanais comparando lazer
e trabalho, suas causas e conseqncias, anotando
nos cadernos suas concluses.
7. Os grupos podem relatar suas concluses 
turma comparando e discutindo semelhanas
e diferenas entre as diferentes jornadas semanais
e seus tempos livres.
Atividade P Mapa do lazer
Resultados esperados: Produo de um
mapa das horas de tempo livre semanal e registro
sobre causas e conseqncias da distribuio do
tempo livre na jornada semanal.
11
Te x t o
Objetivo
 Calcular o tempo livre semanal.
Introduo
Tempo livre  algo em extino nos dias de hoje.
Ao que parece a sociedade moderna inverteu o
sentido grego de valorar o tempo livre para valorizar
o tempo de labor. Quanto tempo livre temos
semanalmente? Que prejuzos isso traz para
nossa sade, qualidade de vida e relaes afetivas?
A atividade a seguir prope uma tomada de
conscincia sobre o tempo livre semanal com a
inteno de problematizar a forma como se organiza
a vida na sociedade moderna.
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  47
rea: Portugus Nvel I
1. Atividades de leitura: Discutir o texto com os
alunos e pedir comentrios sobre o conceito
de lazer criado por Jofre Dunmazedier.
a) Perguntar qual seria, na opinio de cada
um deles, a melhor forma de lazer.
b) Lembrar que festas (quando no se trabalha
nelas) so formas de lazer.
2. Atividades de produo de textos
a) Mostrar aos alunos vrios tipos de convites
(de aniversrio de criana, de aniversrio
de adulto, de casamento, de inaugurao
de um espao, de uma apresentao artstica,
etc.). Pedir aos alunos que comentem os
tipos de convites que conhecem e j receberam.
b) Analisar, com os alunos, as partes componentes
de um convite: nome da pessoa que
est sendo convidada, data e local do acontecimento,
tipo de comemorao (aniversrio,
batizado, casamento, etc.), nome da
pessoa ou entidade que envia o convite.
Analisar os dizeres do convite: so tradicionais?
So inovadores?
3. Falar, ento, sobre o uso dos cartes: se exigem
envelopes; se podem conter alguma
espcie de erro relativamente  norma culta
(festas juninas, por exemplo), se tm uma
forma padro de ordenar o texto no espao do
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Convites de casamento,
aniversrio, inaugurao
de espaos, de shows, de
comemoraes na escola
etc.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Produo de textos: convites
Resultado esperado: Ampliao da capacidade
de observao e escrita, em vrios registros
lingsticos, do gnero convite.
11
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer as partes componentes do convite
e perceber os nveis de linguagem utilizados
na redao desse gnero.
Introduo
O cio  um direito a ser conquistado? Receber
convites para o lazer  produto dos tempos modernos?
carto, etc. Discutir o porqu dos diferentes
tamanhos.
4. Criar, com os alunos, situaes para que escrevam
convites: comemoraes da escola, da
comunidade, dos prprios alunos, para chamar
os colegas de outras salas para verem a
exposio de convites de sua sala, para assistirem
a uma apresentao de teatro ou de
poemas, etc.
5. Expor, em um mural, os convites criados pelos
alunos.
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48  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalhos
rea: Artes Nvel I e II
Tempo sugerido: 1h para a preparao e 2 h para a apresentao
e discusso.
Atividade P O batente no lazer e vice-versa
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa conhecer o trabalho envolvido
na rea do lazer;
b) Que o aluno possa observar as diferenas e as
semelhanas entre o lazer e o trabalho.
12
Te x t o
Objetivos
 Observar diferenas entre as diversas atividades
profissionais envolvidas na rea em
lazer.
 Realizar pesquisa de campo sobre o trabalho
na rea do lazer e a satisfao obtida.
 Discutir o trabalho realizado na rea do lazer.
Introduo
O texto selecionado nos fala da satisfao pessoal
obtida no trabalho dirio de algumas pessoas.
Conseguir tal satisfao no  tarefa fcil, j que
a satisfao pessoal, em geral, encontra-se dissociada
do trabalho. Todavia, o trabalho na rea de
lazer  considerado, por muitos, como a forma
ideal de trabalho, pois alia sustento a satisfao.
Mas o que acontece de fato com as pessoas que
trabalham na rea do lazer? Esto satisfeitas?
Divertem-se o tempo todo? O que fazem em seu
trabalho? Qual a diferena entre passar algumas
horas no lazer e trabalhar nas reas que oferecem
o lazer?
1. Cada aluno indicar ao professor um tipo de
lazer de que gosta (Ex.: ver TV, ouvir rdio, ir
ao teatro, danar, ouvir msica, ir ao parque
de diverses, pescar).
2. O professor far uma lista na lousa com todas
as sugestes e indicaes.
3. Grupos sero formados a partir das atividades
listadas na lousa.
4. Cada grupo discutir a atividade escolhida,
tentando identificar a natureza do trabalho do
lazer escolhido.
5. Cada grupo sair a campo para verificar na
prtica o que significa trabalhar na rea de
lazer e entretenimento. A pesquisa dever
colher dados sobre rotina de trabalho, horrios,
funes, direitos e deveres de cada atividade,
faixa salarial e ndice de satisfao.
6. Os resultados da pesquisa sero apresentados
em forma de cena.
Descrio da atividade
Dica do professor: Site: www.n-a-u.org/Magnanilazer.html.
7. As cenas sero discutidas tendo como foco a
relao da idia inicial sobre a atividade com
os resultados da pesquisa de campo.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  49
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Pedir aos alunos que escrevam no caderno a
resposta para a seguinte questo: O que voc
faria se pudesse tornar seu trabalho mais
divertido?
2. Depois que todos responderem, pedir a eles
que formem um crculo em p.
3. Pegar um rolo de barbante e d a seguinte
instruo:
a) Vou segurar a ponta do barbante e jogar o
rolo para um de vocs, que dever dizer a
todos a resposta que deu  pergunta.
b) Depois esse aluno deve segurar o barbante e
jogar o rolo para o colega que est  sua frente
no crculo, o qual dever fazer o mesmo.
c) Assim, cada um que receber o rolo dever
responder  questo e jog-lo para outro
colega posicionado  sua frente.
4. Ao final das respostas, chame a ateno dos
alunos para o desenho com linhas retas que se
cruzam, formado pelo barbante.
Descrio da atividade
5. Discutir com eles que da mesma forma que as
linhas do barbante se entrecruzam para formar
um desenho, os diferentes trabalhos que
exercemos no dia-a-dia podem, tambm, se
entrecruzarem com atividades mais prazerosas
que nos ajudem a aliviar as tenses, a sentir
prazer no trabalho que realizamos. Precisamos
estar atentos para no transformar o nosso
trabalho em um peso a ser carregado pela
vida, nos fazendo esquecer das necessrias
atividades de lazer.
Materiais indicados:
P Rolo de barbante.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P O que voc tem feito com o seu lazer?
Resultados esperados:
a) Relaxamento das tenses, discutindo formas
de modificar a rotina de trabalho.
b) Reflexo sobre as possibilidades de introduzir
maneiras de realizar as atividades de trabalho
com maior prazer.
12
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as possibilidades de integrao
entre as atividades de trabalho e lazer.
Introduo
Voc j pensou em integrar as suas atividades de
trabalho com as de lazer? O texto nos convida a
refletir que os ambientes de trabalho podem gerar
prazer e satisfao. Por exemplo, voc j pensou
em utilizar a sua aula para ensinar contedos com
jogos e brincadeiras divertidas, tanto para voc
como para os alunos? Alm de servirem como alvio
de tenses dirias para voc e para os alunos,
tambm geram aprendizagens mais efetivas e com
significado para todos. Geralmente, quando pensamos
em lazer as atividades envolvem dinheiro.
Quem j no pensou: Ah!, se eu tivesse dinheiro
iria fazer uma viagem para relaxar? Realmente,
viajar  muito bom, mas podemos aliviar as
tenses do cotidiano realizando atividades simples,
prazerosas e grtis. Vamos pensar juntos
como poderiam ser essas atividades?
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre a
necessidade de encontrarmos formas de alvio das tenses
durante as atividades de trabalho.
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50  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Os estudantes fazem comentrios sobre o texto,
indicando se eles se sentem worklovers,
workholics ou nenhum dos dois. Por qu? Em
que condies trabalham: quem decide como
o trabalho ser feito; quem controla o tempo
e o ritmo do trabalho; quem se beneficia dos
frutos do trabalho, etc.?  possvel conciliar
trabalho e prazer?
2. Pedir que, em grupos, recortem e colem em
papel pardo imagens de revistas e jornais que
retratem situaes de trabalho.
3. Cada um dos grupos analisa cada uma das
imagens escolhidas, inferindo sobre as condies
de trabalho e os significados deste para o
trabalhador.
4. Na medida em que cada um dos grupos vai
mostrando as imagens escolhidas, os demais
alunos tentam adivinhar como o grupo analisou
as condies de trabalho e as relaes que
o trabalhador estabelece com o seu trabalho.
Descrio da atividade 5. Propor uma redao com o seguinte tema:  O
que  necessrio para que todos os trabalhadores
possam se tornar worklovers. Alm do
trabalho, que outros prazeres a vida pode nos
dar?
6. Quem gostaria de ler trechos de sua redao?
Materiais indicados:
P Revistas, jornais, cola, tesoura,
papel pardo.
Tempo sugerido: 5 horas
Atividade P Prazer e tortura: duas faces de uma mesma moeda?
Resultado esperado: Que os alunos possam
inferir sobre o significado do trabalho, tendo em
conta as condies em que ele se realiza.
13
Te x t o
Objetivo
 Perceber as relaes que o trabalhador estabelece
com o seu trabalho, considerando as condies
objetivas e subjetivas em que o trabalho
se realiza.
Introduo
Alm dos worklovers e dos workaholics, existe
uma gama enorme de trabalhadores que no
sentem prazer em trabalhar devido s condies
adversas que produzem a alienao ao trabalho.
Eles no fazem o que gostam, mas da forma
como querem aqueles que compram sua fora de
trabalho (os capitalistas). Brincando de inventar
novas designaes, poderamos chamar esses trabalhadores
de workescravos. No livro O que 
alienao, o psiclogo a que se refere o texto diz
que o trabalho  ao mesmo tempo criao e
tdio, misria e fortuna, felicidade e tragdia.
Por exemplo, se uma pessoa passa todo o seu
tempo de trabalho colocando um pino e apertando
dois parafusos em uma certa pea do qual ele
mal sabe a funo, no pensar em outra coisa
seno na hora de soar o relgio de ponto e voltar
para casa. Sabemos que, tambm para os trabalhadores
intelectuais, o trabalho pode representar
felicidade ou tortura, ou ambos ao mesmo
tempo. Vai depender das condies e das relaes
sociais de trabalho estabelecidas. Para voc
e seus alunos, quais as condies necessrias
para que o trabalho possa nos dar prazer?
Dicas do professor:
1. Livro: O que  alienao, de Wanderley Codo (Ed. Brasileira)
e Educao: trabalho e carinho  Burn-out, a sndrome
da desistncia do educador, que pode levar 
falncia da educao, organizado por este mesmo autor.
(Ed. Vozes/CNTE).
2. Filme: Estamira, de Marcos Prado (trata da vida de uma
mulher que trabalha h vinte anos num lixo).
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  51
rea: Artes Nvel I e II
1. Discutir com a classe o papel do carnaval na
vida de cada um.
2. Dividir a classe em 5 grupos. Cada grupo
ficar responsvel pela pesquisa do carnaval
em uma regio do Brasil: norte, nordeste, sul,
sudeste, centro-oeste.
3. Os grupos devero pesquisar os tipos de carnaval
existentes em cada uma das regies, suas
origens, peculiaridades, msicas e tradies.
4. Os grupos apresentaro as pesquisas, ilustrando
e/ou demonstrando seus achados.
5. Discusso final tendo por foco as similaridades
e diferenas marcantes.
Descrio da atividade Materiais indicados:
P Aparelho de som.
Tempo sugerido:
3 h para a apresentao e
discusso
Atividade P Carnavais
Resultados esperados:
a) Que o aluno perceba a diversidade do carnaval
como manifestao cultural que caracteriza
e contribui para a formao da identidade
de um povo.
b) Que o aluno aprenda um pouco mais sobre a
cultura brasileira.
c) Que o aluno seja capaz de estabelecer relaes
entre a origem do carnaval e as suas diferentes
tradues.
15
Te x t o
Objetivo
 Pesquisar os diferentes carnavais do Brasil.
Introduo
A origem do carnaval remonta  origem do prprio
teatro. Quando o homem primitivo dominou
o conhecimento dos ciclos da natureza e do plantio,
abandonou o nomadismo e fixou-se  terra. A
boa colheita passou a ser, ento, fundamental
para a sua sobrevivncia. Assim, da mesma forma
que os ritos criados em honra aos mortos teriam
originado a tragdia, aqueles ligados  fertilidade
teriam originado a comdia. Alegres cortejos
barulhentos eram realizados nos vilarejos, regados
por muito vinho. No  de estranhar que nove
meses aps a festa a populao dos vilarejos tambm
costumava aumentar. Essa festa popular atravessou
os sculos e, em 590 d.C., o Papa Gregrio
I regulamentou-a. Sculos depois, em 1594, o
Papa Gregrio XIII fixou a data do carnaval sempre
trs dias antes da quarta-feira de cinzas.
A palavra carnaval teria duas origens, ambas
derivadas do latim. Na primeira, o significado da
palavra viria de carro naval (carrum novalis),
carro alegrico, usado em um tipo de encenao
teatral romana que fazia aluso s batalhas
navais e que iniciava as comemoraes do carnaval
romano. A outra origem liga-se ao catolicismo
e est relacionada diretamente  quaresma,
que se inicia na quarta-feira de cinzas, marcando
o perodo em que no se come carne, da a
expresso adeus carne (carnem levare).
Dicas do professor: Veja os sites:
www.miniweb.com.br/Cidadania/Dicas/carnaval.html?t=012;
www.almanaque.folha.uol.com.br/carnaval.ht//;
www.prosite.com.br/carnaval/viagemnotempo.asp;
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52  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Educao Fsica Nvel I e II
Desenvolver a seguinte atividade com os alunos:
O lenol.
1. Um voluntrio do grupo  colocado no centro
do crculo, coberto por um lenol. Convm ter
um lenol de casal, para cobrir bem o voluntrio.
2. Assim que a pessoa estiver coberta, e sentada
no cho, o professor dir: Voc se lembra de
onde fulano (o professor cita o nome de uma
pessoa do grupo) estava no crculo?
3. Se ela no acertar, os colegas iro dar dicas
para que acerte, por exemplo: ela est perto
de fulano; est mais para a direita, etc. Se ela
acertar, volta para o seu lugar.
4. Todos mudam de posio no crculo.
5. Outra pessoa ir para debaixo do lenol. A
brincadeira continua at que todos tenham
passado pelo lenol.
6. Depois que todos terminarem o professor
incentiva os alunos a avaliarem a experincia
com perguntas do tipo: O que acharam dessa
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P 1 lenol de casal.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Relaxamento em grupo por brincadeiras
Resultado esperado: Reflexo sobre a possibilidade
de conviver com outras pessoas, interagir,
ajudar, solidarizar-se, situaes estas sempre
presentes no mundo do trabalho.
15
Te x t o
Objetivo
 Proporcionar a integrao com o grupo e o
alvio das tenses.
Introduo
Assim como o carnaval onde ...o corpo  gasto
pelo prazer e pela brincadeira, as atividades de
jogos e brincadeiras so prprias para descarregar
as tenses ou para exercitar a sociabilidade
e a integrao do grupo.  nos momentos de
maior desinibio, de relaxamento, de desconcentrao,
oferecidos pelos jogos e brincadeiras,
que as pessoas voltam a ser crianas, curtem o
prazer das brincadeiras, se descontraem e
aproximam-se uns dos outros, desenvolvendo
laos de amizade. Voc j se sentiu desanimado
com o seu trabalho? J pensou em relaxar as
tenses por meio de brincadeiras? Voc acha
que deve haver brincadeiras s para homens e
s para mulheres? Brincar juntos, homens e
mulheres, no d certo? As brincadeiras s funcionam
com as crianas?
Dicas do professor: Voc pode utilizar, tambm, uma venda
escura nos olhos do voluntrio. Alm disso, os alunos podem
sugerir outras formas de modificar essa brincadeira.
Utilize sua criatividade e a dos alunos. O importante  que
na discusso final voc os incentive a falar sobre suas
vises, vergonha e sentimentos durante a brincadeira em
grupo.
brincadeira? As dicas do grupo ajudaram voc
a responder corretamente? Se no houvesse
as dicas do grupo, como voc iria fazer para
responder  questo?
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  53
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Solicitar aos alunos que escrevam em seus
cadernos o que o carnaval representa para
eles.
2. Tendo em conta seus textos, pedir aos alunos
para ilustrar, em grupos, com tinta guache,
as fantasias com as quais gostariam de
brincar o carnaval. O que gostariam de ser?
Por qu?
3. Apresentao dos grupos e debate: Qual a
relao entre a fantasia e a realidade? O que
o trabalho tem a ver com isto? Voc conhece
pessoas que trabalham no e para o carnaval?
4. Perguntar aos alunos: Que trabalhos so
necessrios para que possa haver liberdade no
carnaval?
5. Dividindo a lousa em duas partes, pedir que
cada um dos alunos leia trechos de sua reda-
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Tinta guache, pincel e papel
pardo.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Samba, cerveja... e muito trabalho!
Resultado esperado: Identificao dos trabalhos
necessrios para garantir que o carnaval se
realize como mundo da liberdade.
15
Te x t o
Objetivo
 Perceber a relao entre trabalho e liberdade.
Introduo
Tem gente que no gosta de brincar o carnaval.
Tem gente que  doente do p (como dizia
Dorival Caymmi ) e por isso no pode brincar o
carnaval. Tem gente que diz que detesta o carnaval,
mas no perde nenhum de seus flashes na
televiso. Aproveitando o embalo do samba (do
frevo ou do maracatu), tambm tem gente que
entra no carnaval s para tentar garantir o almoo
da quarta-feira de cinzas e outros dias do ano.
Ao vivo, o que podemos observar no interior dos
blocos e nos arredores das concentraes das
escolas de samba  que famlias inteiras se organizam
para vender cerveja, gua ou qualquer
coisa que possa amenizar o calor do carnaval
(e a dureza da prpria vida!). So homens, mulheres,
crianas.... so milhares de seres humanos
que, no meio da multido, vendem cerveja e
catam latinhas de alumnio para tentar sobreviver.
Com a globalizao da economia e, por conseguinte,
a globalizao da pobreza, j no 
possvel viver plenamente a ausncia fantasiosa
e utpica da misria, como descreve Roberto
Damatta. Como voc e os estudantes de EJA vivenciam
o carnaval? Confeccionar a fantasia exige
que tipo de trabalho? De quantas pessoas precisamos
para botar o bloco na rua? Que outros
trabalhos so necessrios para realizar a fantasia
do carnaval?
Dicas do professor: Para uma sociologia do drama do povo
brasileiro, leia Carnavais, malandros e heris, do antroplogo
Roberto Damatta (Ed. Rocco).
o, anotando na lousa as questes que dizem
respeito ao mundo do trabalho e ao
mundo da liberdade. A partir disso, fazer o
debate.
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54  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Depois da leitura e discusso do texto, organize
na lousa um glossrio relacionado ao Carnaval,
por exemplo: As se dice... en espaol:
a) o Rei Momo = el Rey Momo;
b) a rainha do carnaval = la reina del Carnaval;
c) o concurso de fantasias = los concursos de
fantasias;
d) as mscaras = los disfraces;
e) as escolas de samba = las escuelas de samba;
f) os carros alegricos = las carrozas;
g) a quarta-feira de cinzas = el mircoles de
ceniza, etc.
2. Contesta a las siguientes preguntas:
a) Cundo se celebran los carnavales en
Brasil? R. En el mes de febrero;
b) Cules son las ciudades ms concurridas
por los turistas? R. Ro de Janeiro, Salvador
Descrio da atividade
Atividade P Los carnavales en Brasil
Resultado esperado: Espera-se que os alunos
se expressem por escrito em lngua espanhola
sobre as festas carnavalescas no Brasil.
15
Te x t o
Objetivo
 Ampliar os conhecimentos sobre a cultura brasileira
e praticar a expresso escrita da verso
portugus/espanhol.
Introduo
O carnaval teria sua origem nas grandes cerimnias
romanas celebradas no ms de fevereiro, o
ms das purificaes. Se analisamos essas festas
no Brasil atual, percebemos que as pessoas, no
carnaval, vivem um vale-tudo: todos os pecados,
todas as orgias durante os quatro dias que antecedem
o incio da quaresma; na quarta-feira de
cinzas assistem ao ritual da purificao dos corpos.
Receber as cinzas bentas de um sacerdote 
sinal de que o corpo foi purificado. Mas essa
grande festa que toma conta do pas de norte a
sul: ritmos, movimentos, beleza, dana, alegria,
fantasia, transgresses e anonimato tambm
oferece a oportunidade de muitos postos de trabalho
em vrios setores em cidades como Recife,
Olinda, Salvador e principalmente no Rio de Janeiro,
onde o carnaval  espetculo e recebe
muitos turistas estrangeiros. Esse  o trabalho
oferecido pelo Turismo Oficial. Se para os profissionais
que atendem ao turismo no perodo carnavalesco
 poca de muito trabalho, como e
quando seria sua festa carnavalesca?
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: Sites:
www.carnasite.com.br/carnaval;
www.elalmanaque.com. Folhetos e recortes de revistas sobre
o Carnaval podem ajudar a ambientar a aula.
de Baha, Olinda, Recife... (respuesta abierta);
c) Ests de acuerdo que los Carnavales generan
muchos puestos de trabajo? R. Respuesta
libre;
d) Escriba algunas frases sobre tus experiencias
con los festejos del Carnaval.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  55
rea: Geografia Nvel II
1. Antes da leitura do texto, destacar que a atividade
passa pelo estudo da contraposio entre
carnaval e trabalho, entre o tempo da diverso
e o tempo da obrigao.
2. Solicitar uma leitura coletiva do texto, tirando as
eventuais dvidas que surgirem no seu decorrer;
3. Aps a leitura e a superao das dvidas, realizar
uma discusso sobre a compreenso que
os alunos tiveram do texto.
4. Solicitar aos alunos que explanem para a sala
como foi o carnaval na vida deles, de que mais
gostaram, de que menos gostaram, onde pularam
e como se relacionam hoje com essa festa.
5. Discutir agora como eles entendem o carnaval
do ponto de vista da cultura e da diverso, utilizando
o texto como base para as discusses
e sempre relacionando com o seu oposto: o
tempo de trabalho.
6. Resgatar no texto o conceito de tripalium
(equipamento romano que penalizava os
escravos) como a origem da palavra trabalho,
ou seja, associada a castigo, pena.
Descrio da atividade 7. Propor a produo de um texto, individualmente,
em que o aluno expresse seu conceito
da relao entre trabalho e diverso.
Atividade P Carnaval: tempo de liberdade
Resultados esperados:
a) Compreenso do significado da relao entre
tempo de trabalho e tempo de diverso, caractersticos
da sociedade moderna.
b) Compreenso dos motivos que levam as pessoas
a verem o trabalho como algo pesado,
enfadonho e repulsivo.
c) Capacidade de relacionar a cultura ao tempo
livre, tempo da criao, do exerccio das aspiraes
e desejos pessoais.
15
Te x t o
Objetivos
 Levar o aluno a refletir sobre o carnaval brasileiro,
em suas caractersticas e seu significado. Possibilitar
ainda a compreenso sobre a contraposio
entre tempo de trabalho e tempo livre.
 Discutir em sala o conceito de trabalho e seu
significado.
Introduo
O carnaval  a maior festa popular do Brasil. So
dias de manifestao da liberdade, do corpo e da
sensualidade. A festa caracteriza o pas, inclusive
no exterior, como o pas do futebol e do carnaval.
Ao professor cabe aproveitar os mltiplos significados
que essa festa tem e explorar em sala de
aula as possibilidades de reflexo que ela abre.
Contexto no mundo do trabalho: O tempo do trabalho
 o tempo da obrigao, das normas e da falta de liberdade.
O carnaval , ao contrrio, o exerccio da liberdade,
da brincadeira e da alegria. A contraposio entre um e
outro possibilita pensar a relao de trabalho nos outros
dias do ano.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: A Fundao Joaquim Nabuco possui
um link destinado  histria do carnaval:
www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presenta
tion.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=3
00&textCode=896&date=currentDate.
O site da Liesa tambm contm extenso material sobre a
histria do carnaval:
www.liesa.globo.com/por/08-historiadocarnaval/historia
docarnaval-capitulo2/historiadocarnaval-capitulo2_princi
pal.htm).
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56  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de leitura: Discutir o texto com os
alunos. Conversar sobre o significado que o
carnaval tem para cada um deles.
a) O carnaval  mesmo uma ausncia fantasiosa
e utpica de misria, trabalho, obrigao,
pecado e deveres?  oportunidade
de fazer tudo ao contrrio?
b) Perguntar se concordam que a catstrofe
que o carnaval brasileiro possibilita  a da
distribuio livre e igualitria do prazer
sensual para todos e se essa frase  verdadeira
ou muito mais produto da propaganda
do carnaval brasileiro.
2. Atividades de produo de textos
a) Colocar os alunos em um semicrculo e iniciar
o jogo com a palavra carnaval. Pedir
aos alunos que formem novas palavras com
as letras contidas na palavra-geradora.
Escolher um aluno para iniciar o jogo.
(Exemplo: palavra-geradora: CARNAVAL 
Palavras formadas livremente pelos alunos:
naval, carnal, lavar, vala, cara, lava, cavar,
l, cana, vaca, cravar, l). O aluno que no
conseguir montar mais vocbulos escolher
uma nova palavra do texto, ir ao quadro,
escrever essa palavra-geradora e reiniciar
o jogo.
b) O aluno escolhido no semicrculo forma
uma palavra a partir das letras da palavra-
Descrio da atividade
Atividade P Trabalho em grupo: formar palavras
Resultados esperados: Ampliao do conhecimento
lexical e da capacidade de resgatar o
conhecimento prvio.
15
Te x t o
Objetivo
 Desenvolver a comunicao visual, o esprito
de observao e a expresso escrita.
Introduo
Por que voc gosta ou no gosta do carnaval? O
carnaval cansa mais do que o trabalho? Esse
cansao vale a pena? Por qu?
Tempo sugerido: 2 horas
geradora e passa a responsabilidade para o
colega do lado, e assim por diante. O aluno
que escolheu a palavra-geradora deve escrever,
no quadro, todas as sugeridas pelos
colegas. O aluno do semicrculo que no
conseguir mais formar uma palavra nova
ir ao quadro para dar prosseguimento ao
jogo.
3. Quando achar conveniente, interromper o
jogo e pedir que criem um poema em que apaream
muitas das palavras escritas na lousa.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  57
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Pedir aos alunos que tragam para a sala de
aula gravuras de diversos lugares, cidades,
fotos de viagens ou passeios que fizeram.
2. Montar um painel com este material.
3. Em crculo, conversar com os alunos a
respeito do impacto da expanso do turismo,
nos dias atuais, em sua vida e na cidade em
que moram. Fazer perguntas como:
a) Vocs conhecem as atividades tursticas
que so realizadas em sua comunidade?
b) Acham que elas tm expandido?
c) Vocs tm usufrudo dessa expanso? Como?
d) Os efeitos do turismo modificam de forma
positiva ou negativa a sua comunidade?
e) Quem mais se beneficia dessa atividade?
4. Apresentar para os seus alunos os dados da
OMT sobre as caractersticas dos empregos
nos segmentos de hotelaria e restaurao e
Descrio da atividade
Atividade P Os trabalhadores do turismo
Resultados esperados:
Discusso do turismo como fonte de emprego e
das caractersticas do emprego dos trabalhadores
desse setor.
16
Te x t o
Objetivo
 Discutir a importncia da atividade turstica
como fonte de gerao de empregos e o tipo de
emprego que ela tem gerado.
Introduo
Um texto recente aborda o fenmeno do turismo
chamando a ateno para o fato de que nesta atividade
o trabalhador assume grande relevncia. Isso
porque o resultado dos servios por ele prestados
interfere significativamente na qualidade do produto
turstico final. No entanto, apesar dessa
evidncia, pesquisas demonstram que o segmento
turstico caracteriza-se por uma enorme precarizao
das relaes de trabalho. Segundo dados da
Organizao Mundial do Turismo  OMT, os
empregos nos segmentos de hotelaria e restaurao
se caracterizam por: grande nmero de trabalhadores
temporrios; destacada participao de
mo-de-obra feminina nos postos de trabalho
inferiores e baixo percentual das mulheres em
cargos de maiores responsabilidades; elevado
nmero de trabalhadores clandestinos; grande
presena de jovens; importante presena de
estrangeiros; baixa remunerao, comparativamente
a outros segmentos econmicos; elevado
nmero de horas de trabalho semanais; baixo
grau de sindicalizao (Jimnez, E.; Barreiro, F.;
Snchez, J. et. al., 1998). Sendo assim, quem
tem se beneficiado da expanso do turismo?
Tempo sugerido: 4 horas
mostrar-lhes que os trabalhadores do turismo,
segundo esses dados, so os que menos
se beneficiam da expanso do turismo.
5. Pedir aos alunos para ler o texto em grupo e,
a partir dele e da discusso anterior, levantar
questes sobre o tema do turismo como
fonte de emprego.
6. Registrar no quadro o resultado do trabalho
dos grupos.
7. Com os alunos, agrupar as questes semelhantes
e dar um ttulo para elas. Cada grupo
ficar responsvel por encontrar respostas
para as questes agrupadas e apresentlas
para seus colegas. Sugestes: propaganda,
folder, teatro, roteiro turstico, etc.
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58  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Histria Nvel I e II
1. Questionar os alunos sobre o que entendem
por cio. Organizar seus conhecimentos.
2. Questionar o que entendem por diverso.
Organizar tambm o que pensam.
3. Apresentar a reivindicao dos operrios do
sculo XIX do que considera uma jornada
ideal: oito horas de trabalho, oito horas de
repouso e oito horas de prazer.
4. Debater se concordam ou no e comparar essa
jornada com a realizada em nossa vida atual.
Organizar as idias da classe.
5. Ler coletivamente o texto, parando para
debater as idias apresentadas: O que significa
lazer? E turismo? Qual a relao entre lazer
e turismo? Quem faz turismo? O que significa
vida moderna? Por que o turismo est na vida
moderna? Ter acesso ao turismo faz parte de
um processo de democratizao ou no? Por
que o texto diz que est relacionado aos
avanos tecnolgicos? Vocs concordam ou
no? As camadas mais pobres da populao
passaram a ter mais recursos disponveis?
Descrio da atividade
Atividade P Oito horas de trabalho, oito horas de repouso e oito horas de prazer...
Resultados esperados: Espera-se que os
alunos reflitam criticamente a respeito de conceitos
como trabalho, cio e turismo na organizao
econmica atual em geral e, em especial,
na vida de cada um deles.
16
Te x t o
Objetivo
 O objetivo  refletir criticamente a respeito de
conceitos como trabalho, cio e turismo na organizao
econmica da sociedade moderna.
Introduo
Desde o incio do sculo XIX, as lutas operrias na
Europa incluam a reduo do tempo de trabalho.
A jornada ideal foi proposta por Robert Owen, em
1817: oito horas de trabalho, oito horas de repouso
e oito horas de prazer. Assim, a luta por tempo
para passear e se divertir tem sido diferente do
processo de investimento tecnolgico para o
aumento da produtividade. Antes de os interesses
econmicos projetarem o lazer como tempo de
consumo, os trabalhadores sabiam do valor de despender
tempo com o no trabalho. Hoje, o capitalismo
criou a indstria do lazer, procurando vender
aos trabalhadores suas atividades de diverso.
As viagens, os passeios tursticos programados, os
pagamentos parcelados entram cada vez mais na
vida da classe mdia e de famlias operrias que
economizam para obter o que consideram benefcios
da sociedade de consumo.
Tempo sugerido: 4 horas
Possuem recursos para usufruir do turismo?
Ser que o crescimento da indstria de turismo
se deve s camadas mais pobres, que passaram
a fazer turismo? Poderamos chamar a
indstria do turismo de indstria do cio?
Por qu? Qual nome poderamos dar para
esse tipo de atividade?
6. Propor que faam uma pesquisa sobre os consumidores
da indstria do turismo. Podem
entrevistar pessoas ou colher informaes em
jornais, revistas, prospectos de agncias de
turismo, livros, etc.
7. Propor a organizao de um roteiro turstico 
A viagem de meus sonhos  que seja compatvel
com o padro aquisitivo dos alunos e
com suas escolhas e gostos culturais para
diverso.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  59
rea: Matemtica Nvel I
Em So Paulo, mais de 1,4 milho de pessoas
desembarcam mensalmente a turismo ou a trabalho
para se juntar a seus quase 11 milhes de
habitantes. Para hosped-las, h mais de 430
hotis. Alm de 50 shoppings com praas de alimentao,
h 12 mil opes de restaurantes, de
46 diferentes nacionalidades. So 70 museus,
120 teatros, 50 parques e quase 300 salas de
cinema. (Fonte: Secretaria de Turismo do Estado
de So Paulo).
De acordo com as informaes, pedir aos alunos
que:
a) determinem o nmero de pessoas que So
Paulo abriga mensalmente;
b) encontrem o quociente entre o total de
pessoas e as 12 mil opes de restaurantes;
Descrio da atividade
Atividade P Viagens e turismo: So Paulo mostrada por nmeros
16
Te x t o
Objetivos
 Mostrar nmeros que fazem com que So
Paulo, uma das capitais brasileiras, tenha um
fluxo enorme de turismo, lazer e servios, dentre
outros eventos.
 Desenvolver procedimentos de clculos: mental,
escrito, exato e aproximado.
Introduo
O lazer e o turismo tm sido estendidos a um
pblico cada vez mais crescente. Parcelamentos,
promoes, cartes de crdito so alguns dos
facilitadores para que lugares desconhecidos
possam ser visitados. Reservas so facilitadas,
podendo ser realizadas pela internet, com direito
a imagens virtuais dos locais a serem visitados.
Para aquelas pessoas que no tm muitas reservas
econmicas,  possvel viajar trocando a alta
temporada do momento. A idia que muitas
agncias, revistas, propagandas e folders passam
 a de que a nica dvida ser escolher o destino
das frias, ou da viagem. A indstria de viagens
e turismo  uma das mais desenvolvidas no
mundo. Discuta com os alunos: Como essa indstria
exerce influncia sobre outros setores de
atividades? Alguns deles trabalham nessa rea,
ou conhecem quem trabalha? Quantos deles
conseguem viajar em suas frias?
Dicas do professor: Livro: Os 100 segredos das pessoas felizes,
de David Niven. Trd. Maria Cladia Coelho. (Sextante)
Rio de Janeiro, 2001. (Cap. 8444: Algumas pessoas gostam
do quadro geral, outras dos detalhes e Cap. 90 No
ignore uma parte de sua vida).
Msica: A vida de viajante, composio de Luz Gonzaga e
Herv Cordovil, msica de Luiz Gonzaga.
Tempo sugerido: 2 horas
c) Verifiquem quantos so os lugares de lazer
e cultura, considerando os nmeros de: museus,
teatros, parques e salas de cinema 
disposio do pblico em So Paulo.
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60  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Portugus Nvel I
1. Atividades de leitura: Comentar o texto com
os alunos. Perguntar se, de algum modo, a
indstria do turismo j os atingiu. Discutir as
razes. Indagar: Qual o lugar mais bonito que
vocs conhecem? Por qu? Nesse lugar h
possibilidade de acomodar confortavelmente
o turista? Na opinio de vocs, o que  fundamental
para se promover o turismo na nossa
regio? Quais os pontos tursticos que vocs
destacariam? Que lugar gostariam de conhecer?
Por qu?
2. Atividades de produo de texto:
a) Mostrar aos alunos panfletos de agncias
de turismo. Pedir que analisem e vejam
quais so os apelos utilizados pelos publicitrios
(viso, paladar, tato, olfato, audio).
Pedir que identifiquem a que pblico
se destinam (classe mdia alta, classe
mdia mdia, etc). Solicitar que observem
se h apelos que caracterizam um pblicoalvo
(crianas, jovens, adultos, pessoas
mais velhas, mulheres, homens, pessoas
religiosas, minorias sexuais, etc.).
b) Se houver possibilidade, pedir aos alunos
que recortem anncios de viagens de revistas
e jornais e faam verificaes semelhantes.
c) Pedir que observem a linguagem: Quais so
os substantivos mais usados? E os adjeti-
Descrio da atividade
Atividade P O gnero panfleto
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de observao e de uso dos registros lingsticos.
16
Te x t o
Objetivo
 Ampliar os conhecimentos sobre a cultura brasileira
e praticar a expresso escrita da verso
portugus/espanhol.
Introduo
Voc gosta de viajar? Quais os lugares de sua
regio que valeriam a pena ser vistos por todas
as pessoas?
vos? Quais so os verbos mais utilizados?
No aspecto formal, os anncios de viagem
tm, normalmente, a mesma estrutura? O
que todos tm em comum? O que diferencia
um do outro?
d) Pedir que selecionem os locais de sua regio
ainda no explorados pelo turismo e, depois
de dividir a classe em grupos, pedir que
criem panfletos de viagem somente para
atrair: 1) jovens; 2) pessoas com mais de 60
anos; 3) apenas mulheres; 4) jovens casais;
5) casais mais velhos; 6) pessoas de classe
mdia baixa; 7) estrangeiros.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  61
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
Depois da leitura do texto, pergunte:
a) Qu quiere decir Hasta la Vista? (Recordar
que Hasta la Vista, Hasta Luego, Adis so
expresses usadas para se despedir). Qual
seria ento essa relao com o texto?
b) Cmo se dice en portugus): echarse una
siesta; las costumbres; negcios cerrados;
quedarse despierto;
c) A los espaoles les gusta dormir la siesta?
d) Segn el texto, cules son los beneficios de
la siesta?
e) Escriba algunas costumbres brasileas relacionadas
con el reposo.
Descrio da atividade
Atividade P La siesta est de moda en el mundo?
Resultado esperado: Compreenso das
diferenas culturais entre os povos formulando
opinies orais ou escritas.
17
Te x t o
Objetivo
 Conhecer os hbitos culturais espanhis e estabelecer
relaes com os brasileiros.
Introduo
Em alguns pases e na Espanha, principalmente,
 hbito da maioria da populao tirar uma
soneca depois do almoo.  a famosa siesta.
Embora digam que a siesta faz parte da identidade
espanhola, essa palavra tem origem com os
romanos: hora sexta era a expresso original
que eles utilizavam para se referir ao tempo
dedicado ao descanso depois de cinco horas de
intenso trabalho. Da vem a palavra siesta incorporada
 lingua espanhola. Os hbitos culturais
dos espanhis: dormir tarde, almoar tarde,
entre as 14 e 15 horas induz a Me voy a echar una
siesta. Porm, nos ltimos tempos os costumes
esto mudando: depois que a Espanha entrou
para a Comunidade Europia (CE) e deve acompanhar
os horrios dos demais pases no mundo
dos negcios esse hbito est desaparecendo. Em
algumas cidades o comrcio j no fecha suas
portas por duas ou trs horas durante a tarde.
Por outro lado, pases como China, Japo e
Estados Unidos esto incorporando a siesta ao
mundo do trabalho: 20 minutos de sono depois
do almoo para que os funcionrios, em salas
com poltronas instaladas para esse fim, renovem
as energias e voltem s atividades laborais mais
dispostos e produtivos. Muitas empresas no
Brasil tambm j adotaram essa prtica. Vocs
conhecem alguma dessas empresas? Algum
pode compartilhar com os colegas alguma experincia
desse tipo? Que benefcios podem trazer
esses minutos de sono  sade do funcionrio e
s atividades da empresa?
Dicas do professor: Ambientar a aula com msicas espanholas.
Veja o site: www.cvc.cervantes.es.
Materiais indicados:
P Aparelho de som, CD ou
fita, dicionrio espanhol/
portugus.
Tempo sugerido: 2 horas
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62  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Levar um mapa-mndi para a sala de aula. Solicitar
aos alunos que localizem a Espanha no mapa.
2. Levantar com os alunos seus conhecimentos
sobre a Espanha: lngua, costumes, cultura,
histria, times de futebol, moeda, etc.
3. Questionar a turma sobre: o que sabem sobre
a siesta; quem tem o hbito de dormir aps
o almoo; o que isto significa na opinio da
turma: pode atrapalhar ou contribuir para a
produtividade no trabalho?
4. Aps esse dilogo, ler e interpretar o texto
com a turma.
5. Discutir:
a) O texto afirma que em algumas cidades e
regies da Espanha muitos trabalhadores
esto com dificuldades de manter o hbito
da siesta. Por qu?
b) Na opinio do grupo, a siesta espanhola
pode ser incorporada aos hbitos dos brasileiros?
Sim, No? Por qu?
Descrio da atividade
Atividade P Hasta la vista, siesta!
Resultados esperados:
a) Compreenso do tempo livre como necessrio
ao melhor desempenho e  qualidade de vida
do trabalhador.
b) Produo de uma proposta de jornada de trabalho
que contemple um tempo livre para o
descanso.
17
Te x t o
Objetivo
 Discutir o significado da siesta para a qualidade
de vida das pessoas e as relaes entre
tempo livre e produtividade no trabalho.
Introduo
A siesta, como o texto mostra,  um termo usado
para designar o antigo hbito espanhol de dormir
aps o almoo para se livrar do calor. No Brasil,
muitas pessoas cultivam esse hbito, porm com
dificuldades, pois o horrio de almoo estabelecido
na maioria dos locais de trabalho  reduzido,
no possibilitando ao trabalhador prolongar o
descanso. Alm disso, h uma concepo generalizada
entre ns de que a siesta  uma perda de
tempo, hbito de pessoas preguiosas que prejudica
a produtividade no trabalho. Os dados atuais
demonstram que a Espanha possui, na atualidade,
a oitava economia do mundo e a quinta europia.
Possui uma indstria turstica dinmica.  o
segundo pas mais visitado do mundo, superado
apenas pela Frana. Portanto, cabe questionar:
como pode um povo construir um pas rico,
democrtico, com bons ndices de produtividade
e qualidade de vida mantendo hbitos que privilegiam
o tempo livre, o descanso aps o almoo?
Tempo livre, descanso, feriados, lazer e turismo
podem contribuir para o aumento da produtividade?
Vamos discutir essas relaes?
c) Como a siesta pode contribuir para a melhoria
da qualidade de vida das pessoas
sem prejudicar a produtividade no trabalho,
a gerao de emprego e de renda para
o trabalhador brasileiro?
6. Considerando que a jornada de trabalho diria
do trabalhador brasileiro  de 8 horas, solicitar
que cada aluno elabore uma proposta de
horrio de trabalho para algum local  a escola,
por exemplo  que considere um tempo
livre para a siesta, sem prejudicar a produtividade
do trabalhador.
Material indicado:
P Mapa-mndi.
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  63
rea: Economia solidria Nvel I e II
1. O professor poder desenvolver uma dinmica
denominada D a sua opinio. O objetivo
 suscitar uma discusso e obter a opinio dos
alunos a partir do relato da seguinte situao:
Em um empreendimento econmico solidrio
(cooperativa) da rea de confeco, os cooperados
trabalham oito horas/dia. O empreendimento
recebeu uma encomenda para fabricar
mais 15 mil camisas alm do que j produz por
ms. Os cooperados se reuniram e verificaram
que dentro da sua jornada normal de trabalho
no poderiam atender a esse pedido. Decidiram
aceitar a encomenda porque no queriam
perder essa oportunidade de mercado. Os cooperados
fizeram reunies e colocaram para
votao as seguintes alternativas: a) fazer
horas extras; b) dividir essa produo com
outros empreendimentos do mesmo ramo de
atividade; c) contratar algumas pessoas por um
curto perodo, assegurando-lhes os seus direitos
trabalhistas. Na sua opinio, qual a melhor
estratgia a ser adotada por esse empreendimento
e por qu?
2. A partir do relato dever ser iniciado o debate.
O professor poder contribuir tambm com a
Descrio da atividade
Atividade P Trabalho, sade e economia solidria
Resultados esperados: Que os alunos percebam
a importncia de preservar um ambiente de
trabalho saudvel, com jornadas que no prejudiquem
a sade dos trabalhadores e que lhes
dem condies de desenvolver outras atividades
depois do trabalho. No caso dos empreendimentos
econmicos solidrios, essa deve ser
uma deciso coletiva e consciente de todos
aqueles que deles participam.
18
Te x t o
Objetivo
 Mostrar a importncia de os trabalhadores produzirem
e ao mesmo tempo se preocuparem
com a sua sade e qualidade de vida.
Introduo
Muitos trabalhadores cumprem uma jornada de
trabalho que ultrapassa aquela estabelecida em
seu contrato de trabalho. Essa situao, alm de
ocasionar riscos para a sade, prejudica a participao
social e poltica dos trabalhadores, a convivncia
familiar e com os amigos, o tempo de
lazer, entre outros. Na empresa capitalista, o trabalhador
no tem opo de decidir sobre a quantidade
de horas extras que poder fazer. E em um
empreendimento econmico solidrio (cooperativa,
associaes de produtores, grupos de produo),
isso pode ser diferente? Como acontecem
as definies quanto ao tempo de trabalho,
j que so os donos do prprio negcio?
Materiais indicados:
P Papel, canetas, cadeiras.
Tempo sugerido: 2 horas
discusso, no sentido de reforar: a) a importncia
de, nos empreendimentos econmicos
solidrios, os trabalhadores se preocuparem
com as jornadas de trabalho, com o ambiente
de trabalho, com a qualidade de vida; b) a
importncia de envolver outros empreendimentos
na hora de atender demandas de que
um empreendimento sozinho no consegue
dar conta, uma vez que isso refora a rede de
solidariedade na economia solidria; c) na
economia solidria todas as decises devem
ser compartilhadas pelos cooperados/associados
e todos eles so responsveis pelas decises,
resultados positivos e/ou negativos.
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64  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Perguntar aos alunos quantos deles costumam
fazer horas extras no trabalho.
2. Promover uma discusso entre eles questionando-
os se esse dinheiro a mais no final do
ms tem trazido melhores condies de vida.
3. Aps a discusso, incentivar os alunos a pensarem
juntos em formas alternativas de lazer,
da seguinte maneira: a) pedir-lhes que se dividam
em dois grupos; b) cada grupo dever
pensar em atividades de lazer e anotar cada
uma em folhas de sulfite, por exemplo, pescaria,
escrita em letras grandes; c) a quantidade
de atividades produzidas por grupo dever ser
igual ao nmero de pessoas do outro grupo;
d) depois, cada um do grupo fixa nas costas
de um integrante do outro grupo uma folha
de sulfite, sem que a pessoa veja o que est
escrito; e) depois que todos tenham a folha
fixada nas costas, pedir-lhes que caminhem
pela sala lendo o que est escrito nas costas
dos companheiros; f) ao som de uma palma
Descrio da atividade
Atividade P Horas extras x qualidade de vida
18
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a qualidade de vida do trabalhador
que faz muitas horas extras no trabalho.
Introduo
Voc faz horas extras no trabalho? Levanta pela
manh cansado? Est contando os dias para suas
frias? Nos finais de semana no quer sair de
casa? Fazer atividades fsicas, nem pensar? Se
voc se identificou com esse perfil, est na hora
de dar um tempo. As atividades de lazer so fundamentais
para a melhoria da qualidade de vida,
principalmente nos dias atuais, devido ao aumento
da competitividade no trabalho e das exigncias
de especializao da profisso. Alm
disso, elas melhoram a sade e, portanto, o
desempenho no trabalho. Comumente, a desculpa
para no fazer as atividades de lazer  que
elas custam caro. Entretanto, essa justificativa
no  correta, pois o lazer pode envolver atividades
simples e baratas. Por exemplo, caminhar,
sair com a famlia para dar um passeio na cidade,
ouvir uma msica de que gosta, ler um livro
interessante, ou at mesmo contemplar a natureza.
Vamos pensar juntos sobre essas atividades?
do professor, cada aluno dever parar em
frente a um colega, ler o que est escrito em
suas costas e fazer uma mmica da atividade
que leu; g) cada aluno precisa descobrir o que
est escrito em suas costas a partir da mmica
do colega; h) assim que descobrir, o aluno fala
em voz alta o que acha que est escrito nas
suas costas; i) o outro integrante da dupla
confirma ou no; j) o jogo prossegue at que
todos descubram a atividade de lazer escrita
em suas costas.
4. Fazer uma lista na lousa das atividades sugeridas
pelos grupos.
5. Solicitar aos alunos a escrita da lista no caderno.
Resultado esperado: Reflexo sobre a importncia
de o trabalhador dividir o seu tempo entre
as atividades profissionais e de lazer.
Materiais indicados:
P Folha de sulfite, caneta,
fita crepe.
Tempo sugerido: 1 hora
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  65
rea: Lngua estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Desenvolver uma atividade de compreenso
de leitura, propondo as seguintes perguntas:
a) Cul es la jornada laboral oficial en Brasil?
b) Cules son los problemas de salud que
puede ocasionar el exceso de trabajo?
c) Consideras importante el tiempo de ocio
para un trabajador mantenerse saludable?
d) Segn el texto, trabajar dos horas extraordinarias
despus de la jornada completa
seria recomendable a un trabajador?
2. Escreva na lousa a correo da atividade.
Descrio da atividade
Atividade P Las horas extraordinarias perjudican a la salud de los trajadores?
Resultado esperado: Mudana de atitudes
respeitando os limites convenientes  manuteno
da prpria sade.
18
Te x t o
Objetivo
 Aprender a equilibrar os fatores que causam
estresse ou fadiga laboral.
Introduo
As horas extras no trabalho, segundo pesquisa,
fariam mal  sade dos trabalhadores brasileiros.
Essa prtica laboral  bem aceita pelos
empregados porque complementa o salrio no
final do ms; o patro tambm seria beneficiado.
Mas, a longo prazo, isso realmente afetaria a
sade daquele que, muitas vezes em detrimento
de seu bem-estar e descanso, se v obrigado a
fazer horas extras porque seu salrio no  suficiente.
Numa poca em que a competio e a
busca por metas, s vezes irreais, sustentam as
engrenagens no mbito corporativo,  cada vez
mais difcil encontrar equilbrio entre o trabalho
e a vida pessoal, produo e sade. E, quando
um desses elementos no est em harmonia, a
qualidade de vida fica prejudicada. Sofre o trabalhador;
perde a empresa. Uma profunda reflexo
se faz necessria.
Tempo sugerido: 1 hora
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66  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Geografia Nvel I e II
1. Promover a leitura do texto em classe, coletivamente.
2. Identificar quais as vantagens imediatas para
o trabalhador da prtica da hora extra.
3. Identificar em seguida quais as vantagens
para o empregador.
4. Apontar que mudanas ocorreram nos ltimos
vinte anos no mundo do trabalho, em relao
s exigncias ao trabalhador e suas funes.
5. Destacar no texto quais as conseqncias a
longo prazo para a sade dos trabalhadores
que acumulam horas extras continuamente.
Levantar ainda a informao de por que duas
horas no final do expediente so to malficas
para a integridade fsica do trabalhador.
6. Pesquisar junto aos alunos sobre a prtica de
horas extras em seu cotidiano de trabalho.
7. Pesquisar junto aos sindicatos de trabalhadores
do municpio sobre a questo das horas
extras em diferentes categorias profissionais.
Descrio da atividade
8. Registrar a sntese das discusses e das pesquisas
no caderno. Finalizar a atividade com a
produo de frases e/ou slogans que alertem
sobre os malefcios da hora extra para a sade
do trabalhador.
Materiais indicados:
P Boletins sindicais, jornais,
etc.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Trabalho a mais, lazer a menos
Resultados esperados:
a) Que os alunos possam avaliar criticamente a
existncia de hora extra como mecanismo corrente
e habitual (no excepcional) do cotidiano
de trabalho.
b) Que eles possam refletir sobre a possibilidade
de gerao de novos postos de trabalho e melhores
salrios como forma de reduo da execuo
de horas extras, e envolver-se em aes
nesse sentido.
18
Te x t o
Objetivo
 Possibilitar ao aluno entender a hora extra como
um mecanismo de incremento salarial,
porm prejudicial  sade do trabalhador.
Refletir sobre as vantagens para o empregador
e os efeitos nocivos  gerao de novos postos
de trabalho.
Introduo
A produo em larga escala exige investimentos
em mo-de-obra e em tecnologia, principalmente.
Como o desenvolvimento de novas tcnicas
de produo  lento, pois depende da aplicao
de recursos em pesquisa, alm de muita experimentao
e correes de rumos, a contratao de
mo-de-obra  mais flexvel e atende s oscilaes
do mercado. Se as vendas caem, demitemse
trabalhadores e as mquinas e ferramentas
ficam ociosas. Se as vendas crescem, contratamse
mais funcionrios ou mesmo exige-se o trabalho
em hora extra. O trabalhador fica  merc
das necessidades do mercado.
Contexto no mundo do trabalho: Na medida em que os
trabalhadores foram conquistando limites  longa jornada
de trabalho que prevalecia desde os tempos da Revoluo
Industrial, os empregadores foram tambm criando mecanismos
para driblar tais limitaes.A existncia das horasextras
 um exemplo disso.
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rea: Matemtica Nvel I e II
Propor aos alunos as seguintes questes:
Considerando que um trabalhador que recebe
um salrio mnimo tem sua hora normal de
R$ 1,59, e no caso de trabalhar horas extras tem
direito a receber um acrscimo de 50%, solicite a
eles que:
a) Calculem o nmero de horas mensais trabalhadas
por essa pessoa;
b) Encontrem o valor extra que o trabalhador recebe,
tendo o direito de 50% de acrscimo;
c) Digam qual ser o valor da hora trabalhada
pelo empregado que realiza horas extras.
Descrio da atividade
Material indicado:
P Calculadora.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Horas extras afetam a sade do trabalhador?
Resultados esperados:
a) Que os alunos conheam seus direitos quando
efetuam trabalho em horas extras.
b) Que aprendam a verificar, por meio de operaes
matemticas tais como: percentagem,
divises, subtraes e adies, vantagens e
desvantagens ao trabalhar mais.
18
Te x t o
Objetivos
 Conhecer seus direitos quanto  sade e ao trabalho
efetuado.
 Utilizar clculos matemticos para verificar o
acrscimo do salrio do trabalhador ao realizar
horas extras.
Introduo
A jornada de 40 a 44 horas semanais  comum
em muitas empresas e a esse tempo so acrescidas
horas extras, as quais, muitas vezes, so
opo do prprio trabalhador, que deseja aumentar
seu rendimento salarial. Discuta com seus
alunos se eles realizam horas extras em seus trabalhos
e se percebem os problemas em relao 
sade, como mostra o texto. Vale a pena realizar
hora extra? Quais polticas o governo poderia
adotar para estabelecer uma meta menor de
tempo de trabalho? Como o trabalhador pode
administrar sua vida profissional e valorizar sua
vida pessoal?
Dicas do professor:
a) Tome como referncia o salrio mnimo nacional e lembre
que o trabalhador trabalha 220 horas semanais.
Desse modo, ele recebe R$ 1,59 como hora normal de
trabalho;
b) Comente com seus alunos que sindicatos tambm so
uma tima fonte de orientao quanto aos direitos trabalhistas.
Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  67
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68  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. Pesquisar individualmente o significado da
palavra malandragem.
2. Cada aluno dever trazer uma foto de corpo
inteiro (dele mesmo ou de qualquer outra
pessoa) fotocopiada e ampliada.
3. Cada aluno ir, atravs de desenho, pintura ou
colagem, intervir na foto, criando figurinos e
objetos que caracterizem a imagem do malandro
a partir dos achados da pesquisa, traduzindo-
a, segundo sua viso, para a atualidade.
4. Gravar uma msica do estilo musical que o aluno
considere ser do agrado da figura montada.
5. O aluno dever dar um ttulo  sua obra e
coloc-la em exposio na classe.
6. Discutir sobre as obras levando em conta os
ttulos e a escolha dos elementos utilizados
para a caracterizao da figura e o papel
desempenhado pelo malandro na cultura
brasileira ontem e hoje: o que era e em que
se transformou.
Descrio da atividade
Obs.: Se os alunos tiverem aparelhos de som
(walkman e similares) com fone de ouvido,
poder ser montada uma exposio dos trabalhos,
unindo imagem e som de forma a
fazer o visitante passar por uma experincia
individual.
Materiais indicados:
P Cola, tesoura, xrox ampliada,
papel colorido, revistas,
canetas coloridas,
tintas e lpis de cor.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Malandragem
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa discutir as mudanas ocorridas
na imagem romntica de tipos brasileiros,
suas transformaes ao longo dos anos e os
motivos dessa mudana.
b) Que o aluno possa discutir e rever conceitos que
so aceitos como parte da cultura brasileira.
c) Que o aluno tenha a possibilidade de criar
tipos e personagens que expressem o seu
ponto de vista.
20
Te x t o
Objetivos
 Pesquisar o significado da palavra malandragem.
 Construir novos tipos de malandros, a partir
das artes plsticas e da msica.
Introduo
A imagem do malandro tradicional, aquele que
conhecamos das rodas de samba e das histrias
pitorescas, parece ter mudado de posio. O
malandro brasileiro  ou sua tpica imagem 
surgiu nos anos 30. Era carioca, habitava as rodas
de samba e os guetos, vestia um chapu panam,
sapatos bicolores (preto e branco), uma camisa
listrada, palet. Carregava sempre uma navalha
no bolso. Era bomio, aplicava pequenos golpes
contra os otrios, adorava rodas de samba, no
acreditava no trabalho. Era sentimental, galanteador
e, alm de tudo, respeitado. Ao longo dos
anos essa imagem mudou. O malandro tpico
desapareceu. A msica Homenagem ao Malandro,
de Chico Buarque, nos aponta para essa
transformao. Aquele malandro hoje trabalha,
aposentou a navalha, mora longe e chacoalha
num trem da Central. Os novos malandros (ou
pseudo-malandros) so profissionais espertos,
com gravata e capital.
Dicas do professor: Site:
www.rabisco.com.br/07/malandragem.htm
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  69
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Promover uma cantoria da msica de Chico
Buarque.
2. Aps interpretao do texto, pedir que os estudantes
dividam-se em grupos e elaborem
pequenos textos de representao, em forma de
teatro, sobre diferentes tipos de malandragem
para serem encenados em sala de aula.
3. Aps a encenao, cada um dos grupos explica
que a malandragem, na sua representao,
se deu devido: a)  explorao do trabalho
alheio; b)  resistncia  explorao do trabalho;
c) por outros motivos.
4. O professor e os demais alunos fazem comentrios,
tentando lembrar outras msicas que
se referem direta ou indiretamente  malandragem
no trabalho.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Equipamento de som e CD.
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Malandros-trabalhadores e outros malandros
Resultados esperados: Que os alunos possam,
por meio da linguagem e representao teatral,
expressar os diferentes tipos de malandragem
, relacionando-os com a questo do trabalho.
20
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer a relao entre condies de vida,
trabalho e malandragem.
Introduo
Poderamos dizer que malandros-trabalhadores
so todos aqueles cujos produtos do trabalho
resultam do exerccio de atividades que transgridem
as normas culturais, histrica e socialmente
estabelecidas: furto, prostituio, participao
na venda de drogas e outros delitos. Por no
estarem inseridas no mercado de trabalho e/ou
no estarem satisfeitas com os baixos salrios,
muitos pessoas tm se deixado levar para o chamado
mundo do crime; da o aumento do
nmero de jovens que, estando trabalhando para
o narcotrfico, se submetem a um tipo de explorao
cujo resultado quase sempre  a morte. No
entanto, no podemos esquecer que a malandragem
e a vadiagem tambm podem representar
uma manifestao de resistncia  explorao
de trabalho. No perodo da colonizao,
por exemplo, os indgenas fugiam porque no
queriam trabalhar para os portugueses (e no
porque eram preguiosos!). O mesmo acontecia
com os escravos ao se refugiar nos quilombos.
Lcio Kowarick nos ensina que, para garantir o
processo de industrializao (anos 30), foi preciso
que a classe dominante criasse, reproduzisse e
associasse as imagens de vadiagem e malandragem
aos homens livres, como forma de sensibiliz-
los quanto  importncia de vender sua fora
de trabalho. Explorar o trabalho alheio tambm
poderia ser considerado malandragem? Afinal,
de que tipo de malandragem nos fala a msica
de Chico Buarque?
Dicas do professor:
1. Em Z Carioca (revista em quadrinhos) temos uma excelente
caricatura do malando carioca;
2. A pera do Malandro, de Chico Buarque, pode ser apreciada
em filme (dirigido por Ruy Guerra) ou em pea
teatral;
3. Leia Trabalho e vadiagem: a origem do trabalho livre no
Brasil, de Lcio Kowarick (Ed. Brasiliense).
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70  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Debater com os alunos o conceito de malandragem
e o que entendem por malandro.
Registrar seus conhecimentos prvios.
2. Tocar a msica com os alunos, lendo a letra.
Debater os significados de malandro na
msica de Chico Buarque.
3. Apresentar o contexto histrico da msica e
debater a relao entre os conceitos e o contexto
histrico.
4. Confrontar as idias da msica com as idias
anteriores dos alunos.
5. Solicitar uma pesquisa sobre a histria do
malandro, tendo ateno para as mudanas
de significados com o tempo.
Descrio da atividade
6. Propor tambm pesquisas de letras de sambas
que falam do tema.
7. Socializar e debater os resultados das pesquisas.
8. Confrontar os conceitos na msica de Chico
Buarque com os resultados da pesquisa.
9. Discutir a relao entre trabalho e malandragem.
10. Propor a criao coletiva de um samba sobre
o tema.
Atividade P Quem  o malandro?
20
Te x t o
Objetivo
 Refletir a respeito da construo do conceito
de malandro historicamente e suas transformaes
a partir de valores sociais.
Introduo
O significado de malandragem foi sendo transformado
com o tempo. Existiram variaes
dependendo do contexto e da poca. Esteve ligado
 memria do trabalho, como recusa, negao,
desordem, ou ao controle do trabalhador.
Chico faz referncia a essa mudana. Esse malandro
substituiu o que vivia do samba, que, por sua
vez, substituiu o relacionado  violncia (que
derivou das polticas depois da Abolio, de submisso
ao novo regime de trabalho livre  quem
no trabalhava era criminoso, submetido s leis
contra a vadiagem; a inteno era condicionar o
trabalhador  venda de sua fora de trabalho. O
malandro do samba est no confronto entre dois
sambistas. Em 1933, Wilson Batista envolveu-se
em uma polmica com Noel Rosa. O primeiro
tinha feito apologia  malandragem em Leno
no Pescoo e, ento, Noel lanou a msica Rapaz
Folgado para provoc-lo. Wilson respondeu
com Mocinho da Vila e Noel retrucou com
Palpite Infeliz. A msica de Chico Buarque tem
um contexto histrico. Faz parte da pera do Malandro,
de 1978, encenada no teatro e com uma
verso em filme. A obra foi inspirada em John Gay
(A pera dos Mendigos, de 1728) e em Bertold
Brecht (A pera dos Trs Vintns, de 1928). Na
verso de Chico Buarque h o contexto da situao
poltica e social do Brasil no fim dos anos
1970, poca de regime militar. A pera de Chico
conta a histria de um malandro, rei da boemia
na Lapa dos anos 40, dividido entre os amores de
duas mulheres e vivendo  margem da lei.
Resultados esperados: Espera-se que os alunos
reflitam criticamente a respeito da construo
do conceito de malandro historicamente e
suas transformaes a partir de valores sociais.
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  71
rea: Portugus Nvel I E II
Atividades de leitura: Discutir com os alunos o
sentido do termo malandro. Observar o forte
tom de crtica social e de ironia presente na cano
de Chico, o ataque virulento  malandragem
poltica e o desmascaramento do roubo em
escala industrial, operado pelo capitalismo.
Atividades de reflexo lingstica e produo de
textos
1. Pedir aos alunos que pensem nos significados
possveis das palavras nata, coluna e trem.
Mostrar que nata pode ser a parte gorda do
leite, que se forma  superfcie, da qual se faz
manteiga; creme ou, em sentido figurado, a melhor
parte de qualquer coisa; o que h de
melhor. Coluna, por sua vez, pode significar
pilar cilndrico que sustenta abbadas ou
cada uma das divises verticais de uma pgina
de livro, ou de peridico, separadas por
filete, ou espao em branco. Trem  comboio
ferrovirio, mas  tambm qualquer objeto
ou coisa; coisa, negcio, treco, troo.
2. Dizer, ento, que nata e nata so palavras
homnimas.
3. Pedir aos alunos que imaginem contextos diferentes
para as seguintes frases: Danilo desperdiou
o passe. (lanamento no esporte/
carto de viagem) e Meu amigo, as balas
esto no fim. (confeito/projtil).
Descrio da atividade
4. Pedir aos alunos que, primeiramente, pensem
nos significados que podem assumir as palavras
relacionadas e, depois, criem frases para
que, pelo contexto, seja possvel entender um
significado ou outro: abrigo (conjunto de moleton/
albergue); batida (coliso de automveis/
mistura de bebidas); canela (parte da
perna/tempero); dado (instrumento de jogo/
informao); frango (ave/gol sofrido por
incompetncia do goleiro); jato (sada impetuosa
de um lquido/avio); pena (castigo/
cobertura do corpo das aves).
5. Solicitar que verifiquem se h caso de homonmia
em: Na festa, o funcionrio pede um
cigarro ao presidente da empresa. O presidente
comenta: No sabia que voc fumava. O
secretrio respondeu: Eu fumo, mas no trago.
O presidente, irritado: Pois devia trazer.
(trago do verbo trazer e trago de aspirar fumaa
do cigarro).
6. Pedir que discutam, livremente, se o seguinte
raciocnio se justifica: Baratas, hoje em dia,
so raras. As coisas raras so caras. Portanto,
as coisas baratas so caras.
Atividade P Deu zebra?  Atividades com homnimos
20
Te x t o
Objetivo
 Tomar conscincia da homonmia como um fator
potencial de ambigidade, dirimido pelas informaes
contextuais e pela grafia dos vocbulos.
Introduo
Palavras homnimas so aquelas que se pronunciam
da mesma maneira, mas tm significados
distintos e so percebidas como distintas pelos
falantes da lngua. Ser que interferem na comunicao?
Resultados esperados: Ampliao do lxico
e da capacidade de expresso em portugus.
Tempo sugerido: 2 horas
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72  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
O professor dever estipular datas para cada
uma das partes do exerccio.
1. Pesquisa individual da estrutura e dos quesitos.
2. Apresentao da pesquisa.
3. Dividir a classe em quatro grupos. Trs grupos
ficaro responsveis pela criao de projetos
e um grupo funcionar como comisso
julgadora.
4. Cada um dos trs grupos dever pensar em
uma histria (enredo) para discutir o tema do
caderno e a desenvolver nas diferentes estaes
(alas).
5. Os grupos criaro maquetes que representem
em miniatura o desfile.
6. Os projetos sero apresentados para a comisso
julgadora, que ter de analis-los, segun-
Descrio da atividade
do os critrios usados nos desfiles, fundamentando
o julgamento dos quesitos.
7. Discusso final levando em considerao as
dificuldades encontradas tanto na criao dos
projetos como no julgamento.
Materiais indicados:
P  escolha do aluno.
Tempo sugerido: 1 h 30 m
para etapa 2 e 2 h para as
etapas 6 e 7
Atividade P Escola de samba
Resultados esperados:
a) Que os alunos conheam um pouco mais sobre
a formao da cultura brasileira.
b) Que os alunos adquiram ferramentas de anlise
da obra de arte que  o desfile de uma escola
de samba.
22
Te x t o
Objetivos
 Pesquisar a estrutura da escola de samba e
todos os quesitos que devem ser obedecidos na
criao de um desfile.
 Criar um projeto de desfile de escola de samba
sobre o tema do caderno.
Introduo
A escola de samba, com essa denominao,
nasceu no Rio de Janeiro, em 1928, e a razo do
nome teria duas explicaes: a primeira seria
uma gozao a uma escola Normal que funcionava
na rua Estcio de S onde surgiu a primeira
escola de samba: Deixa Falar. A segunda explicao
estaria ligada  preservao da cultura negra
e  dificuldade que os negros encontravam em
matricular seus filhos em escolas. As diferenas
sociais, na poca, eram extremamente acentuadas,
e os negros s podiam se reunir em procisses
ou enterros. No centro do nascimento das
escolas de samba encontra-se a comunidade
negra, de origem baiana, ligada ao candombl,
que se estabeleceu prximo ao centro da cidade.
O final do sculo XIX e o incio do sculo XX trouxeram
profundas modificaes na paisagem
urbana do Rio de Janeiro, e os antigos e imponentes
casares do centro, agora abandonados,
transformavam-se em cortios ocupados pelos
negros. Essas casas, dirigidas pelas baianas, as
yalorixs dos terreiros, chamadas tias, acabaram
por se tornar ponto de encontro de negros e
mulatos que para l iam por causa do culto, mas
tambm para se divertir em rodas de capoeira,
nas parcas horas de folga.  nessas casas que
surge o samba e tambm os ranchos carnavalescos,
que adotam a configurao de procisso, e
que sero a base das escolas de samba.
Dicas do professor:
www.oficinadesamba.com.br/conteudo.asp?id=3
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  73
rea: Matemtica Nvel I e II
Pedir aos alunos que:
1. faam uma relao de trabalhadores que se
envolvem com servios temporrios nos dias
de carnaval;
2. verifiquem em sua escola quantas pessoas
acompanham os dias de carnaval: vendo TV,
ouvindo msicas, assistindo a desfiles para se
divertir.
3. faam uma tabela com esses dados;
4. elaborem exerccios matemticos que envolvam
a festa de carnaval e os custos para montar:
uma escola de samba, blocos, fantasias e
carro alegrico. (Os trabalhos podem ser feitos
em equipe e os dados, pesquisados junto 
comunidade.)
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Cartolina, pincel atmico
e dados relacionados com
a festa carnavalesca, revistas,
folders e fotografias.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Carnaval: festa, barulho e trabalho
Resultados esperados:
a) Que os alunos verifiquem que muitas pessoas
se envolvem nos dias de carnaval para brincar
ou descansar do trabalho, enquanto outras
tm trabalhos temporrios durante os quatros
dias.
b) Que organizem tabelas e elaborem problemas,
ou situaes matemticas que envolvam o tema
do texto lido e discutido.
22
Te x t o
Objetivos
 Destacar o envolvimento das pessoas durante a
festa de carnaval.
 Relacionar atividades temporrias-comerciais
nos quatro dias de festa.
Introduo
Nos quatro dias de carnaval o trabalho  esquecido,
e as regras seguidas no dia-a-dia so postas
de lado. So momentos para a negao das rotinas
cotidianas.  uma festa para e de toda a populao
brasileira. Para quantos de seus alunos
esse perodo  uma opo a mais de trabalho?
Como se organizam para isso e para poder
usufruir de um tempo livre nessa poca?
Dicas do professor:
a) Palestra: convide uma pessoa da comunidade para palestrar
sobre a histria da carnaval;
b) CD, msica de Z Rodrix, Casa no campo.
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74  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Artes Nvel I e II
1. A classe dever ouvir a msica de Gilberto Gil,
preferencialmente na verso original.
2. Com o auxlio da letra da cano impressa,
indicar os instrumentos musicais ouvidos em
cada momento. Quais instrumentos novos entram
na msica?
3. Tentar identificar os movimentos musicais e
suas expresses de acordo com a letra. O movimento
musical se modifica? Est em concordncia
com a letra?
4. Identificar, com uma palavra apenas, cada
mudana de clima musical. Exemplo: medo,
alegria, suspense, tristeza, etc.
Descrio da atividade Material indicado:
P Aparelho de som.
Tempo sugerido: 1h 30 m
Atividade P Abrindo os ouvidos
Resultados esperados:
a) Que os alunos possam, por meio da msica,
perceber mudanas de intenes de uma histria
contada.
b) Que eles possam identificar na msica popular
uma forma de retratar sua realidade e, ao
mesmo tempo, ao ouvi-la, vivenciar um momento
prazeroso.
c) Que os alunos possam perceber na msica
uma possibilidade de identificao de diversas
emoes e sensaes.
23
Te x t o
Objetivos
 Observar detalhes de uma obra musical;
 Reconhecer as diferenas sonoras e interpretativas
de uma msica;
 Identificar os diferentes momentos musicais
com a letra ou histria sendo contada.
Introduo
Ao ouvirmos a cano Domingo no parque, de
Gilberto Gil, podemos perceber que no  apenas
uma letra, ou seja, uma poesia, mas uma histria
que est sendo contada. Ela tem incio num determinado
ritmo potico e musical, como se tudo
estivesse dentro de uma normalidade do dia-adia.
No desenvolvimento da histria, pela ao
das trs personagens, novos instrumentos so introduzidos
com diferentes arranjos e passam
tambm a comentar, acrescentar sons que nos
trazem diferentes sensaes e reaes. Ao ouvirmos
uma msica clssica podemos ser levados a
caminhos imaginrios, de sensaes diversas, de
emoes contrastantes. Ao ler um poema, um
conto, muitas vezes somos conduzidos a lugares
distantes ou mesmo a percepes da realidade
to prximas e vivas. Contar uma histria atravs
de uma msica, de uma cano  realizar
uma viagem dupla de emoo e pensamento.
Cada estilo musical pode nos trazer diferentes e
ricas emoes. A msica popular brasileira  o
registro mais completo de nossa cultura e nos alimenta
em nossos bons momentos de cio.
Dicas do professor: Procurar utilizar a gravao de
Domingo no parque, de Gilberto Gil, 1967 (Disco Gilberto
Gil  Universal, 1968); sites:
www.gilbertogil. com.br/sec_discografia_view.php?id=2;
www.gilbertogil.com.br (site oficial de Gilberto Gil).
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  75
rea: Geografia Nvel I e II
1. Ouvir a msica com os alunos acompanhando-
a com a leitura da letra.
2. Conversar sobre o texto e possveis interpretaes.
3. Debater as frases da letra da msica que antecipam
os acontecimentos.
4. Solicitar que comparem a primeira estrofe
com a ltima, debatendo os fatos que provocaram
mudanas nas histrias das personagens
e dos lugares.
5. Solicitar que os alunos assinalem as palavras
que fazem referncia a lugares. Listar as
palavras na lousa.
6. Pedir, ento, que assinalem as palavras que
explicam o que as personagens faziam nesses
lugares.
7. Pedir para identificarem quais foram as
mudanas de comportamento nesses lugares.
8. Debater a relao entre lugares e atividades
dos personagens e se os lugares podem ganhar
outros sentidos em funo do convvio
entre as pessoas.
9. Propor aos alunos uma pesquisa a respeito de
lugares que sofrem mudanas nas suas fun-
Descrio da atividade
Atividade P Lugar e movimento
Resultados esperados: Espera-se que os alunos
reflitam sobre as relaes entre os lugares e
as atividades de lazer e trabalho, e as mudanas
que os lugares podem sofrer em funo dos
acontecimentos decorrentes das relaes entre
as pessoas.
23
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as relaes entre os lugares e as
atividades de lazer e trabalho, e as mudanas
que os lugares podem sofrer em funo dos
acontecimentos decorrentes das relaes entre
as pessoas.
Introduo
A letra da msica remete a diferentes atividades
de trabalho e lazer, ao mesmo tempo em que estabelece
relaes entre essas atividades e os lugares.
Ser que em certos lugares s podem ser realizadas
certas atividades? Ou so os convvios humanos
que promovem sentidos para os lugares?
Tempo sugerido: 4 horas
es por conta das relaes que as pessoas
estabelecem entre si nesses lugares.
10. Solicitar que escrevam, em dupla, um poema
a partir da histria de lugares que ganham
sentidos diferentes por conta de novos
acontecimentos que neles ocorreram.
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76  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
I  Atividades de pr-leitura
1. O Brasil viveu momentos muito difceis durante
a ditadura militar. A msica, como forma de
expresso privilegiada, serviu, naquele tempo,
como uma vlvula de escape dos sentimentos
brasileiros. Se possvel, pedir que os alunos
compilem dados sobre os festivais da TV Record
e sua importncia no cenrio brasileiro.
II  Atividades de leitura e produo de texto
1. Mostrar como o ritmo do poema se intensifica
quando o personagem v a amada com outro
e os recursos lingsticos utilizados pelo poeta
para simular o girar das idias e da rodagigante.
2. Ao reflexiva: a escrita se transforma em meio
de ao reflexiva, permitindo ao sujeito formular
enunciados deliberadamente e torn-los
objeto de anlise, em termos de adequao,
consistncia e lgica.
3. Ler o poema com os alunos. Pedir que falem
livremente sobre os porqus da traio e seus
reflexos. Discutir a violncia do trado e suas
condies emocionais para reagir.
4. Observar que o texto de Gil est escrito em
versos. Ressaltar que o texto est em terceira
pessoa: algum conta os fatos.
Descrio da atividade
5. Pedir aos alunos que imaginem se a histria
seria a mesma se fosse contada por Jos. Suscitar
comentrios.
6. Esclarecer que parfrase  o desenvolvimento
do texto conservando-se as idias originais;
 um modo diverso de expressar frase ou texto,
sem que se altere o significado da primeira
verso.  possvel, pois, transformar verso em
prosa.
7. Dividir a sala em grupos e atribuir uma tarefa
para cada um deles. Pedir que transformem o
poema em uma narrativa em prosa. Eles
devem contar a histria com mudana de foco
narrativo:
a) a histria contada por Juliana;
b) a histria contada por Joo;
c) A histria contada por Jos.
8. Esclarecer que a narrativa, evidentemente, perder
o maravilhoso sintetismo do verso. Por
isso, podero ampliar as frases, proceder s
mudanas necessrias para bem contar sem
alterar a trama proposta no poema.
Atividade P Mecanismos de transformao textual: o foco narrativo
Resultados esperados: Reconhecimento das
diversas formas de expresso de um mesmo tema.
Percepo de que criar  um ato artesanal, de trabalho,
e no um acontecer gratuito de inspirao.
23
Te x t o
Objetivo
 Exercitar a habilidade da criao de uma narrativa
a partir da leitura de um poema.
Introduo
Pela observao de textos, o aluno poder identificar
os ndices de foco narrativo e distinguir
narrador-observador de narrador-personagem.
Inmeras transformaes podero ser feitas a
partir da mudana de foco narrativo.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  77
rea: Artes Nvel I e II
1. Cpias ampliadas da ampulheta devero estar
disponveis. Os alunos podero tambm reproduzir
a ampulheta atravs de desenho ou
pintura.
2. Recortar a figura em pequenos pedaos, como
um quebra-cabea, lembrando que cada pedao
dever conter apenas uma cor.
3. Recortar o molde de cada pedao em papel
celofane.
4. Montar o quebra-cabea.
5. Finas tiras de cartolina faro o papel do chumbo,
servindo de ligao entre os pedaos. Cuidadosamente
os alunos colaro os pedaos de
celofane nas tirinhas de cartolina.
6. Terminada e seca, a ampulheta ser colocada
sobre papel celofane transparente, para formar
o quadro. A colagem da figura no papel
celofane dever ser feita apenas onde h cartolina.
Depois de seco, repete-se no verso do
celofane a colagem de tirinhas de cartolina,
exatamente no mesmo lugar das que serviram
de ligao entre os pedaos.
7. Ao final, o vitral receber uma moldura feita
com a mesma cartolina, aplicada tambm na
frente e no verso.
Descrio da atividade
8. Expor os vitrais. Seria interessante experimentar
os efeitos da luz diurna e noturna sobre
eles.
9. Discusso do exerccio tendo por foco a vivncia
do tempo e dos efeitos provocados pela
ao da luz.
Materiais indicados:
P Cartolina preta ou cinza,
folhas de papel celofane
de diversas cores, tesoura,
cola e cpias ampliadas
da ampulheta.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Vitral
24
Te x t o
Objetivo
 Transformar o desenho da ampulheta em um
vitral.
Introduo:
A ampulheta  um dos instrumentos de medida
de tempo mais antigos que existem. Criada no
sculo VIII por um monge francs, foi durante
muito tempo o relgio mais difundido. Na
Idade Mdia, a Igreja fez uso do tempo e da luz
para incutir temor a Deus e para elevao espiritual.
Um dos recursos foi o vitral. O vitral  uma
obra de arte produzida com pequenos pedaos
de vidro unidos por liga de chumbo.
Resultados esperados:
a) Que o aluno vivencie uma dimenso de tempo
diferente da do cotidiano, realizando uma tarefa
que exige pacincia e cuidado.
b) Que o aluno perceba que o ambiente em que
se vive e as atividades que realizamos influenciam
nossa maneira de ser e de nos relacionar
com o tempo.
c) Que o aluno reflita sobre a diferena entre o
tempo marcado pelas horas do relgio e aquele
vivido na experincia pessoal, ou seja, entre
tempo e temporalidade.
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78  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Geografia Nvel II
1. Solicitar aos alunos que faam inicialmente
uma leitura da imagem individualmente, sem
troca de impresses. Pedir a eles que descrevam
inicialmente a imagem. Sintetizar o resultado
numa descrio geral;
2. Questionar a classe sobre as possveis leituras
que a imagem permite;
3. Debater em sala sobre quem domina quem: o
homem ao tempo, ou vice-versa;
4. Os alunos devem anotar no caderno a sntese
das discusses (realizadas em conjunto com o
professor);
5. Trazer  discusso as impresses suscitadas
pela imagem da cabea segurando a areia da
ampulheta, questionando se o homem pode
controlar seu tempo de vida, de trabalho, de
lazer;
6. Os alunos devem registrar em seu caderno (se
necessrio com a ajuda do professor) a sntese
dos resultados das discusses.
Descrio da atividade
Atividade P O homem e seu tempo
Resultados esperados:
a) Que os alunos assumam uma postura altiva
em relao ao uso de seu tempo restante, o do
no trabalho.
b) Que eles compreendam os efeitos de uma vida
dominada pela ditadura do relgio sobre a
sade (fsica e emocional) humana.
c) Que eles possam ampliar sua ateno com o
tempo das amizades, da famlia, dos relacionamentos
pessoais em si.
24
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre a questo do tempo na sociedade
contempornea.
 Pensar sobre a utilizao do tempo numa sociedade
industrial, produtiva, delimitada pelo
tempo de fazer as coisas.
 Associar o tempo do trabalho ao tempo da produo
e suas conseqncias para a organizao
da sociedade, da famlia e para o convvio social.
Introduo
Numa sociedade marcada pela produo de mercadorias
em larga escala e pelo consumo desenfreado,
faz-se necessrio ocupar o mximo do
tempo dos trabalhadores com o exerccio de suas
funes, produzindo sempre e cada vez mais. As
novas tecnologias fazem parte dessa estrutura,
ampliando a capacidade de produo.
Contexto no mundo do trabalho: Em tempos de mercados
globais a sociedade industrial vai ganhando novos
contornos: se a produo torna-se cada vez mais personalizada
em substituio ao fordismo (produo padronizada),
tambm  verdade que as novas tecnologias, que
permitem maior flexibilidade, substituem a fora de trabalho
gerando massas de desempregados.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: A msica Sinal Fechado, de Paulinho da
Viola, aborda a questo da correria do cotidiano, onde duas
pessoas amigas se encontram num cruzamento e conversam
no minuto em que o sinal est fechado.  uma contribuio
valiosa ao debate do homem e seu tempo.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  79
rea: Geografia Nvel I e II
1. Em crculo, observar a imagem e levantar outras
maneiras e instrumentos de medio do
tempo.
2. Na atualidade as ampulhetas no so utilizadas
com freqncia. Os relgios e os calendrios
so mais usados. Apresentar e explicar
para a turma o nosso calendrio gregoriano ou
cristo. Questionar a turma, se possvel com a
ajuda de um planetrio e de um calendrio:
Quanto tempo a Terra leva para dar uma volta
em torno de seu prprio eixo? E para dar uma
volta completa em torno do Sol? Quantos dias
tem o ano? De quanto em quanto tempo ocorre
o ano bissexto? Por que isso acontece?
3. Os sculos e as dcadas so importantes para
a localizao dos fatos histricos. Questionar:
Descrio da atividade
Quantos anos tem um sculo? E uma dcada?
4. Solicitar aos alunos: indicar os sculos correspondentes
aos seguintes anos: 2000, 1500,
1501, 1822, 1930, 2006.
5. Construir uma reta numerada dividindo o sculo
XX em dcadas.
6. Estamos vivendo a primeira dcada do sculo
XXI. Construir uma reta localizando os principais
fatos ocorridos na comunidade em que os
alunos vivem.
Atividade P Histrias de diferentes formas de medir o tempo
24
Te x t o
Objetivo
 Analisar, a partir da imagem, diferentes formas
de medir o tempo construdas historicamente
pelos homens.
Introduo
Tambm conhecida por relgio de areia, a inveno
completa  atribuda a um monge de Chartres,
de nome Luitprand, que viveu no sculo VIII. No
entanto as primeiras referncias a esse tipo de
objeto aparecem apenas no sculo XIV.  formada
por dois cones ocos de vidro, unidos pelo gargalo,
de modo a deixar passar a areia de um para
outro num determinado intervalo de tempo,
atravs de um orifcio. Para proteger o conjunto
era usada uma armao de madeira ou lato.
Mais tarde as ampulhetas foram feitas de uma s
pea de vidro com um orifcio para a passagem
da areia. O acerto era necessrio e fazia-se com
o astrolbio ao meio-dia, atravs do Sol, quando
o tempo o permitia. No sculo XVI, os relgios
mecnicos iniciavam a sua histria. Esses relgios
no tinham ponteiros e no mediam minutos
ou segundos, pois para esse fim usavam-se as
ampulhetas. Apenas no final do sculo XVI, quando
Galileu Galilei associou o princpio do pndulo
ao relgio, os minutos e segundos comearam
a ser marcados mecanicamente. A partir do fim
do sculo XV, foram feitos os primeiros relgios
portteis, que, ao menos em teoria, poderiam
solucionar o problema de medio do tempo em
alto-mar. (www.museutec.org.br). Assim, a ampulheta
 um dos instrumentos que marcam o
desenvolvimento das tecnologias da observao,
medio e representao do tempo. A imagem
nos leva a pensar sobre outras formas de medir o
tempo, no ? Vamos despertar a curiosidade
histrica dos seus alunos?
Tempo sugerido: 1 hora
Resultado esperado: Compreenso de diferentes
formas de representar o tempo e dos diferentes
espaos de tempo que orientam nossa
vida no planeta Terra.
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80  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Construir com os alunos vrias ampulhetas
usando garrafas PET de vrios tamanhos. Para
isso, basta unir duas garrafas de igual tamanho
pela boca com fitas adesivas, tendo antes
colocado areia seca no interior de uma delas.
O desenho do texto serve de referncia.
2. Construdas as ampulhetas, marcar o tempo
que cada uma delas leva para transpor a areia
de uma para a outra garrafa. Vo existir ampulhetas
de diferentes medidas na sala: 2 minutos,
3 minutos, 5 minutos, conforme a quantidade
de areia que estiver em seu interior.
3. Usar a ampulheta para medir o tempo de algumas
atividades, como ler uma poesia, fazer
uma conta, e ainda criar e resolver problemas
usando as ampulhetas como argumento. Ex.:
Numa sala de aula constavam como relgios
quatro ampulhetas. Uma de 4 minutos, outra
de 7 e duas de 5 minutos. Numa determinada
Descrio da atividade altura, foi necessrio medir 9 minutos. Qual a
maneira mais rpida de faz-lo?
4. Organizar uma pesquisa para saber mais
sobre a histria da ampulheta e de outros
artefatos culturais de medida de tempo.
Materiais indicados:
P Garrafas PET de diferentes
tamanhos, fita adesiva,
areia seca.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Construindo uma ampulheta
Resultados esperados:
a) Reconhecimento da ampulheta como artefato
cultural de medida de tempo.
b) Construo desse instrumento e habilidade para
resolver problemas tendo-o como referncia.
24
Te x t o
Objetivos
 Identificar a ampulheta como artefato cultural
de medida de tempo.
 Construir uma ampulheta usando garrafas PET
e exercitar medidas de tempo com ela.
Introduo
Assim como o relgio, a ampulheta  um dos diversos
instrumentos que o homem concebeu para
medir o tempo. Tambm conhecida por relgio
de areia, a sua inveno remonta ao sculo
VIII, mas as primeiras referncias a esse tipo de
objeto aparecem apenas no sculo XIV. Brincar de
medir o tempo com uma ampulheta contribui
para se compreender a arbitrariedade das convenes
de tempo estabelecidas. Essa  a inteno
da atividade a seguir.
Contexto no mundo do trabalho: A medida de tempo
abstrato e vazio sem referncia concreta simbolizada pelo
relgio digital est no mago da vida moderna.  o tempo
no capitalismo industrial que circunscreve o trabalho na
diviso social, na vigilncia, no excesso de estmulos, no
frenesi da produo de mais coisas em menos tempo. O
relgio  um de seus smbolos. Desnaturaliz-lo pode contribuir
para a construo de sujeitos mais autnomos e
ativos na sua comunidade
Dicas do professor: O artigo Tempo histrico nas primeiras
sries do ensino fundamental, de Maria Aparecida
Bergamaschi, encontrado em www.anped.org.br/23/textos/
1317t. PDF, pode contribuir para o trabalho com o conceito
de tempo.
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Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  81
rea: Portugus Nvel II
I  Atividades de pr-leitura
1. Levar os alunos para um ambiente diferente
daquele da sala de aula, se possvel em contato
com a natureza. Coloc-los em crculo.
2. Sussurrar no ouvido de cada um uma palavra
ou expresso. Pedir que escrevam a palavra no
caderno e, durante alguns minutos, reflitam
sobre as lembranas, emoes, fatos, impresses
despertados pelo que foi dito em seus ouvidos.
Sugerimos: melancolia, sensao de perplexidade,
luto, pneumonia, aniquilamento
da vontade de viver, atrito profundo e abalador,
solido, angstia, fogo custico,
mquina do instinto, desespero. gozo insacivel
sofrimento da mocidade, morte,
nsia de absoluto desafogo, repouso.
3. Solicitar aos alunos que revelem para a classe
a palavra soprada em seus ouvidos e que
faam comentrios livres sobre o que o termo
ou a expresso suscitou neles. Incentivar a
expresso da sensibilidade, o contar de casos,
a reflexo sobre o significado dos termos e as
situaes em que nos sentiramos melanclicos,
perplexos, de luto, sem vontade de viver,
solitrios, angustiados, cheios de prazer etc.
4. Mostrar fotos de Augusto dos Anjos (facilmente
encontrveis na internet) e, sem dizer o
nome do poeta, pedir que o observem e o situem
no tempo e no espao ( brasileiro? Qual
seria sua profisso? Onde e quando teria nascido?
Ser que ainda  vivo? A foto revela, de
Descrio da atividade
algum modo, a possibilidade de ter sido uma
pessoa melanclica?
5. Depois desse exerccio de tentativa de montagem
da personagem, conte a biografia de Augusto
dos Anjos, de modo a tornar o autor
uma pessoa, com qualidades e defeitos para,
assim, aproximar quem escreve de quem l.
II  Atividades de leitura
1. Ler o poema para os alunos. Pedir que leiam de
diversas formas (de dois em dois, em forma de
jogral, em ritmo bem lento, em ritmo acelerado,
em forma de cano). Enfim, exercitar diversos
modos de leituras possveis do poema.
2. Exercitar a sinonmia a partir do contexto, solicitando
opinies sobre o tema, a forma de
trat-lo e o trabalho de composio do poema.
Mostrar o aspecto melanclico que perpassa o
dizer de Augusto dos Anjos e solicitar comentrios
sobre esse modo de ver e sentir a vida.
III  Sarau literrio
Sugerir um sarau de leitura de poemas de Augusto
dos Anjos. Se quiser, dividir a sala em grupos
e pedir a alguns que estudem aspectos biogrficos,
qualidades de estilo, viso dos crticos
sobre o poeta e, a outros, que apresentem poemas
do autor, se possvel caracterizados com roupas
escuras, maquiagem e jogo de luzes para
simbolizar o claro-escuro suscitado pelos versos.
Atividade P Roda de conversa e leitura
25
Te x t o
Objetivos
 Socializar experincias e conhecimentos sobre
o estar no mundo e compartilhar momentos de
prazer e diverso com a leitura.
 Conhecer a vida e a obra de Augusto dos Anjos.
Introduo
Como traduzir nossas emoes no papel? Augusto
dos Anjos nos d uma boa resposta para essa
pergunta.
Tempo sugerido: 3 h
Resultado esperado: Fluncia verbal.
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rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever desenhar o seu local de
trabalho.
2. Depois de desenhado, cada aluno entregar
seu desenho para algum colega, que dever
criar formas de lazer possveis de serem desenvolvidas
naquele local (no podendo incluir a
televiso como forma de lazer). Dever tambm
dar um ttulo ao desenho.
3. O professor dever sortear cinco desenhos
com as respectivas propostas e apresent-los
para toda a classe.
4. Aps a apresentao, os alunos devero discutir
sobre a viabilidade ou no da proposta. Em
caso positivo, como aconteceria? Em caso negativo,
quais as possibilidades de que essas propostas
possam ocorrer em outro local? Onde?
5. A classe dever discutir sobre as alternativas
para a realizao de um lazer mais criativo.
Descrio da atividade
Atividade P Trocando as bolas
28
Te x t o
Objetivos
 Discutir e repensar formas de ocupao do
tempo livre.
 Comparar os diferentes locais de trabalho e
como poderiam tambm servir como espao de
lazer criativo.
 Discutir e comparar lazer criativo e entretenimento.
Introduo
O texto selecionado nos apresenta a proposta do
socilogo italiano Domenico de Masi: o cio criativo.
Muitos estudiosos do passado tambm fizeram
propostas na mesma direo. O mdico franco-
cubano, Paul Lafargue, por exemplo, ao se
deparar com a situao dos trabalhadores franceses
que chegavam a trabalhar at 17 horas por
dia, escreveu o livro O direito  preguia, no qual
propunha a diminuio radical das horas de trabalho
para que o trabalhador pudesse gozar mais
horas de sua vida na criao artstica, na leitura,
no prazer. Esse livro tornou-se um clssico da
literatura econmica radical do final do sculo
XIX. Muitas propostas so feitas em torno da
questo da reduo das horas trabalhadas, mas
muitas propostas sobre o que fazer nas horas
livres precisam ser melhor discutidas. Se a mquina
substitui um nmero grande de trabalhadores
na produo, ento, um nmero maior de
trabalhadores ter mais tempo para cuidar das
coisas de que gosta. Como se daria a organizao
desse tempo livre?
Tempo sugerido: 1h 30 m
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa imaginar situaes de lazer
em locais no destinados a esse fim.
b) Que o aluno experimente, em situao hipottica,
a criao de projetos.
c) Que o aluno possa criar e ampliar o espectro
de possibilidades de lazer.
Dicas do professor: www.pfilosofia.pop.com.br/03_filoso
fia/03_07_leia_tambem/leia_tambem_14.htm
82  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
28-CP07Tx28P2.qxd 21.01.07 18:03 Page 82
rea: Histria Nvel II
1. Iniciar a atividade ouvindo a msica Epitfio
(Tits, composio de Srgio Britto); ler a letra
da msica e iniciar a discusso deixando que
cada um faa a sua interpretao.
2. Em seguida ler o texto com os alunos e confrontar
a letra da cano com as idias a respeito
do tempo livre defendida pelo socilogo
italiano.
3. Questionar com eles as possibilidades do
cio criativo no modo de vida de cada um,
tendo em vista a forma como est organizado
seu dia-a-dia.
4. Deixar um tempo livre para a turma criar algo
(poesia, artesanato, jogos, teatro, formas de
lazer, etc.) a partir da cano e do texto, sobre
o significado do tempo livre para cada um
deles.
Descrio da atividade
Atividade P Tempo livre  cio criativo?
Resultados esperados:
a) Reflexo sobre o conceito de tempo livre
como tempo de criao e as possibilidades de
conciliar trabalho e prazer;
b) Produo de uma representao do conceito
de tempo livre.
28
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre o conceito de tempo livre como
tempo de criao.
Introduo
O texto nos convida a refletir sobre o conceito de
tempo livre, no como tempo de indolncia, de
preguia no sentido pejorativo do termo, mas
como um tempo de formao, de criao. Essas
idias so defendidas por Domenico de Masi, socilogo
italiano da Universidade La Sapienza, de
Roma. Ele defende a proposta conhecida por cio
criativo, ou seja, a ocupao do tempo livre de
forma criativa, em que as pessoas possam aprender,
produzir saberes, alegrias, prazer, solidariedade
e assim por diante... Voc pode estar se perguntando:
isso no seria sonho na realidade brasileira,
onde o trabalhador  cada vez mais exigido em
longas e exaustivas jornadas de trabalho? Pode ser
que voc tenha razo, mas cada vez mais setores
do mundo do trabalho entendem que a produo
do trabalhador est intimamente ligada  qualidade
de vida, ao prazer, ao gosto pela vida e realizao
do trabalho. Vida pessoal e vida profissional
caminham juntas: no  mais possvel separar de
forma radical as diversas dimenses da pessoa-trabalhador,
no ? O tempo livre e o trabalho podem
ser extremamente formativos e criativos, fonte de
prazer e de alegrias, voc no acha?
Dicas do professor: Vale a pena consultar outras obras do
autor publicadas no Brasil pela Ed. Sextante: Criatividade e
grupos criativos  descoberta e Inveno (v. 1);
 Criatividade e Grupos Criativos  Fantasia e Concretude
(v. 2);
 A economia do cio;
 O cio criativo
 Site: http://titas.letras.terra.com.br/letras/
Materiais indicados:
P CD Tits e aparelho de
som, se for possvel.
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  83
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rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Depois de ler o texto, pergunte aos alunos o que
eles faro se tiverem tempo livre, sem obrigaes.
Anotar algumas das frases que eles falarem.
Ento apresentar a estrutura em ingls:
If I have free time tomorrow, I will sleep more.
(Se eu tiver tempo livre amanh, eu vou
dormir mais.)
2. Explicar que sempre que falamos de uma hiptese
futura possvel, usamos IF (Se) + Presente
Simples, Will + verbo.
3. Pedir aos alunos para completarem as seguintes
frases, em duplas, se preferirem:
If I study a lot...
If I have money next weekend
If I have the opportunity
If I need help
If tomorrow is sunny
4. Depois pedir a eles que criem outras seis frases
com possibilidades reais para si. Dar a eles
mais alguns exemplos para ajud-los:
If I dont clean the house today, I will have more
time.
Descrio da atividade
(Se eu no limpar a casa hoje, vou ter mais
tempo.)
If my friend calls me, we will go out.
(Se meu/minha amigo(a) me ligar, ns vamos
sair.)
If you help me, I will finish soon.
(Se voc me ajudar, eu vou terminar logo.)
5. Explique que  possvel inverter a ordem das
frases:
We will go out if my friend calls me. = If my
friend calls me, we will go out.
Atividade P If I have more free time...
28
Te x t o
Objetivo
 Saber usar o 1- condicional em ingls.
Introduo
O texto trata da teoria do cio criativo, que
defende que o trabalho e o lazer deveriam estar
integrados. As pessoas, assim, no necessitariam
de mais tempo para o lazer ou descanso para
diminuir o estresse do trabalho. Podemos ento
ensinar aos alunos o condicional futuro (1- condicional)
para que saibam expressar possibilidades
futuras.
Materiais indicados:
P Dicionrios portugus/
ingls.
Tempo sugerido: 1 hora
Resultados esperados: Compreenso do uso
do 1- condicional (ainda que no dominem completamente
a estrutura).
84  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
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rea: Portugus Nvel I e II
I  Atividades de leitura
1. Ler apenas as trs perguntas iniciais do texto
e pedir que, livremente, dem respostas para
essas questes.
2. Pedir que (por meio de inferncias) imaginem
o que o texto dir a seguir. Discutir as
possibilidades.
3. Ler o primeiro pargrafo todo e perguntar se
as inferncias se confirmaram (ler implica um
processo de antecipao, de inferncias, de
conhecimento de mundo e lingstico).
4. Do mesmo modo, pedir que respondam s
demais questes propostas pelo texto e que,
finalmente, formem uma opinio sobre o conceito
de tempo livre, trabalho e felicidade.
II  Atividades de produo de texto
1. Contar livremente uma histria em que a expresso
sentar na mesa aparea. Sugesto
resumida: Pafncio s brigava com a mulher e
no mais conversava com ela em casa. Mas,
de um modo ou de outro, se amavam. Um dia,
disposto a colocar tudo no lugar, enviou um
convite formal para a esposa e pediu-lhe para
encontr-lo em um restaurante. Ele estaria
sentado na mesa 4. A mulher, tambm disposta
a colaborar, aceitou o convite. Entrou no
restaurante, olhou para todos os lados, viu o
marido, mas foi embora rapidamente, sem
uma palavra. (Interromper a histria e perguntar
o porqu de a mulher no ter ficado).
Continuar: Enraivecido, o marido voltou para
Descrio da atividade
Atividade P Jogo: Pode sentar na mesa?  regncia verbal
28
Te x t o
Objetivo
 Estudar a relao estabelecida entre verbo
(regente) e complemento (regido).
Introduo
Na fala coloquial, certas formas de regncia so
perfeitamente vlidas e usuais, mas, no padro
culto, so regidas por normas.
Tempo sugerido: 3 horas
Resultado esperado: Segurana no uso do
padro culto da lngua.
Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  85
casa. Perguntou a razo de ela ter ido embora
e ouviu: Voc mentiu para mim. Por isso,
sa. (Interromper novamente e perguntar aos
alunos o porqu da resposta). Continuar: Sem
entender, o marido pediu que ela explicasse.
Disse a mulher: No convite, voc dizia que
estaria sentado na mesa. Fui at l, olhei a
mesa e, sobre ela, s havia um copo de bebida,
salgadinhos e um cinzeiro. Voc no estava
sobre a mesa como eu esperava! Mentiu!.
(Interromper novamente e verificar se eles
entendem a situao.) Explicar: Para indicar
proximidade ou vizinhana, somente a preposio
a  recomendada. Por isso, uma pessoa
s pode estar  mesa, ao volante,  janela, 
mquina, ao computador,  porta, ao balco.
Continuar: O marido, no dia seguinte, mandou
novo convite e informou que estaria sentado
 mesa 6 e a aguardaria com muito prazer.
Comprou rosas, um perfume caro e, naquela
noite, danaram como dois namorados.
2. Pedir aos alunos que escrevam o segundo convite
feito por Pafncio  mulher (ver atividade
de escrita de convite neste caderno). Informe
que, embora tenha escrito em linguagem formal,
Pafncio era criativo.
3. Pedir que reescrevam o convite em um papel
apropriado e que faam, no mural da classe,
uma exposio dos convites de Pafncio.
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Dicas do professor: Sites:
www.voluntarios.com.br; www.ibge.gov.br
rea: Matemtica Nvel I e II
1. O texto fala que no ano de 2000 para cada 10
brasileiros 2 eram voluntrios (incio do
segundo pargrafo). Pedir que os alunos reescrevam
essa frase utilizando outra forma de
comparao, ou seja, transformem esta comparao
em frao (simplificando-a, se possvel)
ou em porcentagem.
2. Na seqncia o texto fala em 42 milhes de
voluntrios. Comparando com a populao
estimada para o dia 14/12/2006 s 23 horas
(www.ibge.gov.br/home/disseminacao/onli
ne/popclock/popclock.php) de 187 800 000
habitantes, pedir aos alunos que escrevam,
sob a forma de frao ou porcentagem, uma
comparao entre o nmero de voluntrios e
a populao total.
Descrio da atividade
Atividade P Quantos so os voluntrios
29
Te x t o
Objetivo
 Entender o que  proporcionalidade.
Introduo
Em recente estudo realizado pela Fundao
Abrinq pelos Direitos da Criana, definiu-se o
voluntrio como ator social e agente de transformao,
que presta servios no-remunerados em
benefcio da comunidade. Doando seu tempo e
conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela
energia de seu impulso solidrio, atendendo tanto
s necessidades do prximo ou aos imperativos
de uma causa, como s suas prprias motivaes
pessoais, sejam elas de carter religioso,
cultural, filosfico, poltico, emocional. Ao analisar
os motivos que mobilizam em direo ao trabalho
voluntrio descobrem-se, entre outros, dois
componentes fundamentais: o de cunho pessoal,
a doao de tempo e esforo como resposta a
uma inquietao interior que  levada  prtica;
e o de cunho social, a tomada de conscincia dos
problemas ao se enfrentar com a realidade, o que
leva  luta por um ideal ou ao comprometimento
com uma causa (www.voluntarios.com.br/o
que_e_voluntariado.htm). Assim, o voluntariado
ocupa lugar de destaque em alguns setores da
sociedade. De acordo com o texto, a quantidade
de voluntrios vem aumentando muito nos ltimos
anos. O texto traz, nos dois primeiros pargrafos,
o nmero de voluntrios existentes no
pas, mas no podemos dizer que essa quantidade
 pequena, pois no a comparamos com outra
grandeza. Tomando a populao brasileira como
um fator de comparao, podemos afirmar que o
nmero de voluntrios aumentou ou diminuiu
entre os anos de 2000 e 2006? De que formas
podemos escrever essa comparao?
Tempo sugerido: 1 hora
Resultados esperados: Que os alunos sejam
capazes de utilizar formas diversas para comparar
grandezas e ampliem o entendimento a
respeito da questo do trabalho voluntrio.
3. Com os resultados obtidos nas questes anteriores
fica uma questo que pode ser debatida
com o alunos: Com tantas pessoas realizando
trabalho voluntrio, ser que eles no estariam
ocupando o lugar de profissionais assalariados
que deveriam ser contratados pelos governos
municipal, estadual e federal, alm de instituies
filantrpicas e particulares?
86  Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho
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rea: Matemtica Nvel I e II
1. Perguntar aos alunos se algum deles faz trabalho
voluntrio. Anotar as respostas no quadro
separando uma coluna para o sim e outra para
o no.
2. Perguntar quais as razes do sim e as do no
e organizar as respostas em duas colunas.
3. Pedir aos alunos para fazerem uma leitura silenciosa
do texto. Fazer uma leitura pblica comentada
e organizar os alunos em grupos, solicitando
que, com base no texto, respondam s
seguintes situaes (escrev-las na lousa e fazer
uma leitura em voz alta para a turma):
a) Quantos por cento dos brasileiros fazem
algum trabalho voluntrio? Qual a porcentagem
dos alunos que fazem trabalho voluntrio
em relao ao total da turma?
b) Qual a diferena entre o que as empresas
gastam com segurana patrimonial e o que
gastam com filantropia? Quais seriam as
razes para essa diferena?
c) Quanto (em mdia) cada um dos brasileiros
que paga imposto gasta com doaes?
4. Pedir que cada grupo aponte uma instituio
que conhea e que necessite de contribuio
Descrio da atividade
Atividade P Propondo um trabalho voluntrio
Resultados esperados: Que os alunos sejam
capazes de resolver as situaes propostas e
apontem aes viveis para trabalho voluntrio,
percebendo que a necessidade do voluntariado
est relacionada a questes de ordem pessoal e
econmica.
29
Te x t o
Objetivos
 Explorar os conceitos de porcentagem, diferena
e mdia aritmtica para compreender o texto.
 Resolver situaes-problema com base nos dados
do texto.
Introduo
Voc conhece algum que faz trabalho voluntrio?
Por que essa pessoa faz isso? Por que o trabalho
voluntrio  necessrio? Voc faz trabalho voluntrio?
Tem vontade de fazer? E seus alunos?
Dicas do professor: Solicite que os alunos investiguem
quanto as empresas onde trabalham gastam com doaes
filantrpicas e com segurana. Faa uma comparao dos
dados que trouxerem com os do texto.
Contexto no mundo do trabalho: O trabalho voluntrio
se realiza por disposio pessoal e na maioria das vezes
por orientao religiosa. Mas tambm se realiza por
necessidade econmica, uma vez que boa parte do trabalho
voluntrio se dirige s pessoas empobrecidas. Se
todos tivessem acesso ao trabalho remunerado dignamente
e aos bens pblicos, o trabalho voluntrio seria
necessrio? Em que circunstncias?
Tempo sugerido: 2 horas
das pessoas para desenvolver seus trabalhos.
Sugerir que escrevam uma proposta
de trabalho voluntrio que possa ser realizada
por eles na instituio apontada.
5. Solicitar aos grupos que apresentem os
resultados de seus trabalhos. Conferir os
resultados das questes e comentar a viabilidade
das propostas de ao dos grupos.
6. Orientar uma busca para descobrir quais as
vantagens que uma empresa tem ao fazer
trabalho voluntrio, tais como: reproduo
de impostos, publicidade.
Caderno do professor / Tempo livre e Trabalho  87
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rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Dividir a classe em duas equipes.
2. Amarrar um barbante na cintura de um aluno
de cada equipe e amarrar na ponta uma caneta,
que deve ficar pendurada at mais ou menos
a altura da coxa.
3. Pr garrafas vazias no cho e pedir para os
alunos colocarem as canetas penduradas pelo
barbante dentro da garrafa sem o auxlio das
mos, que devero estar cruzadas nas costas
(o aluno que conseguir colocar em menor
tempo ganha ponto para a equipe). A brincadeira
s termina quando todos tiverem participado.
4. Colocar pedacinhos de papel em uma carteira.
5. Numa outra carteira um copo de plstico.
Descrio da atividade
Atividade P Portadores de deficincia
30
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as deficincias humanas e os
desafios de melhorar a qualidade de vida de
todos.
Introduo
A incluso de pessoas com necessidades especiais
(deficientes) em todos os ramos da vida
social  algo que vem crescendo e fazendo parte
do dia-a-dia de todos. Falamos nos problemas
das barreiras arquitetnicas nas cidades, adaptamos
os transportes com elevadores e entradas
mais fceis para essas pessoas, etc. e hoje entendemos
que todos tm o direito de atuar nas
diversas atividades humanas, com suas limitaes
ou no, de forma plena e igualitria, e todos
tm o direito de ser um cidado. O lazer e o trabalho
so espaos em que essas conquistas esto
se fazendo permanentes. Quais as modificaes
que os alunos j encontraram nos seus trabalhos
com relao  incluso dessas pessoas? E no
lazer? Alm de nossas reflexes, como podemos
nos colocar diante da situao e sentir um pouco
essas limitaes (deficincias)?
Materiais indicados:
P Duas canetas iguais, duas
garrafas de plstico
iguais, barbante e uma
tesoura; canudinhos de
plstico, pedacinhos de
papel picado.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Coloque uma venda nos olhos dos participantes
e pea que a equipe ajude se comunicando (orientando
o aluno que est em atividade).
Resultado: Que os alunos possam sentir e
entender os desafios dos deficientes por meio de
atividades de lazer.
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre a
cooperao, a unio entre homens e mulheres, o dilogo,
o planejamento, o entendimento, a ao e a coordenao.
Reflexo sobre o mundo dos deficientes, suas dificuldades,
problemas, desafios que so sentidos inclusive no
trabalho.
6. Um participante de cada equipe ter que, com
um canudinho, transportar o maior nmero
de papis para dentro do copo, sem a ajuda
das mos (ganha quem conseguir colocar o
maior nmero de papis no copo).
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rea:
Proposta de atividade
Nvel
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





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Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Tempo livre e trabalho : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0078-9 (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0078- (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Lazer 3. Livros-texto (Ensino Fundamental)
4. Trabalho I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho.
II. Demarco, Diogo Joel. III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0420 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
eja_expediente_Tempo_2388.qxd 1/26/07 3:45 PM Page 96

